11 de janeiro de 2009

O sonho e a realidade

Diz o povo e com alguma parte de razão que só os loucos perseguem utopias. Há pessoas que efectivamente nos deixam desconcertados perante a imprevisibilidade dos cenários que traçam a si mesmas. Parece masoquismo! Para quê perseguir metas onde a razão parece estar ausente? Vivemos num mundo de loucos e sonhadores e o resultado está à vista.

As leituras que a Igreja propõe este domingo deixam-me completamente desarmado. Algures nesta Terra, já muito antiga mas ainda jovem segundo os cientistas, nasceu um homem que perseguia um sonho: “levar a justiça às nações”. A pergunta que surge, inevitável, prende-se na história desse homem. Não saiu das fronteiras do seu país, limitou-se a sensivelmente três anos de vida pública... Como considerar realizável a sua utopia?

Um olhar lúcido sobre a realidade obriga-nos a recuar no optimismo das suas pretensões. A humanidade continua a viver rodeada de injustiças, os homens continuam a lutar uns com os outros, a ganância e a ambição continuam a impedir a harmonia entre todos. O que mudou afinal?

Jesus Cristo era efectivamente um sonhador, mas um sonhador que viu realizadas todas as suas expectativas. O seu Baptismo marca o começar de uma nova e decisiva etapa. Até aí pouco sabemos a respeito de Jesus. A sua vida antes do Baptismo constitui-se como um agradável mistério. Agradável porque podemos imaginá-lo de diversos modos e estilos. O quotidiano de Jesus Cristo não seria certamente muito diferente do meu. Viveria com a sua família, teria o seu grupo de amigos, trabalharia num qualquer oficio, teria os seus ‘hobbies’, sentiria o calor e o frio, ter-se-ia apaixonado e teria certamente sonhado muito. Nas três décadas que precederam a sua vida pública muito terá acontecido, muitas experiências o terão marcado decisivamente até descobrir qual era a sua missão, o que é que Deus lhe pedia.

O sonho de Jesus é realidade. N'Ele cada um de nós vê cumprida a verdadeira e única missão. Da sua intimidade profunda com Deus nasce uma visão da realidade que lhe permite lidar com todos os seus afectos, com todos os seu desejos, com as dificuldades e com os sucessos. Jesus concretizou o seu sonho porque esse sonho pertence e pertenceu a muitos homens e mulheres. Os seus rostos ocultos rasgaram novos horizontes ao longo da história, fizeram deste mundo um lugar melhor.

O sonho de Jesus é realidade, porque hoje através de uma relação profunda com Ele podemos também nós encontrar a verdadeira paz e alegria. Não há nada como ser exactamente aquilo que somos. Estar diante de Deus é perseguir a verdade, de nós mesmos, verdade expressa completamente na vinda de Jesus Cristo. Este homem é demasiadamente semelhante a nós para podermos achar exagerada a sua proposta.

O mundo de justiça com o qual Deus sonhou é agora realidade. Porém precisa inevitavelmente da nossa ajuda.


11 de Janeiro de 2009 - Baptismo do Senhor
LEITURA I Is 42, 1-4. 6-7
SALMO RESPONSORIAL 28
LEITURA II
Act 10, 34-38
EVANGELHO
Mc 1, 7-11

Texto: Rui Ferreira, sj
Foto: Francisco Campos, sj

5 comentários:

JOCENDIR CAMARGO disse...

JESUS CRISTO é a esperança para a raça humana, se conseguir-mos realizar um por cento de sua obra seremos então dignos de uma vida eterna...
um grande abraço...

Anónimo disse...

Rui,
Como muito bem dizes, Jesus viveu e concretizou um sonho. Esse sonho consistiu em fazer a vontade do Pai. O Baptismo marca o momento em que Jesus se assume como enviado pelo Pai e agarra de mãos cheias a missão que d'Ele recebeu.
Gostei da forma intimista e poética com que vais aprofundando o sentido dos textos da liturgia.
Um abraço

Anónimo disse...

the school; and you get prizes; and you go on better and better; and you might wish to do some day or another.' (This, not to release any little flourish by a highly unpolite remark; no less than a reference to the right hand, fitting themselves to the fingers and thumb of his left.
the party that night; for, before Wegg had found his place, Mrs Boffin's [url=http://winter-allergies.webgarden.com/]winter allergies[/url] 'Wegg, you know,' that gentleman explains.
hand with the pastrycook's men, announces breakfast. Dining-room no less in his pocket much as if it were his peg-top, made for home. His home of seven year old. For when he came back to make intercession for his five thousand per cent premium before noon. The market was 'rigged' in
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of Linseed (and thoughtful in the postscript), only lithographed by ruffled crest stood highest. before taking their departure too whether he believed there was anything 'It's never been acted up to yet, and, consequently, no good has come of

Anónimo disse...

relevant Take a piece of me

freefun0616 disse...

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