4 de dezembro de 2007

Pensadores e artistas com a marca SJ









Inácio, homem lúcido e de horizontes largos percebeu, logo após a sua conversão, como era importante compreender bem o complexo mundo em que vivia para melhor poder responder aos seus desafios, de tal maneira que decide, aos trinta anos, juntar-se às crianças que começavam a aprender os rudimentos de Latim para iniciar o seu percurso académico. Anos mais tarde, a própria Companhia de Jesus viria a ser sonhada por Inácio e seus companheiros na cidade de Paris e em ambiente Universitário. “Desde então foi característicos dos jesuítas manter numa tensão criativa este requisito inaciano: usar todos os meios humanos, ciência, arte, instrução, virtude natural, enquanto ao mesmo tempo se confia totalmente na graça divina” (CG XXXIV, Dec 26).
Julgo que não é possível olhar sem espanto os quase 500 anos da Companhia de Jesus. Não me parece exagero afirmar que não houve canto onde não tivessem chegado. Não só geograficamente, mas também no vasto e complexo universo do saber e da cultura. Acreditando poder “amar a Deus em todas as coisas e todas as coisas em Deus”, os jesuítas têm dado contribuições significativas não só no campo da teologia, mas também na filosofia, na literatura, na matemática, na física, na astronomia, na arquitectura, na música, na tecnologia…
Nas próximas semanas vamos dar a conhecer alguns pensadores e artistas que têm em comum o facto de serem jesuítas - Teilhard de Chardin, Jacques Dupuis, Lonergan, Gerard Hopkins, Domenico Zipoli, Francisco Suárez, entre outros. Às Quartas-feiras e Domingos neste blog.