27 de dezembro de 2009

Sagrada Família

Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados!


Ainda cantamos o nascimento do Menino Jesus e já a liturgia nos propõe nova festa: a Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José.


Um carpinteiro, da Casa de David, a quem o Senhor falou num sonho.

Uma jovem, Maria, a quem o Senhor pede que realize o Seu sonho: a Encarnação.

E um Menino, que nasce numa Família da Judeia, Jesus Cristo, nosso Salvador.


Antes do novo ano temos tempo para olhar este modelo de Família e “transportá-lo” para a nossa: o que andamos a fazer com os nossos filhos? o que andamos a fazer com os nosso pais?

Maria e José andavam aflitos à procura de Jesus e Ele tinha ficado na Casa do Pai. Que resposta é esta a de Jesus? Que inteligência é esta a de um Menino de doze anos, que surpreende quem O ouvia falar sobre Deus?


Na Casa do Pai. Era junto da Palavra de Deus, desse Exemplo, que o Menino Jesus Se sentia em casa.

Jesus voltou com os Seus pais para Nazaré e era-lhes submisso. Maria guardava tudo o que ia acontecendo no seu coração. José não entendia o que Jesus dizia e o seu silêncio revela-nos, também, o seu carácter.

Numa Família, cada um tem o seu lugar. Não queiram – nos dias de hoje – os pais ser filhos dos filhos nem o contrário; não queiram os filhos ter outros pais nem os pais ser os amigalhaços dos filhos. Queiram os esposos estar em consonância nas alegrias e nas aflições.

Poderemos assim, com certeza, crescer em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens, porque encontrámos o nosso lugar no seio do lar onde vivemos.

Hoje, depois de conhecermos, experimentarmos e vivermos a Ressurreição de Jesus sabemos que “Ele está no meio de nós” quando estamos reunidos em Seu nome. Está mesmo aqui, na nossa casa, nos nossos esposos, filhos, pais.


Sigamos o modelo e exemplo desta Família, da Sagrada Família.


Não é um bom propósito para o novo ano?



Leituras: à escolha Sir 3, 3-7.14-17a ou Col 3, 12-21; Salmo 127 (128); Lc 2, 41-52