20 de julho de 2007

Estás disposto a pagar o preço?

O mar tem estado frio. Sim, mesmo aqui no Algarve, a água parece-me fria, quase gelada. De cada vez que me aproximo da água lá vem o choque térmico a recordar que não estou a entrar em banheira nenhuma.
É engraçado recordar a minha história com o mar: em miúdo passei imensas férias no Algarve e passava o tempo na água. Depois, na juventude, passei férias durante uns bons anos, na Praia Grande (perto de Sintra), com águas mais frias e revoltas. Nessa altura quase deixei de frequentar a água da praia mesmo que passasse horas no areal. Mais recentemente, tenho passado férias no Baleal com águas não menos frias e bastante revoltas, também. A diferença é que voltei a ter um contacto íntimo com a água do mar e até me aventurei no body-board.
Durante estes dias de férias recordei-me desta minha breve história com o mar porque me tenho defrontado, de novo, com as temperaturas que antes me fariam decididamente ficar em terra. De cada vez que vou à beira-mar e experimento a água a gelar-me os pés, é como se o mar me desafiasse com esta pergunta: "estás disposto a pagar o preço?".
E, de facto, se quero gozar o prazer de desfrutar de um bom banho, refrescar-me, mergulhar estupidamente como um golfinho, fazer um bocado de snorkling, nadar numa piscina sem limites, então tenho que pagar o preço que durante muito tempo não estive disposto a pagar: sentir o gelo a penetrar-me até aos ossos, castigar-me masoquisticamente com a água gelada a tocar-me em todo o lado. E, com isso, ultrapassar o choque térmico.
Isto fez-me pensar que, na nossa vida, não é apenas o mar que nos coloca essa pergunta. Ela coloca-se-nos a cada momento em qualquer actividade em que estejamos empenhados, em qualquer coisa que exija o mínimo compromisso, que tenha um custo que deve ser assumido e suportado.
Como diz Scott Peck, "a vida é difícil". Seja a nível pessoal ou profissional há um preço a pagar pelo que fazemos, há um preço a pagar pelo que sonhamos. E a tentação de fugir às dificuldades surge à primeira oportunidade. O problema é não assumirmos o preço das coisas. Não estamos dispostos a largar o que quer que seja. O problema, também, é idealizarmos tudo e acharmos que o que é perfeito é aquilo que o outro faz ou o que outro tem. Por exemplo, olhando com inveja para os filhos amorosos de amigos meus, tenho chegado à conclusão de que ser pai é muito giro por um dia; o que não é fácil é ser pai todos os dias. Amigos meus também já me têm manifestado inveja pelo facto de eu ter a oportunidade de ainda estar a estudar. O que eles não contam é com o preço de ter que estudar à pressão e ter que devorar textos até ficar enjoado.
Em suma: tentação muito humana é esta: quem vai no comboio quer sair, quem está fora quer entrar. Enfim: tudo tem o seu preço. A questão está em querermos ou não pagar o preço das coisas. É caso para dizer, quem não paga, não petisca. E agora, se me dão licença, vou-me deitar, que é para amanhã me defrontar, mais uma vez com o desafio do mar: "estás disposto a pagar o preço?". Sim, estou!
De um posto móvel de Net, nas ruas de Albufeira, desejo umas boas férias a todos os que partilham deste espaço.

4 comentários:

ERute disse...

João desejo-te umas óptimas férias...

Olha eu digo que para ler o teu post tive que pagar o preço de ficar com olhos em bico porque a letra é demasiadamente pequena, mas valeu a pena o preço que tive de pagar.

Concordo e compreendo o que disses.

Lua dos Açores disse...

É o seguinte o texto por mim enviado à Rádio Renascença sobre a possibilidade da transmissão por parte deles das Laudes e Vésperas. Sugiro que quem assim o entender envie o mesmo ou idêntico, o endereço rp at rr.pt

Ex. mos Senhores

Sendo a Liturgia das horas a Oração oficial da Igreja e não havendo qualquer site na internet ou emissora portugueses que as transmitam, os católicos portugueses, leigos, que as queiram orar em Comunidade não tendo possibilidade de recorrer a Mosteiros ou raras paróquias, o fazem na net: radio Esperance http://www.radio-esperance.com/20.0.html#806 ou na Tv http://www.ktotv.com/offices.php3, venho "propor" que num gesto pioneiro em Portugal a RR comece a transmitir de Mosteiros (por exemplo Singeverga ou das Irmâs Clarissas de Monte Real, são apenas exemplos) as Laudes e Vésperas, pelo menos.

Fica a sugestão

Abraços fraternos
Ana Loura

J disse...

Joao,

Cada vez que leio o que escreves sinto que cresço na minha fé.
Tens razão quando dizes que tudo tem um preço a pagar, mas vale a pena.

Um grande beijinho em Cristo

freefun0616 disse...

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