6 de agosto de 2007

‘Tás a precisar de dormir, não?

Passei um mau bocado durante as apresentações que os delegados dos vários países fizeram durante estas manhãs. Sentados confortavelmente num auditório todo nice (parte integrante deste complexo dos jesuítas em Cracóvia (sul da Polónia) onde estamos instalados) passámos umas boas horas a ouvir cada jesuíta em formação a falar da respectiva província e das perspectivas para o futuro.
Foi aí que o sono atacou com uma violência como já não via há uns tempos (pelo menos desde que acabei as aulas na faculdade – local em que estes ataques são a rotina do dia-a-dia).
Hoje ao almoço, em amena cavaqueira com o Xico e com dois companheiros polacos, veio à tona o tema do sono e lembrei-me da “minha melhor história sobre adormecer”. Passou-se na Casa de Saúde S. João de Deus, em Barcelos, numas das grandes experiências do noviciado: naquela tarde era eu o responsável por dirigir a recitação do terço. Começava eu com a primeira parte da Avé Maria e depois as pessoas continuavam. A dada altura, enquanto se recitava a segunda parte da Avé Maria, era tal o meu cansaço que, durante breves segundos, adormeci. Quando acabou a oração o silêncio invadiu a igreja. Miraculosamente voltei a acordar e pude, então, continuar o terço. Na altura fiquei completamente encavacado. Hoje ri-me à gargalhada a contar a situação.
Já passei o suficiente para perceber que este estado de adormecimento feroz se dá quando estou em actividades particularmente passivas e não dormi o suficiente: aulas, conferências, orações, missas... E, para além de não tirar proveito, não me sinto nada bem nessas situações. É uma luta titânica em que já sei que perco. Mas, tenho que o reconhecer, quando isso me acontece não o posso ver senão como um sinal de alarme do corpo, como que a dizer-me: ‘Tás a precisar de dormir, não?
Ora, custa-me imenso passar por esses estados de adormecimento. Mas, ao que parece, custa-me ainda mais prescindir de algumas das coisas que faço em favor da hora ou duas de sono de que necessitaria para estar bem. Por exemplo: fica mesmo mal dizer aos meus companheiros com quem estou a organizar este encontro que preciso de me ir deitar, ou que preciso de faltar a não-sei-quê para ir descansar. Mas o que é facto é que, ao evitar expor essa necessidade, por detrás disso, está um orgulhosinho manhoso que me quer mostrar forte, eficaz, trabalhador perante os outros.
No fim a conclusão a que chego é a de que só posso combater este orgulhosinho manhoso através da humildade de me aceitar como sou. Mesmo que me custe os olhos da cara dizer ao Andrzej, o meu companheiro polaco sempre activo e ultra-eficaz, que preciso de oito horas de sono para estar bem. Acho que aí estarei mais perto da verdade sobre mim próprio.

3 comentários:

ERute disse...

Bons sonos...
(Eu também sou assim... :S)

Beijos e resto de bom encontro...

P.S. - Tenho saudades das tuas gargalhadas...Recordei-as ao ler a tua passagem do terço.

Marisa Almeida disse...

Aconteceu-me exactamente isso no CABing 2007,para aproveitar tudo ao máximo ficava acordada até tarde. Depois nos últimos dias tive mesmo de compensar e abdicar de pequenas coisas para descansar.

Tu,mesmo com poucas horas de sono, ainda arranjas tempo para manter este blog actualizado. Parabéns, gosto mesmo de ler o que escreves.

Um abraço amigo!!

freefun0616 disse...

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