14 de outubro de 2008

O Google sabe quem nós somos ?


O Google sabe quem nós somos ?

A 1 de Abril de 2004, o Google deu um passo importante para deixar de ser visto apenas
como um motor de busca. Lançou o revolucionário Gmail, então com uma capacidade de 1Gb, ou seja, várias centenas de vezes o oferecido pela concorrência. Hoje o Google oferece cerca de 7Gb de espaço. O facto de o Google se estar a transformar no fiel depositário de muitos documentos pessoais é uma tendência que me tem causado alguns calafrios. Para além do e-mail, a empresa oferece ainda um serviço que permite criar e armazenar nos computadores da empresa documentos de texto, ou folhas de cálculo. Podem ser documentos de trabalho ou particulares, só depende do que o utilizador ali quiser colocar. O conceito é oposto ao actual paradigma de uso dos computadores pessoais, em que os programas e os ficheiros ficam guardados na própria máquina que está a ser utilizada, e não a milhares de quilómetros de distância. O fenómeno ganhou nome: Google Cloud (Nuvem Google) , termo que designa os muitos computadores que, como partículas, constituem a enorme infra-estrutura de armazenamento. Alguns analistas acreditam ser possível que esta nuvem substitua o tradicional esquema de utilização dos computadores, mas eu creio que irá complementá-los apenas. As garantias de privacidade dadas pela empresa aos utilizadores que optam por guardar ficheiros não me deixam muito descansado. Pois fico sempre na dúvida o que será que o Google sabe acerca de mim, também ela anexará os meus ficheiros pessoais na grande teia de informação que possui? Catalogar-me à como individuo e classificar-me à pelos meus gostos? Poderá ler os conteúdos dos meus ficheiros pessoais? Quem não se recorda dos protestos que surgiram pela apresentação de publicidade relacionada com o conteúdo de cada e-mail enviado ou recebido. Os computadores liam as mensagens e esforçavam-se por apresentar o anúncio com mais probabilidade de merecer um clique do utilizador. Os responsáveis desdobraram-se em esforços para tranquilizar os mais inquietos e assegurar que a escolha da publicidade é um processo completamente automatizado e não muito diferente do que é usado para determinar se um e-mail é spam. Tudo o que fazemos online deixa rastos e isso ninguém duvida, é um dos preços que temos que pagar por vivermos numa sociedade de informação e por utilizarmos estes serviços que nos são úteis. Mas realmente o que me incomoda é o grau de concentração de informação pessoal que o Google e outras empresas estão a alcançar é preocupante e é preciso salvaguardarmos os nossos interesses como utilizadores.

3 comentários:

manel disse...

o joão saiu de casa e o video-porteiro registou a sua roupa, o que transposta e as horas a que sai. apanhou a autoestrada e a via verde registou electronicamente, e com fotografia, a passagem na portagem, quem guia o carro e quem ia no banco "do morto". parou para levantar dinheiro e a máquina filmou-o e registou a informação. resolveu tomar um café e foi filmado pela video-vigilância que garante a segurança da caixa registadora. entretanto recebeu um sms da vodafone a dizer que a rita, a quem tinha tentado ligar, já tem o telefone ligado (mesmo que a rita não tendo sido consultada para autorizar o sms). comprou umas flores para a rita e no extracto do multibanco aparece a descrição da loja.
ao entrar no emprego o joão tem que passar um cartão magnético que regista as suas saídas, horas de almoço e cigarros, porque lá na empresa têm de sair para a rua para fumar.
como o joão trabalha em coisas sérias o email profissional dele é gerido pela direcção da fábrica que, em caso de defesa da empresa, pode aceder às comunicações feitas pelo mail.
no final do dia ele recebeu a factura descriminada do telemóvel com umas letras pequenas no fundo da página a dizer que todos os dados das suas comunicações são guardados por vários meses para eventual uso da polícia.
como o governo quer pôr um chip em cada carro podemos até ver onde o João estacionou o carro. como o João já tem o novo cartão único é bom que mude a sua morada oficial quando for trabalhar 6 meses numa outra cidade de Portugal porque se não muda a morada não tem acesso aos cuidados de saúde, não urgentes, fora da sua zona hospitalar.

DomingosFaria.net disse...

Isto faz-me lembrar o "Big Brother" de George Orwell no livro 1984...

freefun0616 disse...

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