2 de novembro de 2009

Fé, ciência e futuro.

Estamos no ano internacional da astronomia, que comemora os 400 anos da invenção do telescópio de Galileu. Foi neste contexto que o Papa Bento XVI recebeu, na passada sexta-feira, um grupo de astrónomos do mundo inteiro que participaram num encontro promovido pelo Observatório Astronómico Vaticano.
Ao contrário do que possa parecer, a Igreja não está arredada da ciência. Homens da Igreja foram durante séculos promotores e executores de variados avanços científicos. É verdade que ela é também culpada de muitos injustos juízos e sentenças, não faria sentido nenhum negá-lo. É inútil pretender que a história da Igreja deve-se ser uma história de puros e perfeitos. Não! Ela é uma história de homens, isso sim, à procura de aprender de Deus a identidade e o sentido da vida num universo tão extenso, insondável e maravilhoso.
Por isso, nesta ocasião, retomou-se o caso Galileu, para que se perceba claramente em que consistiu a polémica que a Igreja teve com este cientista. Porque se nós, Igreja como um todo, somos acusados e reconhecemos as nossas falhas, então devemos ter, também, um sentido crítico e um interesse em ir até ao fundo das questões e perceber exactamente onde houve engano. Por outro lado, convém estar atento e evitar que se repitam, como aconteceu no passado, manipulações que querem dar uma imagem da Igreja como “inimiga da ciência”.
O Papa falou, neste encontro, da sua esperança no caminho a que podem levar “o assombro e exaltação que estão destinados a ser os frutos deste Ano Internacional da Astronomia”. A capacidade de nos admirarmos e espantarmos com o universo e com o mistério profundo da nossa existência é o início de uma jornada infinita que faz de nós mais humanos e mais divinos, filhos de um mesmo Criador e, para sempre, irmãos. Este é o mais nobre horizonte de toda a acção humana. Não tem que haver, portanto, nem corte de relação nem incompatibilidade entre fé e ciência. Pode é haver o desejo de um futuro cada vez melhor.

8 comentários:

Anónimo disse...

Eu daria o título:

A importância dos "Descobrimentos" na sociedade Ocidental.

Pois sem o conhecimento das culturas "selvagens" comos os Maias, os Incas... não teriamos mudado o calendário, não teríamos o dia da mentira.

Curioso que só depois do conhecimento do calendário Maia é que nós alteramos o nosso... e começamos a olhar para o céu...

Curioso que apenas alguns livros Maias tenham escapado á destruição por ordem do Vaticano...

Infelizmente o que está escrito também teve a influência gramatical dos "missionários" e a mensagem original esteja comprometida...

Qual a mensagem dos livros Maias sobre o tempo, sobre o destino escrito nos céus?

Anónimo disse...

(outro anónimo...)

Em 2013 cá estaremos para discutir todas essas perguntas e curiosidades.

Até lá,
sempre a considerá-lo,
Anónimo

Anónimo disse...

(O 1º Anónimo)

Mas porquê só em 2013?

Não quer debater a influência da cultura Maia, uma cultura "selvagem", na "civilizada" cultura Europeia?

Não quer debater o nosso destino escrito nos céus?

Talvez queira esperar por 2061, depois de Newton...

Talvez queira ponderar as datas que já foram consideradas como passagem do ano...

Com certeza que o mês 10 (Dezembro) como a própria palavra indica não é a única opção...
mês 9 - Novembro
mês 8 - Outubro
mês 7 - Setembro

O mesmo a descrição dos dias...

Dia do Sol - Sunday
Dia da Lua - Monday
Dia de Marte - Martes
Dia de Mercúrio - Miércoles
Dia de Jupiter - Jueves
Dia de Vénus - Viernes
Dia de Saturno - Saturday

Quem é que alterou o nome dos dias em Portugal? Com que intenção?

cumprimentos,
Anónimo

Anónimo disse...

(Anón. II)

Parece-me que na cultura de hoje poucos falariam da civilização maia como "selvagem" e da europeia de então como "a" civilizada. Seria um anacronismo achar o contrário, como achar que naquele tempo se poderia olhar com a mesma compreensão com que hoje olhamos para estas questões. Só a dada altura na História as diversas culturas foram capazes de se olhar com igualdade (e mesmo assim...). Sempre houve sentimentos de superioridade ou inferioridade cultural de parte a parte, sobretudo superioridade. Hoje, como digo, poucos falariam da civilização maia como "selvagem" e da europeia de então como "a" civilizada e os que o fazem não são sensatos.

Do mesmo modo, se o meu interlocutor fosse um europeu daqueles tempos veria também a cultura maia como "selvagem" e a europeia de então como "a" civilizada, uma vez que pensaria como um homem do seu tempo, do mesmo modo como hoje pensa como um homem do seu tempo e faz muito bem.

Mesmo enquadrando no pensamento do tempo, deles ou nosso, há que considerar sempre arriscado fazer generalizações e, sobretudo, anacronismos.


Cumprimentos.

Anónimo disse...

(outro anónimo)

Curioso que nem todos consideraram as novas culturas "selvagens":

Na sua epistola a Pedro Giles, Sir Thomas More escreveu "Quase sinto vergonha, caríssimo Pedro Giles, por vos enviar este livro sobre a República Utopiana com o atraso de um ano"

Consideraram uma cultura "utópica", perfeita, o paraíso na terra... (existirá outro paraíso que não na terra?)

Deixo a pergunta que Jean-Jacques Goldman cantou em 1990:
"Né en 17 à Leidenstadt"

E nós? O que estamos a fazer hoje?

Anónimo disse...

(O 1º Anónimo)

Para memória futura.

O destino escrito nos céus é realmente fantástico.

Para mim apenas quer dizer que é possível prever o futuro olhando para o Céu.

Mas que futuro?

Ninguém duvida que vamos ter um Inverno depois do Outono.

Ninguem duvida das eclipses previstos. Quer os eclipses do Sol ou da Lua.

Ninguem duvida que as marés dependem da Lua.

Mas, legitimamente duvidam que esse destino coloque em causa o nosso livre-arbítrio. Felizmente.

No entanto o destino escrito nos céus indicam vários ciclos.

Eu diria que é uma bela forma de codificar o futuro.

Quem é capaz de descodificar?

Ainda hoje os cientistas não sabem porque os satélites mudam de velocidade quando passam por planetas (0-33 mm/s). Essas diferenças entre a teoria e a prática gera erros que podem chegar a ser "caóticos"...

Qual o destino escrito nos céus?

Cumprimentos,

Anónimo disse...

Uma dúvida:

Existe o imaginário de que as "bruxas" têm uma bola de cristal para advinhar o futuro.

Curioso os telescópios usarem "bolas de cristal" nas pontas (ou parte de...) para ampliar o que se passa no céu...

freefun0616 disse...

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