27 de setembro de 2007

467 anos




Companhia de Jesus

Aprovada por Paulo III a 27 de setembro de 1540



Cabeça na lua ou pés no solo?


O sonho é uma bola colorida entre as mãos de uma criança, a realidade as mãos de uma criança que seguram uma bola colorida.

O sonho rouba-nos da realidade e a realidade rouba-nos o sonho, numa fragmentação de estás dentro ou estás fora. Será que não posso estar dentro e fora?

Ricoeur re-liga a realidade e o sonho através da utopia. A utopia, no seu bom sentido, faz com que a realidade pule e avance (a imaginação movida pela vontade de crescer no mundo da terra). Sem bola as mãos param, sem mãos a bola perde-se.

Respondendo à pergunta: - Cabeça na lua e pés no solo! Ou melhor, pés na terra e coração em Deus!

Deus não é uma fuga da realidade, é uma espécie de “sonhe para fora cá dentro”. No fundo, sonhar no mundo é para mim sonhar com Deus uma vida que ultrapassa os limites das minhas forças e aproxima o horizonte do real. Para sonhar acordado com Deus, basta desejar libertar o fundo de boa vontade que há em mim, e esperar que o Espírito Santo sopre na bola colorida que está nas minhas mãos.

22 de setembro de 2007

Faz uma careta aos teus medos...

"Não tenhas medo. Abre as portas a Cristo.", eis uma frase que jamais será esquecida e que foi proferida por este senhor que vemos nesta foto à esquerda. Sim, o Papa João Paulo II.
Vivemos cheios de medo. Completamente dobrados perante imagens negras, cenários futuros que nos fazem tremer. Vivemos a fugir dos locais onde haja pessoas que não conhecemos ou não controlamos. Deixamos de arriscar dizer mil e uma palavras por receio das suas consequências. Ficamos parados diante de situações que pedem a nossa mão porque não sabemos o que os outros vão dizer ou pensar. Preferimos o nosso cantinho sossegado, onde ninguém nos perturba, onde gozamos de uma aparente serenidade. Desliga-se a televisão, ignoram-se os jornais, faz-se de conta que ninguém sofre a meu lado, inventam-se desculpas racionais:"Está assim mas até tem uma boa casa, tem família para tratar dele.". Bem, e por aqui continuaria...
Vivemos controlados por medos em busca de uma tranquilidade utópica, de um descanso inútil. A vida pede-nos coragem, pede-nos acção. Os medos fazem lembrar o quarto escuro que aterrorizava a nossa infância. Porquê optar por eles? Porquê ceder? Por vezes andamos irritados com o nosso patrão por não nos dar espaço e liberdade e somos os primeiros a conceder o comando da nossa vida aos medos e fantasias que vamos elaborando no nosso interior.
É preciso fazer uma careta aos nossos inúmeros medos. É preciso mandá-los pastar, pentear macacos e afins. É preciso ter a coragem de optar. É preciso ir buscar o estímulo a alguém que soube desafiar tão bem os seus medos. Vale a pena olhar para Jesus!

20 de setembro de 2007

Bem-Vindos!!


Ordem dos Arrupinos

20 . setembro . 2007

Ontem foram instituídos solenemente sete novos membros na Ordem dos Arrupinos, pelo digníssimo P. Alfredo Dinis:

Andreas Lind . António Ary . Bruno Nobre . Francisco Martins
Pedro Luz . Pedro Silva . Vasco Themudo

18 de setembro de 2007

Hairspray



Acabei de chegar do cinema… Fui ver o Hairspray.

Curioso como um filme, à partida light, pode dar tanta informação saudável. De facto, mais do que a imagem que possa transparecer, importa o que sou e o que posso dar. Hoje somos bombardeados com glamour e imagens a seguir, que em muito pouco são compatíveis com a verdade mais profunda da integridade do ser humano. Ter o corpo esbelto, esta ou aquela cor, não faz ninguém nem melhor, nem pior ser humano. A diferença ao nível humano, seja ela qual for, não deve representar nem inferioridade, nem superioridade.

Já quando vi o The Devil Wears Prada fiquei com a sensação de ser um bom filme para mostrar, sobretudo aos mais novos, em como há coisas a não abdicar por uma carreira melhor, porque de facto pode-se ter tudo, mas no fundo ser nada…

Enfim, filmes sem grandes argumentos, mas que me serão úteis no futuro…

3 de setembro de 2007

A coragem de ser eu mesmo...

Já muitas vezes tentei imaginar Jesus quando tinha a minha idade. Sei que é alta a probabilidade de me enganar nas minhas divagações. O Jesus que tento compor na minha mente pode não ter nada a ver com aquele que existiu de facto. Porém este pequeno exercício aproxima-me imensamente d'Ele.
Também Ele foi invadido de questões durante o seu crescimento; também se sentiu desafiado a pensar sobre as coisas; também viveu o conflito interior de tentar perceber os outros e o mundo. Aquele Jesus que todos vamos conhecendo foi-se construindo, tal como acontece com cada um de nós.
Eu acho que Jesus era muito amigo dos seus medos e limites, sabia dialogar com eles, talvez até se risse deles. Ele teve muito certamente a coragem de ser aquilo que era. Não era o super-homem que em tudo se distinguia, era Alguém que se conhecia muito bem e se aceitava com muita alegria. Também tinha dificuldades. Devia dialogar muito com os outros, nunca se deixando vencer por rancores, hesitações, receios... Dava muitos passos em frente!
Ser eu mesmo, dar aos outros o que de mais verdadeiro existe em mim, não ser o que os outros querem mas o que eu sou de facto... É este o grande desafio!