30 de outubro de 2009

Beato Domingos Collins

Domingos Collins nasceu por volta do ano de 1566, no condado irlandês de Cork. Cedo enveredou pela carreira militar, o que o levou a abandonar o seu país e a fixar-se no continente, mais propriamente em França. O empenho nas artes militares valeu-lhe a patente de capitão. No entanto, a sua vida tomaria um novo rumo em 1598, quando decidiu abandonar tudo para entrar na Companhia de Jesus, como Irmão Coadjutor.

Em 1601, regressou à sua terra natal, a Irlanda, já como jesuíta. No ano seguinte, a intolerância religiosa levou-o ao martírio, juntamente com dezasseis católicos irlandeses. Foram todos beatificados por João Paulo II a 27 de Setembro de 1992.
São inúmeros os mártires que a Igreja celebra e oferece como testemunho vivo da Fé. Homem que nos mostram como a máxima evangélica de “entregar a vida” não constitui uma mera metáfora: trata-se de uma realidade muito concreta, plenamente incarnada na existência destes cristãos. No entanto, que significado tem, para nós, o “martírio” nos tempos de hoje?

A etimologia da palavra diz-nos que “mártir” significa “testemunha”. Para os primeiros cristãos, o “martírio” expressava a mais alta identificação com Cristo, realizando plenamente a bem-aventurança evangélica declarada pelo próprio Jesus: «Bem-aventurados sereis quando vos insultarem, vos perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós por causa de mim...» (Mt 5,11-12).

Parece-me que hoje em dia, os cristãos do ocidente, habitantes das mesmas regiões percorridas por Domingos Collins, não são chamados ao mesmo tipo de martírio que as consequências do século XVII impuseram. Há, no entanto, outro tipo de martírio, que dispensa o derramamento de sangue: refiro-me ao testemunho de uma vida inteiramente dedicada ao evangelho. Creio que toda a perfeição cristã tem algo de martírio: a perseverança no bem, a denúncia das injustiças, a dedicação aos pobres, a integração dos sofrimentos inerentes a qualquer vida.

Desta forma, parece-me ser possível que o ideal do martírio se estenda a todos os estados de vida: no convento ou no matrimónio; na família e no trabalho. Possivelmente, todo aquele que der testemunho da sua fé num ambiente hostil será o mártir desta época em que nos situamos.

3 comentários:

Nuno disse...

"A integração dos sofrimentos inerentes a qualquer vida". Penso que o rame-rame do dia-a-dia, as relações humanas (e as suas complicações), as contas a pagar, o trânsito a suportar, etc. e tal, tornam esta passagem pelo mundo uma "estadia numa pensão de segunda categoria", como dizia Santa Teresa d´Ávila...

...Um martírio, portanto!

Claro que há milhões de coisas boas, mas, o martírio faz parte.

Luis disse...

Belo texto!

Fazer a vontade Deus, nas circunstancias em que nos encontramos, é sempre um grande testemunho, um verdadeiro martírio, a entrega duma vida.

Luís

freefun0616 disse...

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