14 de dezembro de 2008

Gaudete – o Domingo da Alegria



Dia após dia aproxima-se aquele dia, o da memória do gesto mais profundo e amoroso, no momento em que Deus quis estar assim tão próximo, nascer um de nós. Hoje, Domingo da Alegria, a Igreja convida-nos a aguardar alegremente Aquele que vem da parte do Pai. É Ele a causa dessa mesma alegria, porque a nossa espera encontra no seu horizonte um Deus que enviou à Terra não o flagelo, mas o seu Filho numa criança e, n'Ele, o amor e a graça.


O que é que habita o nosso horizonte? Quem ou o quê procuramos? Que luz?


Pouco antes de Jesus iniciar o anúncio do Reino, apareceu João “para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz”. É frequente o nosso olhar desviar-se do essencial e deter-se no que apenas dá testemunho, sem notar que é frágil e, não poucas vezes, enganadora a consolação que nos traz. Perde-se cego, como as gralhas que desejam possuir qualquer metal vulgar que brilhe no chão, sem reconhecer que esse brilho fala, dá testemunho, do brilho do Sol.


Houve quem julgasse que João era a luz. Mas João não era o Messias, nem se tomou por alguém de suma importância, quando lhe perguntaram


“Quem és tu?”, “És o Profeta?”, “És Elias?”,

“Que dizes de ti mesmo?”.


João não diz de si mesmo, mas de Alguém que está já entre eles, que não conhecem, para Quem não olham – “Eu sou a voz” d'Aquele que é a Palavra e a Luz do mundo.


Contemplamos já os primeiros raios da aurora, aqueles que anunciam o fim da cegueira da noite e dão testemunho da estrela que irá nascer e será luz para o mundo.


14 de Dezembro de 2008 - Domingo III do Advento
LEITURA I Is 61,1-2a.10-11
SALMO RESPONSORIAL Lc 1, 46-48.49-50.53-54
LEITURA II 1 Tes 5,16-24
EVANGELHO Jo 1,6-8.19-28