11 de outubro de 2009


Dai-nos loucos, dai-nos sábios.

“Amei a Sabedoria mais do que a saúde e a beleza, e a preferi à luz,
porque a sua claridade não se extingue.
Todos os bens me vieram junto a ela, e havia em suas mãos riqueza incalculável.”

Esta forma poética de falar…mostra uma lucidez extraordinária que, em alguns momentos da vida, podemos ter. São situações nas quais vemos claro o que importa e o que não, o que enche a vida e o que não.


A última frase do texto fala das mãos da Sabedoria, e bem pode ser que faça referência aos efeitos na vida
que esta clarividência produz naquele que a tem. Mas há outra leitura mais profunda…

“Fitando-o, Jesus o amou e disse: “vai, vende o que tens, dá
aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me.”


A Sabedoria tem mãos, porque a sabedoria é a consciência da paixão espantosa que Deus vive por nós. E, para nossa grande alegria, Deus tem mãos – Jesus tem mãos.
É hoje possível esta experiência? É hoje possível crer neste amor, arriscar-se a confiar?

Ontem, quatro homens, quatro místicos, quatro crentes fizeram os seus votos na Companhia de Jesus, na Sé Nova de Coimbra. E começaram a prometê-los com estas palavras: “Deus todo-poderoso e eterno”. Ou seja, o que estavam a dizer era algo assim como “Deus amante poderoso e eternamente fiel”. Eles têm tido a experiência. Outros, ao longo do mundo, também a têm.


Peçamos hoje, 11 de Outubro de 2009, ter a mesma experiência, embora única e irrepetível, de confiar no amor de Deus que se nos mostrou em Jesus Cristo. Peçamos a sabedoria pela qual vale a pena viver.

(leituras Domingo XXVIII tempo comum: Sb 7, 7-11; Hb 4, 12-13; Mc 10, 17-30)