25 de novembro de 2008

S. João Berchmans

Não foi importante entre os seus contemporâneos nem conseguiu fazer alguma viagem perigosa em nome de Cristo. Não curou nenhum doente nem descobriu nenhuma Verdade de Fé. Não fundou, ou sequer reformou, alguma ordem ou diocese. Não aprendeu um dialecto desconhecido, nem defendeu algum povo indígena; não “levantou voo” na oração, nem se lhe abriu a camada de ozono para que ele pudesse ter visto algo menos natural que o ecrã deste computador …


Nasceu em Diest, na Bélgica, em 1599. Entrou na Companhia de Jesus com apenas 17 anos. Contudo, o seu sonho de anunciar o Evangelho na China terminou muito cedo, com uma forte infecção pulmonar, contraída durante os seus estudos em Roma.

Morreu a 13 de Agosto de 1621, com 22 anos.


Então porque é que se justifica estar a ler este texto sobre um rapaz tão normal?

Porque, durante a sua curta vida, ele fez tudo o que era banal de forma extraordinária! A Igreja não o esquece para lembrar que cada gesto pode ser mais do mesmo ou pode ganhar a carga dum verdadeiro milagre.


Hoje, 26 de Novembro de 2008, faz sentido tornar cada gesto num momento intencional de construção do Reino que tanto desejamos? O João Berchmans transformou a vidinha dele em algo pleno de sentido; nós, ou temos uma finalidade, um objectivo, nas nossas vidas e tomamos cada pequena decisão em função desse fim, ou andamos aqui a encher chouriços (literalmente a investir em bilhetes da lotaria do “Quem-Quer-Acordar-Frustrado-No-Dia-Dos-Seus-80-Anos?”).