24 de março de 2007

Não leias, se não queres mudar


A formiga disse com ar chateado: - Outra vez Primavera! Flores, chuva,... e trabalho e mais trabalho. Que falta de originalidade Senhor Tempo, todos os anos as estações repetem-se. Estou a começar a ficar farta da monotonia. É sempre a mesma coisa!

O Mestre olhou-a com um sorriso de paciência. Coçando a barba grisalha disse-lhe com ar de sabedoria: - A Primavera não é a mesma, nem tu és a mesma. Parece mas não é. Tu estás diferente. Para vencer a monotonia tens de procurar a novidade das coisas. Tudo parece igual mas se nos deixarmos tocar pelo novo tudo se transforma.


Apetece dizer como a formiga: outra vez Páscoa!

Mais uma vez, vamos chorar com Jesus no horto, porque a dúvida é grande e parece absurdo morrer na cruz. Na Sexta-Feira Santa, mais uma vez, continuando lacrimosos, fixamos os olhos na cruz e revivemos toda a história da Paixão. No sábado, mais uma vez, entramos no túmulo e absorvemos o seu silêncio. E finalmente no Domingo gritamos de alegria: - Cristo Ressuscitou! (Será mesmo verdade?) Beijamos a cruz nas diferentes casas de família, comemos, bebemos, gritamos aleluias, … E pronto, esta já está, venha outra!

Pergunto: - Para quê recordar tudo isto? Eu já sei a vida de Jesus de trás para a frente e de frente para trás! Julgo que a diferença está, como diz o mestre, na atitude interior (“se nos deixarmos tocar pelo novo tudo se transforma”). A Quaresma e a Páscoa não são um álbum fotográfico a que eu recorro para não me esquecer, são fotografias que se tornam vivas na vida. Não chega recordar, é necessário viver no meu interior. Ressuscitar não é voltar à vida (ser reanimado), mas nascer de novo.

O que é que eu preciso de Ressuscitar em mim: - a minha atitude em casa, a minha família, a minha forma de estudar, a minha relação com os outros, o meu compromisso com a justiça, a minha atitude social, a minha imagem de Deus, a minha forma de estar com aquela pessoa, o meu namoro, etc.
Se queremos viver a Páscoa deixemo-nos transformar por dentro e tocar pelo novo.

Que o medo seja vencido pela confiança, que a angústia dê lugar à paz.
Que as trevas sejam rasgadas pela luz, que o silêncio da morte grite: aleluia.
Que a morte seja destruída pelo Amor, que a vida deixe de ser um peso e a cruz tenha sentido.
Tudo porque existe Deus e Ele é amor.

3 comentários:

Anónimo disse...

Tenho gosto em escrever para este blog. Quem poder passar o recado ao mister Zé Luis Artur, enviem comprimentos de uma velha amiga de Coimbra, Arlen...
Fui uma das primeiras pessoas a ter conhecimento que ele iria comecar este caminho de amor e paz.
Tive conhecimento deste blog, atravez de outro excelente amigo, Angelo Conde, que está a comecar uma nova jornada da vida dele e a ficar tao fascinado como o Luis estava.
Lembro-me quando o Luis ia para essa nova vida, transmitia felicidade por todo lado! Nunca esquecerei...
Beijos e sorrisos para todos
Arlen Ferreira, Coimbra
arlyferreira@hotmail.com

ERute disse...

Simplesmente me meteu a pensar da forma como eu vivo a Páscoa e a Ressurreição de Jesus...

Já tenho reflexão!

freefun0616 disse...

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