29 de setembro de 2008

Chego



Abro a porta.
Sinto entrar o fresco do ar que corre lá fora,
num misto de gozo e de arrepio na espinha.


Atravesso o limiar.
Suavemente, respiro e olho.
Acolho a luz e a frescura como duas crianças
que brincam no pátio do meu coração.


Revejo caras, reconheço corações.
Alegro-me, desejo e espero.


Sobretudo, a paz habita o meu coração
porque Ele está cá.
Sem pressa, senta-me ao seu lado,
entre os seus,
à sua mesa.
Não diz nada, sorri, esperava este momento.


Ao terminar o dia, vou ao seu encontro.
Estou certo que me receberá ainda a esta hora.
Encontro-O e tudo é serenidade e sentido.


(da minha chegada a Braga e à Filosofia)

1 comentário:

Pequena irmã em Cristo disse...

Bonito poema!
Que Ele sempre te acompanhe com a Sua graça e o Seu Amor.