30 de setembro de 2008

Guerra na Ossétia - Rússia vs Geórgia

PARTE 2 : O Grande Urso Russo saiu da caverna e matou



"Rússia warned that there would be repercussions for Kosovo. And here they are."

Magdalena Frichova

http://www.crisisgroup.org/home/index.cfm?id=5628


A aldeia-europeia observou o regresso do Grande Urso

Foi no dia 7 de Agosto, na Ossétia do Sul, um pequeno enclave na Geórgia que tem um governo separatista desde 1992.

A Rússia tem mantido uma grande presença na Ossétia do Sul, assim como no outro território georgiano da Abkhazia. Os Russos têm mantido durante todos estes anos uma presença militar dentro do governo da Ossétia do Sul, isto porque o governo osseta é constituído por muitos oficiais Russos.

Semanas antes da guerra, aviões russos circulavam perto do espaço aéreo georgiano, provocando Tblissi para que estes reagissem retaliando militarmente contra as sucessivas invasões do seu espaço aéreo. No último mês também a Rússia começou os seus exercícios militares anuais, perto da Ossétia do Sul, enquanto que a Geórgia moveu as suas tropas para norte, começando um novo jogo. Este jogo tornou-se mortal no dia 7 de Agosto, quando três dias depois os russos acusaram a Geórgia de ter morto 6 pessoas no território, com fogo de artilharia e de snipers. Em resposta o presidente georgiano Mikheil Saakashvili, ordenou que os tanques georgianos se movessem para a capital Tskhinvali. Logo depois as forças russas invadiram o território. As forças georgianas retiraram-se, com muitas perdas, uma retirada aflitiva e desordenada na estrada para Tblissi, as fotografias mostravam bem a desorganização, assim como o enorme número de veículos militares abandonados, exibindo muitos danos.

Calcula-se que cerca de 35000 Ossetas do Sul, fugiram da zona de guerra. Outros milhares fugiram da cidade de Gori, seriamente atingida pelos ataques aéreos russos, que não só atingiram alvos militares mas também alvos civis, incluindo uma zona residencial, matando cerca de 60 pessoas.

Este conflito terminou no dia 12 de Agosto.

Esta foi uma pequena, mas brutal guerra, onde foram despoletadas enormes tensões.

O Urso Russo acordou da sua hibernação, passados quase 20 anos e já mostrou até onde vai para defender os seus interesses.




The Russians have been looking for an excuse to be able to punish either the Ukraine or Georgia or to flex their muscles in the Caucasus, and this is something they’ve been anticipating for some time."
Mitt Romney


Rússia ( 2 ) Inquérito



PARTE 1 : A História do Urso Russo

"Um ou outro aldeão tentava alarmar a aldeia para o possível despertar do grande urso. Muitas pessoas presas à história do passado, só acreditavam que o urso voltaria a acordar quando a Estação Fria regressasse.

O Urso Russo acordou. E no dia 7 de Agosto, a aldeia-europeia viu o Grande Urso."

Link para ler a história completa
http://companhiadosfilosofos.blogspot.com/2008/09/russia.html

Responda ao nosso inquérito (link abaixo):
http://spreadsheets.google.com/viewform?key=p0D1BYMArriYwodslXClvaA

29 de setembro de 2008

Chego



Abro a porta.
Sinto entrar o fresco do ar que corre lá fora,
num misto de gozo e de arrepio na espinha.


Atravesso o limiar.
Suavemente, respiro e olho.
Acolho a luz e a frescura como duas crianças
que brincam no pátio do meu coração.


Revejo caras, reconheço corações.
Alegro-me, desejo e espero.


Sobretudo, a paz habita o meu coração
porque Ele está cá.
Sem pressa, senta-me ao seu lado,
entre os seus,
à sua mesa.
Não diz nada, sorri, esperava este momento.


Ao terminar o dia, vou ao seu encontro.
Estou certo que me receberá ainda a esta hora.
Encontro-O e tudo é serenidade e sentido.


(da minha chegada a Braga e à Filosofia)

Russia


PARTE 1 : A História do Urso Russo




O Urso Russo acordou.

Na aldeia-europeia circulavam rumores que o grande urso tinha despertado do sono da hibernação. Havia já alguns indícios da sua presença nas imediações da aldeia. Pequenos e estranhos vestígios iam surgindo, mas, mesmo assim, os lideres não mostravam receio ou preocupação. Negavam a presença do urso, afirmando serem rumores alarmistas, sem provas suficientes para justificar tal estado de alarme. Por isso, enquanto o urso não desse provas inegáveis da sua actividade, não poderia trazer riscos. A aldeia continuava a olhar a caverna do urso, como local isolado donde se poderiam colher enormes recursos e tesouros.

O Urso dorme.

Na escola da aldeia, falava-se do urso como coisa do passado. Os alunos ouviam estórias que os mais velhos contavam de outros tempos: uma enorme tempestade assolou a aldeia e os arredores. Contava-se que quando a Estação Fria acabou, o urso refugiou-se numa caverna. Lá permaneceria até regressar o frio, mantendo um longo estado de hibernação.

Coisas estranhas se passavam no local. Jornalistas desapareciam, outros morriam acidentalmente, estranhos ruídos se ouviam à noite.

Um ou outro aldeão tentava alarmar a aldeia para o possível despertar do grande urso. Muitas pessoas presas à história do passado, só acreditavam que o urso voltaria a acordar quando a Estação Fria regressasse.

O Urso Russo acordou. E no dia 7 de Agosto, a aldeia-europeia viu o Grande Urso.




Programa Espacial Chinês: Shenzhou VII


A nave espacial Shenzhou VII (que significa em chinês "nave divina"), com três astronautas a bordo, aterrou no dia 28/9/2008 na China. Foi a terceira missão tripulada chinesa. Pela primeira vez um cidadão chinês, saiu para o espaço. Foi apenas um curto passeio de 15 minutos. Com o lançamento de um pequeno satélite de monitorização.


Quem diria?!
Um curto passeio espacial de 15 minutos, pode desviar as atenções do escândalo do leite contaminado, pela corrupção interna da China.

Aproveito o grande sucesso da missão espacial chinesa, como rampa de lançamento, para transmitir um novo ano do Blog, Companhia dos Filósofos.
E em vez de desviar as atenções, chamo as atenções para o Mundo.

28 de setembro de 2008

Novos companheiros na Pedro Arrupe


No passado dia 19 chegaram à nossa comunidade os seis companheiros que agora terminam o noviciado: o António Rodrigues, o Duarte Rosado, o João de Brito, o Missé, o Manuel Cardoso e o Ricardo Barroso. Fica, assim, completa a comunidade Pedro Arrupe do ano 2008/2009.

21 de setembro de 2008

P. Adolfo Nicolás em Portugal



O Superior Geral da Companhia de Jesus visitou Portugal no passado mês de Agosto. No dia 18 tivemos o privilégio de receber a sua visita no Baleal. Depois da celebração da Eucaristia, pudemos conversar com o P. Nicolás, que nos falou da sua nova missão como Geral e da sua visão sobre a Companhia Universal com os seus desafios e oportunidades. Disse-nos também o que esperava de um jesuíta para o séc XXI: profundidade, criatividade e vida no espírito. "A vocação de um jesuíta não é ser bom", dizia, "mas entregar a vida toda".

Na fotografia estão com o Padre Geral estão alguns dos jesuítas em formação da Província Portuguesa da Companhia de Jesus.

5 de setembro de 2008

JORNADA FÉ E CIÊNCIA - O Avanço da Ciência e o Recuo de Deus:

Call for papers

O Centro de Estudos Filosóficos e Humanísticos da Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa vai realizar no próximo dia 18 de Outubro um ‘Jornada Fé e Ciência’, subordinada ao tema “O avanço da ciência e o recuo de Deus: fronteiras do conhecimento”. Os interessados em apresentar uma comunicação sobre o tema das jornadas (20 minutos seguidos de 10 minutos de debate), poderão enviar uma proposta (cerca de 300 palavras) até ao dia 30 de Setembro para o seguinte endereço electrónico:
alfredodinis.facfil@gmail.com.



Sábado, 18 de Outubro de 2008


9h00 – Abertura do Secretariado
9h30 – Sessão de Abertura das Jornadas
Alfredo Dinis, Dir. Fac. Filosofia, Braga
9h45 – Possibilidades e limites do conhecimento científico
António Fernández-Rañada, físico, Univ. Complutense de Madrid
10h45 – Intervalo para café
11h00 – Possibilidades e limites da racionalidade e da argumentação crítica
Desidério Murcho, filósofo, Univ. Federal de Ouro Preto, Brasil
12h00 – Debate sobre as duas conferências anteriores
Moderador: António Leite Videira, físico, Univ. de Évora

13h00 – Almoço

14h30 – Sessões Paralelas (20 min. + 10 min.)

15h30 – A hipótese de Deus perante a Ciência
Ludwig Krippahl, bioquímico, Univ. Nova de Lisboa
16h30 – Intervalo para café
16h45 – O diálogo Ciência-Fé na cultura actual
Agustín Udías, físico, Univ. Complutense de Madrid
17h45 – Debate sobre as duas conferências anteriores
Moderador: Álvaro Balsas, Fac. Fil. Braga
18h45 – Encerramento das Jornadas



Fé e Ciência: uma tensão actual

Os recentes avanços e êxitos da ciência, bem como a sua omnipresença no dia-a-dia das sociedades contemporâneas – onde as novas tecnologias vão introduzindo novos hábitos e estilos de vida, novas formas de comunicação, de pensamento e de aquisição de conhecimentos, novas concepções da economia, da arte, da ética, etc. –, parecem desafiar as concepções religiosas estabelecidas no passado e, nomeadamente, a concepção cristã de Deus.

Perante este quadro cultural, no qual a ciência invade cada vez mais os diversos âmbitos da experiência e do pensamento humanos, especialmente em áreas que no passado eram reservadas à filosofia e à teologia, a Deus não parece restar outra alternativa senão a da perda do direito de cidadania e a consequente retirada para o baú das velharias, porque sobra e está a mais.

O conhecimento científico permitirá, finalmente, desterrar a “ilusão de Deus”, bem como as sombras da magia e do mistério que, no passado, envolveram o conhecimento do mundo e de nós mesmos, aumentaram o ópio do povo e impediram o desenvolvimento da sociedade?

Questões para debater

Para quê Deus, se já temos ciência?
A ciência tem razões que tornam a fé em Deus obsoleta? A crescente extensão da esfera da explicação científica a domínios que outrora pertenciam ao âmbito da teologia e das “humanidades” implica o abandono definitivo da hipótese de Deus?

A ciência dá respostas a todas as perguntas sobre o mundo que nos rodeia e sobre o lugar que ocupamos nele? A explicação científica pode abranger todos os âmbitos da experiência humana no mundo? Toda a argumentação não científica é irracional?
A ciência esgota o campo da racionalidade e do pensamento crítico? Há limites ao poder explicativo da ciência?

A explicação teológica é criticamente fundamentada ou assenta em dogmas irracionais?
Que possibilidades para um encontro entre ciência e fé em Deus: conflito intransponível? Inimizade irreconciliável? Independência? Diálogo? Integração? Contributos mútuos?
A fé em Deus traz benefícios para as sociedades?


Modos de participação nas Jornadas

- Conferências plenárias: No final de cada duas destas conferências seguir-se-á um debate de 60 minutos.

- Sessões Paralelas: Apresentação de comunicações de 20 minutos, seguidas de 10 minutos de debate. Deve ser apresentado um resumo da comunicação até ao dia 30 de Setembro de 2008.



Faculdade de Filosofia de Braga
da Universidade Católica Portuguesa
Praça da Faculdade, 14710-297 Braga
Tel: (+351) 253 201 200

4 de setembro de 2008

Sensus Christi

Dá-me essa graça, esse sensus Christi, os teus autênticos sentimentos, de forma que eu possa viver toda a minha vida, interiormente e exteriormente, procedendo e discernindo com o teu Espírito, exactamente como tu fizeste durante a tua vida mortal. Ensina-nos a tua maneira de proceder para que isso se torne o nosso caminho hoje, de forma que possamos estar mais próximos do grande ideal de Santo Inácio: ser companheiros de Jesus no trabalho da redenção, cada um de nós um alter Christus, outro Cristo.

Pedro Arrupe