8 de abril de 2007

Ressuscitar

Adeus, João.

Escrevo-te para me despedir de ti. Vou-me embora. Não sei se volto.

Não sei bem explicar porquê mas, nestes últimos dias, a palavra Adeus tem marcado uma presença como nunca antes tinha tido no meu interior. Aaaaa-deeeee-uuuuuuusssssss, apetece-me dizer. Apetece-me dizer adeus a imensa coisa. E isso espanta-me estando eu numa situação exterior relativamente estável. A verdade é que, por dentro, me sinto como cobra em mudança de pele. Preciso de mudar. Quero mudar. Estou a mudar, quer queira quer não queira.

A vida pede-me mais. Pede-me que a acompanhe. Exige-me que seja melhor. Estou farto da mediocridade da vida cinzenta. Não suporto mais o fardo da rotina e do dever. Quero ser livre. E ser livre significa ser fiel ao que sou no mais fundo de mim mesmo. Significa deixar morrer aquilo que sou desde sempre à superfície. Largar os meus vícios de miúdo, adolescente e jovem. Ser Eu, na minha verdadeira essência. Ser Eu em profundidade. Ser Eu na magnificência de filho de Deus.

Despeço-me de ti, velho João. Gostei de te conhecer, rapaz. És boa pessoa mas chegou a altura de partires. Faz a tua mala e vai. Leva contigo os medos, as inseguranças, de quem depende de factores exteriores. Leva contigo os ressentimentos. Leva contigo os sonhos antigos. Não deixes cá nada. Há um novo João a chegar e precisa de espaço. Vai! Vai!

Não olhes para trás. Segue o teu caminho. Um dia tinha que chegar essa hora. E a hora chegou. É esta. Quero que partas e não deixes nada para trás. Leva tudo contigo. Não te esqueças de nada.

Quando o novo João chegar quero a casa limpa. Quero uma brisa leve a encher o meu interior. Quero que o Espírito me percorra livremente e sem obstáculos. Quero ser outro. Ser outro. Ecoa em mim o ser outro.

Chegou a hora. E é esta. É esta a hora em que tudo vai ser diferente. Está na hora de partires. Apressa-te. Não te demores!

Em mim morrerá lenta a tua memória. Em mim se desfarão as cadeias invisíveis. Me tirarão o confortável sofá de uma vida cómoda. Me deixará na rua a tua partida. Mas, finalmente, eu serei quem sou.

O Senhor virá e me cobrirá com a sua glória. O Senhor virá habitar em mim. Serei preenchido pela sua alegria. Me tomará nas suas mãos e me levará para Sua casa, minha verdadeira morada.

Por isso, me despeço de ti, ó velho João. Já nada te prende aqui. Fizeste o que tinhas a fazer. Fizeste tudo o que pudeste. Agora é outro que toma o teu lugar. Há um homem novo à espera. À espera que me deixes. À espera que vás. Chegou a hora. Já não te abro a porta de casa, empurro-te porta fora. Segue! Segue o teu caminho! Já não é esta a tua casa. Vai procurar outro lugar.

Segue, que eu fico à espera do meu Senhor.

2 comentários:

J disse...

João,

Sinceramente gostei imenso deste texto, talvez porque me identifiquei com essa mudança interior que neste momento se passa dentro de mim também, digo Adeus aos medos, às inseguranças, aos receios, ao pessimismo, deito fora o comodismo e deixo me estar à espera da aventura que se segue, para que Ele preencha todo o meu ser.

Um grande beijinho em Cristo

Anónimo disse...

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