20 de fevereiro de 2009

Crise das Associações de Estudantes, que Futuro. . .


Sensivelmente há um ano o IPJ reviu o seu procedimento de apoios e incentivos monetários às Associações de Estudantes.

Esta medida que poderia ser sinal de crise e de alguns cortes orçamentais é sinal de uma outra crise, bem mais preocupante, pois esta irá sentir-se cada vez com maior força no Futuro. Falo-vos da crise académica.

Os muitos e cada vez mais escandalosos desvios de dinheiro por parte das Associações Estudantis, fez com que o IPJ tivesse modificado a forma como concedia dinheiro às Associações. Mas este problema começa bem mais detrás. Antes dos membros das Associações ocuparem os seus cargos é necessário a apresentação de uma Lista, a referida campanha e o habitual escrutínio, porém toda esta engrenagem democrática está corrompida desde o primeiro momento que se escolhem os seus membros.

Parece uma regra de ouro escolherem-se para uma lista as pessoas mais populares e não as mais competentes, escolhem-se assim pessoas capazes de arrastar consigo alunos e não pessoas empreendedoras ou dinamizadoras, mata-se a cultura e eleva-se a diversão nocturna.
As listas normalmente tendem a ser assim, cheias de pessoas populares, as caras bonitas da faculdade. O resultado não tarda a chegar à campanha eleitoral, troca-se a ideologia, os projectos, ideias e competências, por um espectáculo de popularidade, carisma, e afirmação de poder.

Ora como seria de esperar o escrutínio não vai ser em função de quem os alunos gostariam de os representar, trabalhar para eles, mas antes o escrutínio da popularidade, do sorriso, enfim um escrutínio de aparências e de modas. Mas também a crise desce até aos eleitores, que por falta de participação eleitoral , ou falta de capacidade racional, não vão eles filtrando o jogo.

Do escrutínio é eleita uma lista, toma posse nova associação, e o sentimento de alegria é trocado pelo sentimento de euforia, pois para os novos empossados, não foi ganha uma responsabilidade mas uma lotaria.

E assim continuamos em crise, que trabalho estes jovens populares podem oferecer à faculdade?, que projectos podem eles ter? quando deste modo subiram ao poder, daqui só poderá acontecer aquilo que acontece hoje em dia, Associações de Estudantes a desviarem dinheiro, paradas, cheias de pó, o espectáculo já foi, agora é colher o que se ganhou.

E o Futuro ?
Ele está comprometido claramente, a tradição académica é confundida com o bem trajar, e o espírito apenas dura enquanto duram as praxes. De Festa em Festa, de Bar em Bar, lá vai percorrendo na noite a tradição académica aquilo que não percorre no Campus.

Se isto não lhe chega para comprometer o futuro, lanço mais dois dos problemas.
Os alunos plagiam trabalhos da internet e compram trabalhos feitos. Um grupo de cinco elementos tem um trabalho para entregar, nada mais que dividir a despesa pelos cinco e comprar um trabalho, mas nem os professores escapam, quando estes não obrigam os alunos a defenderem os seus trabalhos, limitando-se a receber e avaliar, sem confrontar.

E a crise é assim, não só feita de cifrões, mas também de valores.

3 comentários:

João Salvador Barbosa disse...

Caro Ricardo:

Parece-me que a sua opinião é demasiado parcial e pessimista em relação à comunidade académica e em particular às associações de estudantes. Claro que há corrupção e desvios de fundos nas AE's, como os há em todos os lugares da sociedade.
Provavelmente fala-nos de um caso particular, que conhecerá, mas que não duvido, parcelar da nossa realidade. Se pode afirmar estas coisas tão taxativamente aqui, deverá certamente também fazê-lo na polícia judiciária e nas instituições judiciais de controlo destas situações, com a mesma força e com a listagem dos nomes devidos, aqui obviamente ocultados.

Com os melhores cumprimentos,
JSB

Miguel Madeira disse...

Caro Ricardo,

Como bem saberás, provavelmente muito melhor que eu, o ser humano tem uma certa tendência a apenas pensar e reflectir depois do acontecimento passar. É assim com a morte, é assim com os erros, é assim com as desilusões. É mais fácil e, possivelmente, permite-nos viver menos preocupados. A par deste belo mecanismo de defesa (sem tretas de psicologia, apenas senso comum) deves conhecer um outro – a tendência para a generalização. Quando estou deprimido, e olha que acontece frequentemente, só penso em tudo de mau que a minha vida tem, e olha que não é assim tanta coisa, não vislumbro nada de bom, e olha que existe muito de bom. Desculpa alongar-me, não quero dar conselhos, não quero desculpar, atenuar-te a desilusão, nem tão pouco estragar o teu sofrimento, apenas gostava que daqui a uns tempos reflectisses melhor sobre o que se passou e se foste totalmente justo nestas palavras. Nunca te esqueças de todo o processo, eu não me esqueço, desde o aniquilamento de outra lista, passando por todas as birras e reacções infantis de quem apenas procurava protagonismo e quezílias. Aponto o dedo a TODOS os envolvidos, sem excepção, inclusive a quem por direito de poder deveria saber controlar estas situações e não apimentá-las.
Como certamente já deves ter dito a muita gente, em diferentes contextos, Jesus ensina. Basta saber reconhecer.
Abraço,
Miguel Madeira

freefun0616 disse...

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