27 de setembro de 2009

É, de certeza, em nome de Jesus?




"Quisemos impedi-lo porque não nos segue"

Às vezes, nós, discípulos de Jesus, também nos deixamos levar pela insegurança.
Os discípulos não estão preocupados porque há uma pessoa que faz o bem, ou porque fala e age no nome de Jesus…mas sim porque não é "dos nossos".
Este é um medo comum e histórico, mas também actual. Hoje nós como cristãos muitas vezes pensamos e dizemos o mesmo, com outras palavras: "de certeza que é duma seita", "aquele está louco", "no fundo mente", etc.


"Se a tua mão é para ti ocasião de queda, corta-a; mais vale entrares mutilado na vida, do que, com as duas mãos, ires para a morte definitiva".

Isto é uma provocação típica de Jesus. Que quer dizer?
Evidentemente não é o que aparece literalmente.
Uma mão, um pé, os olhos… são coisas boas que nos servem para viver. Na verdade, são partes de nós mesmos. São as nossas capacidades.
Qual é a relação entre as duas frases sublinhadas até agora?
A resposta, como sempre, é: Jesus, no centro de tudo.
Os discípulos não percebem a importância de serem Igreja até que descobrem que O importante da Igreja é só e fundamentalmente Jesus Cristo.
Não sabemos o valor que tem a vida, as nossas qualidades, e porquê empregá-las duma ou doutra forma até imitarmos a maneira de viver de Jesus.
Afortunadamente, ao longo da História a Igreja tem sabido perceber isto, e aqui temos três exemplos:

a) Normalmente, os papas actuais dedicam as Encíclicas aos cristãos " e a todos os homens de boa vontade".

b) O último Concilio da Igreja, o Vaticano II, reconheceu que em toda a religião está presente a acção de Deus (cf. Gaudium et Spes, nº 92)

c) Já nos primeiros séculos do cristianismo, houve pensadores cristãos que aceitavam a acção e revelação de Deus em toda a criatura e na actividade humana digna, como por exemplo a Filosofia Grega (como fizeram, por exemplo, são Justino e Clemente de Alexandria).

Em síntese, Jesus oferece-nos uma forma de vida aberta à acção de Deus nos outros, e a eles mesmos, que empregam as suas qualidades ao serviço dos demais, À imitação de Cristo.

Felizes de nós se o fizermos.

(Evangelho de hoje: Marcos 9:38-43,45,47-48)