29 de abril de 2007

Incompreensões...

O ser humano guarda no seu ser mais profundo a sua verdade inefável. Essa verdade é a sua, ninguém a pode contestar. É o ser exposto na sua nudez. Ela vale, vale muito, mesmo quando parece ser posta em causa.
Quando a nossa verdade entra em confronto com a verdade de outro gera-se a incompreensão. Quem tem razão? Quais os argumentos mais rectos? Porque não conseguimos entrar em sintonia?
O sentimento de incompreensão expõe-nos perante a nossa própria fragilidade. A comunicação torna-se difícil. Alguém tem que ceder, mas ambos estão cheios de razões. Faz lembrar a ponte estreita onde só passa um carro de cada vez. Chegaram ambos ao mesmo tempo. Quem recua? Quem avança?
A busca da verdade tem muitos caminhos, tantos que muitas vezes baralham o ser humano. Quem tem a verdade consigo? Quem garante o caminho mais curto?
Não sei apontar a solução, mas já consigo encontrar uma direcção. O contrário da incompreensão é a compreensão. Se me sinto incompreendido devo agora tentar compreender. Este exercício pode amenizar a nossa revolta interior, pode ajudar a quebrar a barreira que me separa do outro.
Compreender porque sou incompreendido é entrar discretamente na verdade do outro. Deixo de conhecer só a minha verdade e descubro porque razão ela aparece tão estranha diante de outra.
Há duas verdades, dois caminhos aparentemente opostos... Talvez não estejam tão distantes.