8 de março de 2007

Era uma vez um pontífice...

Pontífice quer dizer fazedor de pontes, construtor de ligações entre duas margens. Curiosamente é um título do qual se apropriaram os Papas. Na nossa vida diária somos convidados diversas vezes a ser pontífices, a estabelecer contactos, a fazer nascer o diálogo, a destruir os isolamentos que nos deixam perto do abismo.
Acho que já percebi que saber dizer ao outro o que penso, o que sinto, manifestar-lhe o meu ponto de vista, as minhas dúvidas é o único caminho que nos faz andar em frente. Não há outra saída!
Porque continuamos, então, a estar divididos, a não investir no diálogo, a deixar construir barreiras e mais barreiras à nossa volta? Talvez a outra margem seja mais alta que a minha, ou então é feita de outro material. O investimento para construir uma ponte é brutal, por vezes. Qual é o preço de uma ponte? E qual é o rendimento que me pode trazer? Fugindo tantas vezes do esforço acabamos por perturbar essa unidade que, no fundo, todos desejamos. Desta unidade já falava Jesus.
Ser pontífice é mais do que ser fazedor de pontes, é querer ser alegre, é desejar ser livre mas sabendo procurar alcançá-lo.
Eu também quero ser pontífice.