10 de janeiro de 2010

Grandes equívocos do ateísmo contemporâneo

Equívoco fundamental:
O maior drama do ateísmo não é a sua impossibilidade de demonstrar a inexistência de Deus, mas sim a de estar estruturalmente impedido de conseguir os seus objectivos: erradicar a religião. Porque das duas, uma: ou tece críticas inteligentes, objectivas e fundamentadas à religião, e nesse caso só pode ser benéfico para ela; ou as suas críticas não são nem inteligentes, nem objectivas, nem fundamentadas e, nesse caso, elas não beliscam a religião.

Equívoco 2:
Os crentes não pensam, porque não têm licença para isso, só os ateus têm liberdade de pensamento. Quem pensa é ateu. Só é crente quem não pensa.

1. A expressão “penso, logo sou ateu” parece aos ateus ser uma inquestionável evidência. Durante dois mil anos nenhum crente, nenhum cristão usou da sua razão para pensar livre e inteligentemente. Também na actualidade não há um crente, um cristão sequer, que ouse pensar com liberdade e inteligência. Será este um facto tão evidente que não seja necessário demonstrá-lo? Há cientistas, políticos, economistas, filósofos, artistas cristãos que têm iluminado a história humana ao longo dos séculos? Não, afirmam os ateus. O facto de serem cristãos, crentes num Deus cuja existência não sabem provar acima de toda a dúvida, envenena toda a sua actividade, o seu pensamento, a sua produção científica, literária, artística.

2. Recentemente, o cientista cristão mais duramente criticado tem sido Francis Collins, que liderou a equipa que trabalhou no projecto do genoma humano. Os ateus diminuem a inteligência de Collins afirmando que ele foi “apenas” o coordenador da equipa. Até mesmo Richard Dawkins não resistiu a fazer esta afirmação. Num comentário que deixei num blog, ironizei perguntando se a tarefa de Collins enquanto coordenador da equipa de investigadores terá consistido em providenciar para que esta equipa tivesse sandes de queijo e coca cola ou cerveja sempre que necessário, cuidar da temperatura e da limpeza dos laboratórios, ocupar-se da correspondência, atender o telefone… Se Collins é cristão, ele não pode ser inteligente. Se fosse ateu, seria considerado um génio. Sinceramente, não consigo entender como é possível considerar inteligente uma argumentação destas. O meu problema talvez seja mesmo este: dado que sou crente, não posso de modo algum ser inteligente.

3. Sempre me impressionou o facto de os não crentes aplaudirem repetidamente e com uma, para mim, incondicional veneração, aqueles que consideram serem os grandes pensadores da actualidade, entre os quais se destacam Daniel Dennett, Richard Dawkins, Sam Harris e Christopher Hitchens. A infalibilidade que retiram ao Papa concedem-na a estes autores que cada vez mais me aparecem como sumos sacerdotes de um culto da razão em cujo templo os crentes não têm entrada. As suas obras são objecto de um entusiasmo e de uma ‘rendição’ que faz lembrar a atitude de alguns crentes. E no entanto, se lermos com atenção essas obras não podemos deixar de notar que se resumem a alguns poucos argumentos, repetitivos, apresentados num estilo argumentativo falacioso que vai ao passado das religiões escolher os episódios mais negativos, ignorando o património das religiões no seu conjunto.

4. Já noutras ocasiões tenho afirmado que com este estilo de argumentação se poderá fundamentar qualquer tese, como a que vem expressa no título da obra mais conhecida de Hitchens: “Como a religião envenena tudo”. Os títulos dos dois últimos capítulos da obra são significativos: “18. Uma tradição melhor: a resistência do racional” e “19. Em conclusão: a necessidade de um novo iluminismo”. Hitchens, tal como Harris e muitos outros, é, porém, um dos melhores exemplos de como se pode envenenar toda a investigação séria. Se eu quisesse provar uma tese semelhante como, por exemplo, “Como a democracia envenena tudo”, não me faltariam exemplos, do passado como do presente, de personagens e regimes políticos que, em nome da liberdade, da democracia e do bem do povo, cometeram as maiores atrocidades. Silenciando tudo o que de positivo a democracia tem permitido quanto à libertação e ao progresso dos povos, eu iria atrair os aplausos de muitas pessoas que estão convencidas de que a liberdade permitida pela democracia é a raiz de todos os males das sociedades actuais – “envenena tudo”. Mas uma tal argumentação não me parece nem racional nem inteligente.


5. Anuncia-se a vinda a Portugal de Hitchens, saudada com o mesmo entusiasmo com que em tempos passados se saudava a União Soviética como sendo o sol da Humanidade. Pessoalmente, nada tenho contra Hitchens. O seu tão celebrado livro parece-me tão pobre do ponto de vista argumentativo que não consigo entender o entusiasmo que esta presença de Hitchens em Portugal está a gerar em meios ateus. Mas se sou crente, não sou inteligente, logo é natural que não entenda nem Hitchens nem o entusiasmo que está a gerar.


6. Este equívoco ignora completamente o facto de na história do cristianismo se verificar uma constante discussão sobre os conteúdos da fé. Os temas vão mudando, mas o debate nunca está encerrado. Nos primeiros séculos do cristianismo a natureza divina de Jesus e a fixação do texto bíblico eram apenas alguns dos temas mais debatidos. Nas universidades da Igreja Católica os debates sucediam-se, como se pode ver das extensas listas de questões controversas publicadas, por exemplo, no século XVI. Hoje, continuam a escrever-se textos sobre temas como o pecado original, o dualismo corpo alma, etc. Afirmar que não há pensamento crítico entre os crentes, incluindo os cristãos, constitui um notável desconhecimento da realidade.


7. Por muito que desagrade aos ateus, o facto mais evidente é este: nem os crentes nem os ateus têm o monopólio da inteligência e do pensamento racional. O que não pode ser aceite pelos não crentes, porque isso deixaria sem resposta uma questão incómoda:

Por que razão uma pessoa inteligente deveria acreditar em Deus?

14 comentários:

Xiquinho disse...

Caro Alfredo Dinis,

Antes de mais quero agradecer a simpatia e tolerância com que sempre recebe as minhas heresias :)

Creio que é um enorme equívoco da parte dos crentes, pensar que durante dois mil anos, os crentes foram todos crentes, porque tiveram liberdade para acreditar no que queriam: de facto, durante muitos séculos apenas tiveram liberdade para acreditar naquilo a que foram obrigados pelas religiões. Ainda hoje, em algumas sociedades, quem se atreve a manifestar publicamente a sua falta de fé, arrisca-se a perder a cabeça. No Irão, por exemplo, não há homossexuais e parece que também não há ateus. Na Europa, durante muito tempo, também não houve ateus...

Temos que concordar que algumas das mentes mais brilhantes que já conhecemos eram crentes. Mas tiveram liberdade de ser outra coisa?

Mais recentemente, um inquérito feito à religiosidade dos membros da Academia de Ciências Americana indica que apenas 7% são crentes. Entre os membros da Royal Society, em Inglaterra a percentagem baixa para 3%, pelo que é fácil de concluir que as pessoas mais inteligentes da sociedade não encontram qualquer motivo para acreditar em Deus. Infelizmente, quando inquirimos as massas, as percentagens ainda são quase inversamente proporcionais.

Então, “Por que razão uma pessoa inteligente deveria acreditar em Deus?”

A grande maioria das pessoas foram educadas em crianças a acreditar em Deus. Chegadas à idade em que começam a pensar pela sua própria cabeça, ou seja quando aumenta a inteligência, de entre aquelas onde a inteligência mais se desenvolve, a maioria deixa de encontrar motivos para acreditar. Mas entre estas há uma pequena percentagem, por motivos que têm que ser vistos caso a caso, tal como as consequências da herança de séculos de doutrinação forçada, irão continuar a acreditar pela vida fora e é nesta minoria que se manifesta o paradoxo de algumas pessoas inteligentes acreditarem em Deus.

A nível profissional, é fácil de verificar que se todas as pessoas inteligentes não acreditassem, a pressão sobre as massas seria tão grande, que as religiões já há muito teriam deixado de existir. Mas enquanto houver mercado para as religiões, há obviamente necessidade de preencher os quadros das suas instituições, que como qualquer outro organismo também têm necessidade de preencher os lugares de topo e intermédios, com pessoas, obviamente, mais ou menos inteligentes. E havendo oferta que justifique, é fácil de entender que algumas pessoas inteligentes irão preencher esses lugares ficando assim com a sua inteligência associada à religião.

Ou, como diz o ditado: Há gente para tudo... :)

E parece-me que é tudo o que me apraz dizer sobre o equívoco número 2. E aguardo ainda com mais expectativa o próximo.

Renovados cumprimentos do xiquinho

António disse...

A tese de alguns ateus segundo a qual as pessoas inteligentes não são crentes leva-me a levantar determinadas interrogações, a saber: O que é a inteligência?, É uniforme ou há diversos tipos?, O que significa inteligência espiritual? e O que é ter fé religiosa?.
Uma tentativa prévia de resposta a estas questões talvez desse um contributo importante à reflexão.

Fé religiosa, do ponto de vista crisão, é ter confiança, é colocar-se nas mãos, é aderir pessoalmente a Jesus de Nazaré e viver com Ele uma relação de Amor, mediado pela Igreja, comunidade dos crentes por Si constituída, de modo a elevar-se à Trindade, Deus.

Para se ser cristão, isto é, seguidor de Jesus, não é necessário aderir a um sistema de pensamento filosófico, é aderir simplesmente a uma Pessoa e reconhecer em Jesus um irmão. Se assim fosse, poucos o conseguiriam; a fé cristã ficaria reservada a alguns.

E o que é maravilhoso é que pessoas anónimas, simples, pouco qualificadas, analfabetas até tenham atingido um nível de intimidade e profundidade com Deus que nós provavelmente nunca atingiremos. Pessoas que merecem o nosso respeito e, para quem é crente, admiração e que servem de modelo. Pessoas exemplos de humanidade e que nos mostram que outro mundo é possível.

Por fim, a fé não se constrói a partir da racionalidade. Não se inventariam os argumentos a favor e contra a existência de Deus, e depois se decide.
É somente abrir-se ao transcendente.

freefun0616 disse...

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Ensino,religião e política. criticas. disse...

QUAL É O SEU GRUPO.
Há dois grupos de seres humanos. Os membros do primeiro grupo são aqueles que usam o potencial maravilhoso do seu cérebro, potencial este que é inerente a todos os humanos. Estes usam este potencial com criatividade, persistência e Perspicácia, conseguindo com isso, um invejável progresso e uma vida perfeitamente equilibrada. Os membros do segundo grupo são mais tranqüilos, desprezam preguiçosamente o potencial maravilhoso do seu cérebro, são essencialmente acomodados. Estes quando se encontram em dificuldades tanto financeira como com problema de saúde, se dirigem fervorosamente cheios de fé, as entidades supremas em busca de um milagre. Eles não descobriram ainda que milagres são como prêmios de loteria, somente alguns poucos são privilegiados. Também não descobriram ainda que o principal milagre, Deus já o fez, que é ter dado a nós uma privilegiada inteligência.
Paulo Luiz Mendonça. Autor do livro Crônicas, indagações e teorias. Editora Scortecci.
http://pauloluizmendonca.judblog.com


QUAL A NOSSA POSIÇÃO.

Os seres humanos que usam sua inteligência e criatividade sabem perfeitamente delinear seu próprio destino, baseando no bom senso e na razão. Os demais seguem fanaticamente os ditames da multidão.
.
Paulo Luiz Mendonça, Autor do livro, Crônicas, indagações e teorias. Editora Scortecci.
http://pauloluizmendonca.judblog.com

Ensino,religião e política. criticas. disse...

Deus, o mistério.

Existe em um lugar qualquer do nosso planeta, uma caixa hermeticamente fechada. Esta caixa esta imóvel não tem nenhum odor, não há nada que a identifique. Muitos humanos passaram a observar, andaram a sua volta, a examinaram, chegando até tocar com as mãos, mas nada puderam perceber, era impossível saber seu conteúdo era e é um grande mistério, mas algum esperto teve uma idéia maravilhosa e disse; Deus o nosso criador esta nesta caixa, após dizer isso passou a descrever como seria este Deus, ele é onipotente, bondoso e justo, nós somos a sua imagem, ele foi o criador do universo. Foi assim que começou a primeira religião monoteísta.
Como o negocio foi ficando muito lucrativo, apareceram outros adotando a mesma idéia e assim foi proliferando todo tipo de crença. A caixa continua lá no mesmo lugar e muito bem fechada como sempre esteve. Aquele pseudo conhecimento de Deus foi se alastrando por todo planeta, cada um dando sua versão de acordo com seus interesses, mas até o dia de hoje a caixa não foi aberta tudo que se fala, sem nenhuma duvida são suposições, pois o mistério continua, ninguém pode dizer que já o desvendaram, acredito que nunca será desvendado, passam gerações e gerações, e o mistério continua a desafiar nossa imaginação Tudo que é pregado pelas religiões são somente suposições nada pode ser provado até hoje.
Não pensem que sou ateu, nada disso apenas tenho um cérebro para pensar, para raciocinar. E qualquer explicação que não tenha coerência, não posso aceitar como verdade. Penso que deve haver um criador de todo este misterioso universo, mas este misterioso criador não precisa ser necessariamente divino pode ser um criador sem dotes celestiais, isso não lhe tiraria os méritos diante de tamanha construção.
Sei muito bem que minhas palavras não irão mudar nada na humanidade, pois isso já esta enraizado na mente humana não há como mudar. Gostaria que pelo menos as pessoas usassem mais o potencial maravilhoso dos seus cérebros, refletissem com mais clareza, deixando com isso de ajudar muitos espertos a montarem verdadeiros impérios de poder em nome deste Deus que continua fechado na caixa misteriosa.

Paulo Luiz Mendonça. Autor do livro Crônicas indagações e teorias. Editora Scortecci.

Ensino,religião e política. criticas. disse...

Deus, o mistério.

Existe em um lugar qualquer do nosso planeta, uma caixa hermeticamente fechada. Esta caixa esta imóvel não tem nenhum odor, não há nada que a identifique. Muitos humanos passaram a observar, andaram a sua volta, a examinaram, chegando até tocar com as mãos, mas nada puderam perceber, era impossível saber seu conteúdo era e é um grande mistério, mas algum esperto teve uma idéia maravilhosa e disse; Deus o nosso criador esta nesta caixa, após dizer isso passou a descrever como seria este Deus, ele é onipotente, bondoso e justo, nós somos a sua imagem, ele foi o criador do universo. Foi assim que começou a primeira religião monoteísta.
Como o negocio foi ficando muito lucrativo, apareceram outros adotando a mesma idéia e assim foi proliferando todo tipo de crença. A caixa continua lá no mesmo lugar e muito bem fechada como sempre esteve. Aquele pseudo conhecimento de Deus foi se alastrando por todo planeta, cada um dando sua versão de acordo com seus interesses, mas até o dia de hoje a caixa não foi aberta tudo que se fala, sem nenhuma duvida são suposições, pois o mistério continua, ninguém pode dizer que já o desvendaram, acredito que nunca será desvendado, passam gerações e gerações, e o mistério continua a desafiar nossa imaginação Tudo que é pregado pelas religiões são somente suposições nada pode ser provado até hoje.
Não pensem que sou ateu, nada disso apenas tenho um cérebro para pensar, para raciocinar. E qualquer explicação que não tenha coerência, não posso aceitar como verdade. Penso que deve haver um criador de todo este misterioso universo, mas este misterioso criador não precisa ser necessariamente divino pode ser um criador sem dotes celestiais, isso não lhe tiraria os méritos diante de tamanha construção.
Sei muito bem que minhas palavras não irão mudar nada na humanidade, pois isso já esta enraizado na mente humana não há como mudar. Gostaria que pelo menos as pessoas usassem mais o potencial maravilhoso dos seus cérebros, refletissem com mais clareza, deixando com isso de ajudar muitos espertos a montarem verdadeiros impérios de poder em nome deste Deus que continua fechado na caixa misteriosa.

Paulo Luiz Mendonça. Autor do livro Crônicas indagações e teorias. Editora Scortecci.

Ensino,religião e política. criticas. disse...

Deus, o mistério.

Existe em um lugar qualquer do nosso planeta, uma caixa hermeticamente fechada. Esta caixa esta imóvel não tem nenhum odor, não há nada que a identifique. Muitos humanos passaram a observar, andaram a sua volta, a examinaram, chegando até tocar com as mãos, mas nada puderam perceber, era impossível saber seu conteúdo era e é um grande mistério, mas algum esperto teve uma idéia maravilhosa e disse; Deus o nosso criador esta nesta caixa, após dizer isso passou a descrever como seria este Deus, ele é onipotente, bondoso e justo, nós somos a sua imagem, ele foi o criador do universo. Foi assim que começou a primeira religião monoteísta.
Como o negocio foi ficando muito lucrativo, apareceram outros adotando a mesma idéia e assim foi proliferando todo tipo de crença. A caixa continua lá no mesmo lugar e muito bem fechada como sempre esteve. Aquele pseudo conhecimento de Deus foi se alastrando por todo planeta, cada um dando sua versão de acordo com seus interesses, mas até o dia de hoje a caixa não foi aberta tudo que se fala, sem nenhuma duvida são suposições, pois o mistério continua, ninguém pode dizer que já o desvendaram, acredito que nunca será desvendado, passam gerações e gerações, e o mistério continua a desafiar nossa imaginação Tudo que é pregado pelas religiões são somente suposições nada pode ser provado até hoje.
Não pensem que sou ateu, nada disso apenas tenho um cérebro para pensar, para raciocinar. E qualquer explicação que não tenha coerência, não posso aceitar como verdade. Penso que deve haver um criador de todo este misterioso universo, mas este misterioso criador não precisa ser necessariamente divino pode ser um criador sem dotes celestiais, isso não lhe tiraria os méritos diante de tamanha construção.
Sei muito bem que minhas palavras não irão mudar nada na humanidade, pois isso já esta enraizado na mente humana não há como mudar. Gostaria que pelo menos as pessoas usassem mais o potencial maravilhoso dos seus cérebros, refletissem com mais clareza, deixando com isso de ajudar muitos espertos a montarem verdadeiros impérios de poder em nome deste Deus que continua fechado na caixa misteriosa.

Paulo Luiz Mendonça. Autor do livro Crônicas indagações e teorias. Editora Scortecci.

Anónimo disse...

Prezado Alfredo Dinis,
Já comentei um artigo seu anteriormente, e venho novamente, escrevendo do Brasil, não só reafirmar a grande admiração que guardo pelo senhor e seu bolg.
Refliti sobre o assunto, pesquisei um pouco mais sobre o fundamentalismo ciêntifico biológico, que podemos denominar, como no titulo desse artigo, de ateísmo contemporâneo.
Descobri oque realmente me incomoda nessa concepção filosófica. Descobri que não é o fato de pessoas acreditarem que não existe Deus, não é isso que me incomoda. Afinal, temos o livre arbítrio, e podemos fazer nossas escolhas conforme nossa consciência. Podemos inclusive acreditar em Deus ou negar sua existência.

Anónimo disse...

(continuando)
Porém, o que incomoda é o aspecto sociológico dos conceitos indicados por Dawkins, e outros da mesma linha.
Em primeiro lugar, não há que se negar que se trata de uma concepção fundamentalista. O fundamento é a teoria da evolução, não que eu não a considere verdadeira, mas a visão fundamentalista trata por tentar destruir uma excelente teoria ciêntífica, bem como, uma visão fundamentalista regiliosa acaba por aniquilar belos escritos religiosos.
Primeiro, justifico o fundamentalismo de Dawkins (e outros) pela completa negação de qualquer outra ciência. Vemos que nessa concepção (neoateísmo), as ciências humanas são totalmente nulas e desconsideradas por completo. De fato, o fundamentalista não consegue observar como algo válido, ou inteligente, qualquer visão ou ciência que não venha socorrer seus próprios preceitos. Diz-se então: são pouco inteligentes. São tolos todos os demais que não corroboram com o "pensamento ciêntífico"(entre aspas, pois como já exposto, só é ciêntífico aquilo que afirmar as mesmas concepções). Com efeito, isso, por sí só, já demosntra o aspecto fundamentalista. Não são inteligentes os que não "rezam" por essa cartilha.

Anónimo disse...

(continuando)
Porém, o que incomoda é o aspecto sociológico dos conceitos indicados por Dawkins, e outros da mesma linha.
Em primeiro lugar, não há que se negar que se trata de uma concepção fundamentalista. O fundamento é a teoria da evolução, não que eu não a considere verdadeira, mas a visão fundamentalista trata por tentar destruir uma excelente teoria ciêntífica, bem como, uma visão fundamentalista regiliosa acaba por aniquilar belos escritos religiosos.
Primeiro, justifico o fundamentalismo de Dawkins (e outros) pela completa negação de qualquer outra ciência. Vemos que nessa concepção (neoateísmo), as ciências humanas são totalmente nulas e desconsideradas por completo. De fato, o fundamentalista não consegue observar como algo válido, ou inteligente, qualquer visão ou ciência que não venha socorrer seus próprios preceitos. Diz-se então: são pouco inteligentes. São tolos todos os demais que não corroboram com o "pensamento ciêntífico"(entre aspas, pois como já exposto, só é ciêntífico aquilo que afirmar as mesmas concepções). Com efeito, isso, por sí só, já demosntra o aspecto fundamentalista. Não são inteligentes os que não "rezam" por essa cartilha.

Anónimo disse...

(continuando)
Porém, o que incomoda é o aspecto sociológico dos conceitos indicados por Dawkins, e outros da mesma linha.
Em primeiro lugar, não há que se negar que se trata de uma concepção fundamentalista. O fundamento é a teoria da evolução, não que eu não a considere verdadeira, mas a visão fundamentalista trata por tentar destruir uma excelente teoria ciêntífica, bem como, uma visão fundamentalista regiliosa acaba por aniquilar belos escritos religiosos.
Primeiro, justifico o fundamentalismo de Dawkins (e outros) pela completa negação de qualquer outra ciência. Vemos que nessa concepção (neoateísmo), as ciências humanas são totalmente nulas e desconsideradas por completo. De fato, o fundamentalista não consegue observar como algo válido, ou inteligente, qualquer visão ou ciência que não venha socorrer seus próprios preceitos. Diz-se então: são pouco inteligentes. São tolos todos os demais que não corroboram com o "pensamento ciêntífico"(entre aspas, pois como já exposto, só é ciêntífico aquilo que afirmar as mesmas concepções). Com efeito, isso, por sí só, já demosntra o aspecto fundamentalista. Não são inteligentes os que não "rezam" por essa cartilha.

Anónimo disse...

(continuando)
Pois bem, a própria idéia de inteligência, para esses conteitos, deve ser reduzida. Mais uma vez, não se considera inteligente as pessoas que não acreditam ou não aceitam aquelas opiniões. Porém, inteligência não está apoiada na aceitação ou não da totalidade que alguns fundamentos.
Não obstante, uma pessoa realmente inteligente, não pode negar que (pegaremos uma figura de senso comum) Hitler fosse extremamente inteligente. Afinal, nenhum tolo e ignorante pode conduzir milhões de pessoas a uma guerra mundial, ao racismo, e a carnificina, caso não tenha um intelecto privelegiado. Por óbvio, isso seria impossível. É claro que sou radicalmente contra as concepções de Hitler, não as aceito, as considero cruéis, destruidoras, envenenadas, e tudo mais que se pode pensar de adjetivos negativos. Contudo, dizer que Hitler era tolo, burro, com falta de atributos intelectuais, é somente negar fatos históricos.
Dessa forma, parece-me incongruente a premissa da inteligência levantada pelo neoateísmo, oriunda de seus papas. É evidente que Dawkins é inteligente, bem como é evidente que qualquer papa católico seja, ou ainda que muitos ateus e crentes sejam inteligentes. Negar a inteligência de diferentes ascepções de vida é primeira base do fundamentalismo científico biológico.
Porém, não acredito nas boas intenções dessa concepção fundamentalista, como por exemplo liberar as pessoas(a palavra liberade, nos dias de hoje, é comumente utilizada para justificar grandes carnificinas, bem como, Deus também já foi utilizado nesse sentido). Poderíamos dizer que apenas são ateus e estão se expressando. De fato, não é dessa maneira que os observo. Em toda obra do Dawkins existe a profunda idéia do darwinismo social. E não é por acaso que o darwinismo social parece-me tão pareado com os conceitos neoliberais. Para corroborar a idéia de darwinismo social, apesar de o próprio Darwin ter a rechaçado, urge identificar que os contrários são de menor inteligência, consequentemente, menos adaptados. Amor, afeto, solidariedade, caridade, desprendimento devem ser entendidos ou como fanatismo religioso, ou como instinto egoístico de sobrevivencia evidenciado pelo instinto, ou ainda, como processos químicos de neurotrasmissores. Enfim, amor, afeto, solidariedade, caridade, desprendimento não existem por sí, nem ao menos existem por intenções mais elevadas de espírito, são apenas desculpas.
Com certeza, não identifico isso em todos os ateus, é claro que são inúmeros com concepções morais elevadas, porém, estou longe de evidenciar essa concepções morais elevadas na ideologia do fundamentalismo ciêntífico biológico, neoateísmo, baseado no darwinismo social.
Tudo indica, penso eu, que dentro da idéia sociológica neoliberal é preciso amparar seus fundamentos em ideologias "filosóficas", sofísticas. Nada melhor que o darwinismo social.
É claro que, muitos dos neoateus, irão pensar de imediato, que eu sou apenas uma crente, por isso com menor grau de inteligência, e uma latino americana, por isso com um grau de adaptação na escala evolutiva ainda menor. Mas, não espero menos de fundamentalistas.
Um grande abraço
Eunice Gomes

Anónimo disse...

(continuando)
Pois bem, a própria idéia de inteligência, para esses conteitos, deve ser reduzida. Mais uma vez, não se considera inteligente as pessoas que não acreditam ou não aceitam aquelas opiniões. Porém, inteligência não está apoiada na aceitação ou não da totalidade que alguns fundamentos.
Não obstante, uma pessoa realmente inteligente, não pode negar que (pegaremos uma figura de senso comum) Hitler fosse extremamente inteligente. Afinal, nenhum tolo e ignorante pode conduzir milhões de pessoas a uma guerra mundial, ao racismo, e a carnificina, caso não tenha um intelecto privelegiado. Por óbvio, isso seria impossível. É claro que sou radicalmente contra as concepções de Hitler, não as aceito, as considero cruéis, destruidoras, envenenadas, e tudo mais que se pode pensar de adjetivos negativos. Contudo, dizer que Hitler era tolo, burro, com falta de atributos intelectuais, é somente negar fatos históricos.
Dessa forma, parece-me incongruente a premissa da inteligência levantada pelo neoateísmo, oriunda de seus papas. É evidente que Dawkins é inteligente, bem como é evidente que qualquer papa católico seja, ou ainda que muitos ateus e crentes sejam inteligentes. Negar a inteligência de diferentes ascepções de vida é primeira base do fundamentalismo científico biológico.
Porém, não acredito nas boas intenções dessa concepção fundamentalista, como por exemplo liberar as pessoas(a palavra liberade, nos dias de hoje, é comumente utilizada para justificar grandes carnificinas, bem como, Deus também já foi utilizado nesse sentido). Poderíamos dizer que apenas são ateus e estão se expressando. De fato, não é dessa maneira que os observo. Em toda obra do Dawkins existe a profunda idéia do darwinismo social. E não é por acaso que o darwinismo social parece-me tão pareado com os conceitos neoliberais. Para corroborar a idéia de darwinismo social, apesar de o próprio Darwin ter a rechaçado, urge identificar que os contrários são de menor inteligência, consequentemente, menos adaptados. Amor, afeto, solidariedade, caridade, desprendimento devem ser entendidos ou como fanatismo religioso, ou como instinto egoístico de sobrevivencia evidenciado pelo instinto, ou ainda, como processos químicos de neurotrasmissores. Enfim, amor, afeto, solidariedade, caridade, desprendimento não existem por sí, nem ao menos existem por intenções mais elevadas de espírito, são apenas desculpas.
Com certeza, não identifico isso em todos os ateus, é claro que são inúmeros com concepções morais elevadas, porém, estou longe de evidenciar essa concepções morais elevadas na ideologia do fundamentalismo ciêntífico biológico, neoateísmo, baseado no darwinismo social.
Tudo indica, penso eu, que dentro da idéia sociológica neoliberal é preciso amparar seus fundamentos em ideologias "filosóficas", sofísticas. Nada melhor que o darwinismo social.
É claro que, muitos dos neoateus, irão pensar de imediato, que eu sou apenas uma crente, por isso com menor grau de inteligência, e uma latino americana, por isso com um grau de adaptação na escala evolutiva ainda menor. Mas, não espero menos de fundamentalistas.
Um grande abraço
Eunice Gomes

Anónimo disse...

Uma outra abordagem sempre esquecida nos argumentos neoateístas, é que a extensa maiorias das religiões, indicam que a vida nesse plano espiritual é sofrimento. Sem dúvidas, apoiam nos momentos de desespero das pessoas que rogam alívio para suas chagas, enquanto, a extensa maioria dos livros sagrados de diferentes religiões, indicam que Deus e a religião fundamentalmente ajudam para adiquirir paz de espírito, entendimento dos pesares da vida, e coragem para suporta-los.
O neoateístas imprimem que Deus, seus profetas e seguidores, enganam os crentes protendo milagres, satisfações financeiras, realizações pessoais. Enquanto, olvidam-se que as palavras da extensa maioria dos livros das religiões colocam que o combate ao mal e às injustiças não são beneficiados com dinheiro e realizações mundanas. O benefício é o ato de lutar pelo bem e a justiça por si só, é a paz de espírito, é o amor ao próximo. Sei que neoateus não conseguem observar essas palavras em diversos livros sagrados, pois, bem como alguns que se dizem religiosos, se prendem a idéia que Deus está para a realização de ambições.
Os neoateus também comumente imprimem a Deus atos que são simplesmente dos seres humanos no exercício do livre arbítrio. São os homens que possuem ambições financeiras, são os homens que poluem o meio ambiente e causam inúmeras doenças a inocentes. Assim, como Jesus morreu com grande sofrimento, mas com espírito e alma imaculados, sabedor do amor de Deus, os inocentes receberão do mesmo o benefício, que para os realmente regiliosos, a esperança de encontrar Deus misericordioso e ser acolhido por ele.
De fato, essa ascepção religiosa é esquecida, quando não ridicularizada pelos neoateus. Eles fixam-se em acepções religiosas que prometem benefícios mundanos. Penso que é exatemante por esse motivo, por também somente ambicionar benefícios mundanos, que não conseguem entender a existência de Deus de uma forma mais ampla.
Um grande abraço
Eunice Gomes