30 de dezembro de 2007

O Deus que se revela - I

Como seria Jesus Cristo se vivesse nos dias de hoje? Como se vestiria? Como reagiria perante o comportamento do homem actual? Qual seria o seu posicionamento perante a política, a ciência e a cultura nas sociedades de hoje? Como agiria perante as dificuldades que nos apoquentam? Parece que às vezes nos esquecemos que Ele viveu neste mundo, teve que se alimentar, sentiu o calor ardente de um dia estival, provou o doce aroma de uma romã e o amargo trago do vinagre. Rodeados, como estamos, de imagens gloriosas do Homem perfeito, do Jesus soberano, do Cristo libertador acabamos por transformá-Lo num daqueles super heróis que inspiram o imaginário juvenil, exaltados pelos seus feitos admiráveis, mas desvalorizados na consciência do nosso íntimo como seres imaginários, inventados pelo idealismo do homem.

A origem do homem, o mistério da morte e o que se esconde para além dela ou a causa da nossa existência são temas largamente explorados pelo homem actual. Há uma necessidade crescente de procurar uma justificação para a nossa condição. Fenómenos como o laicismo, o ateísmo ou o gnosticismo florescem na fraqueza da consciência humana. Onde está Deus? Porque não o vejo? Porque não me ajuda naquela situação injusta que vivo? Porque não muda aquilo que me provoca sofrimento? Eis algumas das questões que despertam o divórcio actual entre o divino e o humano.

O homem procura um Deus paternalista, que lhe resolva os problemas quotidianos, que lhe aplaque os sofrimentos e lhe abra caminhos para satisfazer os seus desejos. Ora, este Deus não existe. É de facto o Deus da bondade, o Deus do amor, o Deus da misericórdia, todavia a mensagem que nos faz chegar a partir de Jesus Cristo conduz-nos à aceitação plena das nossas limitações e dos nossos fracassos propondo-nos uma visão optimista e, ao mesmo tempo, realista do dinamismo do mundo que nos rodeia. A demonstração concreta do "agir à maneira de Deus" dentro da nossa limitação de seres humanos é nos dada por Jesus Cristo, o Homem no qual verdadeiramente se concilia o humano com o divino, a concretização objectiva do Criador na criatura.

4 comentários:

Anónimo disse...

o rui sabe o que é o sofrimento?
Um abraço

Rui disse...

Caro anónimo:
Todos os homens experimentam ou já experimentaram o sofrimento. Eu não fujo à regra.
O que queria dizer é que o grande desafio da fé é saber que, apesar das dificuldades e sofrimentos, desalentos e insucessos, a vida vale a pena e a alegria é possível. E é esse o desejo mais profundo de Deus, aliás de todos aqueles que amam: que o amado seja feliz.
Eu acredito nisto!
O que é difícil não pode ser motivo para pôr Deus em causa.
É este, para mim, o grande desafio da vida.

Abraço e obrigado pelo desafio.
Rui, sj

Anónimo disse...

Caro Rui,
Gostei muito deste teu comentário.
Um feliz ano de 2008.

freefun0616 disse...

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