18 de novembro de 2009

Tomás Pereira e as pontes entre culturas

Natural de Famalicão, Tomás Pereira foi um homem que viveu a passagem do século XVII para o XVIII. Entrou na Companhia de Jesus em 1663. Passados três anos, depois de concluir o Noviciado, embarcou para a Índia onde prossegui a sua formação humanística.

Além de ser matemático, astrónomo, geógrafo e músico, sentia-se sobretudo como um padre jesuíta. Era um homem entusiasmado pela vontade de anunciar o Evangelho, que trazia dentro de si. Acabou, então, por ser enviado à China, um lugar onde o Evangelho estava por anunciar.

Na China, Tomás Pereira valeu-se dos seus conhecimentos musicais, mostrando enorme respeito pela cultura chinesa. Realmente, além de ter introduzido a música europeia na China, compôs música ao estilo chinês, escrevendo, pela primeira vez na história, música baseada em escalas pentatónicas com uma notação ocidental.

Nesse sentido, creio que estamos diante de um homem que soube fazer pontes entre culturas, ao ponto de ser convidado, em 1673, pelo Imperador Kang Hi para habitar a sua corte em Pequim, privilégio bastante escasso para os ocidentais habitantes da China seiscentista.

A sua capacidade de diálogo com culturas diferentes permitiu que um cristão se tornasse conselheiro do Imperador chinês. Talvez por isso tenha sido promulgado o célebre Édito da Tolerância da Religião Católica, em 1689, que permitiu o culto cristão no oriente.

Pessoalmente, fico fascinado, não tanto com os seus dotes intelectuais e com a sua erudição em áreas tão diversas do saber, mas sobretudo com a sua capacidade de estabelecer pontes entre culturas tão distantes entre si como o oriente e o ocidente de então. De facto, parece-me que Tomás Pereira foi capaz de ir muito para além do mero contacto entre o ocidente cristão, com toda a sua riqueza cultural, e a China. Tomás Pereira contribuiu para a comunicação entre as duas culturas, o que resultou num enriquecimento mútuo. Realmente, não só a música chinesa passou a ser escrita em notação ocidental, como a liturgia cristã se enriqueceu com os elementos da cultura chinesa.

Tomás Pereira faleceu na China, em 1708, onde permanece sepultado.

2 comentários:

Shang Di disse...

Tomás Pereyra foi, efectivamente, um grande homem. Mas foi-o, na certeza de que a verdadeira realidade é a «comunhão entre irmãos». Para o posteridade fica o seu legado, que é muito. Foi responsável pelo primeiro tratado diplomático entre a Europa e a Ásia, o tratado de Nerchinsk; foi responsável pela introdução da teoria musical ocidental na China; foi responsável pela publicação do édito de tolerância; foi responsável por muito mais. Foi, efectivamente, um grande Homem!
De um conterrâneo seu, obrigado.

freefun0616 disse...

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