13 de outubro de 2009

14 Outubro - S. João Olgivie

João Olgivie nasceu na Escócia, em 1579 numa família da nobreza calvinista. Enviado para estudar no continente, converteu-se à fé católica e entrou na Companhia de Jesus em 1596. Depois de ordenado sacerdote e apesar dos elevados riscos, ofereceu-se para regressar à Escócia onde ajudou a fortalecer os católicos perseguidos. Denunciado, é preso e morto em 1615, por recusar-se a renegar a primazia espiritual do Papa. Foi canonizado por Paulo VI em 1976.


Qual o sentido de lembrar e celebrar este santo, vítima das sangrentas lutas religiosas da Reforma e Contra-reforma, quando domina a ordem do dia o diálogo ecuménico e a tolerância?

Em primeiro lugar, permanece intacto o testemunho de quem se recusou a comprometer o fundamento da sua vida. Num tempo em que os compromissos estão fora de moda, João Olgivie lembra-nos que não podemos ser felizes, verdadeiramente, se não tivermos bem claro aquilo que é essencial e não-negociável nas nossas vidas.

Por outro lado, as circunstâncias específicas do seu martírio (a palavra, que significa "testemunho", refere-se não só à morte mas a toda a vida) interpelam-nos para as relações entre aquilo que se costumava designar por "poder temporal" e "poder espiritual". Se por um lado, a separação da Igreja e do Estado parece ser uma realidade, o desconforto dos poderes públicos face à presença e visibilidade da dimensão espiritual na sociedade civil dá-nos que pensar. A Igreja não alveja mais (felizmente!) nenhum estatuto privilegiado numa sociedade laica, aberta, plural, mas também não se pode resignar a ficar confinada nas sacristias, nos estreitos limites de uma opção e prática estritamente privadas. São João Olgivie desafia-nos a viver a fé de um modo aberto, provocador até, mas não impositivo, de modo que a Igreja seja cada vez mais sinal da presença e do amor de Deus por todos os homens, como diz o Concílio Vaticano II: "a Igreja, em Cristo, é como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano".

2 comentários:

Amália disse...

São muitos os exemplos dos mártires que deram a vida pela verdade em q acreditaram. Este é mais um. Fala-se muito da tolerância no mundo de hoje, mas continua a haver tão pouca. Continua a ser difícil hoje defender a verdade. Nem q seja dizer:"basta trabalhar 12 horas por dia pq estou a tirar emprego ao outro e qualidade de vida à minha familia". Se o faço vou para a rua. Fico desempregado. Então tenho q me calar. Também procedi assim eu, com essa cobardia.
Estes exemplos de coragem desafiam-nos a sermos mais verdadeiros, mais coerentes, embora a mentira esteja mais em moda e dê alguns lucros.

freefun0616 disse...

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