16 de maio de 2010

Ascensão do Senhor

E subiu aos Céus onde está sentado à direita do Pai. Assim professamos a nossa Fé cada Domingo, quando rezamos o Credo. Hoje celebramos a Ascensão de Jesus, a Sua exaltação. No dia de hoje fazemos memória de tudo aquilo que Jesus nos anunciou desde que Incarnou e Se fez homem como nós.
A bênção que dava aos Apóstolos enquanto subia aos Céus é a mesma que desce hoje sobre nós. A Igreja que Jesus instituiu é a mesma que somos hoje. A alegria dos Apóstolos naquele instante prolongou-se até aos nossos dias e é a mesma que nos deve caracterizar.
Ainda movidos pelo entusiasmo da presença do Santo Padre Bento XVI entre nós, são as Suas palavras que nos fazem compreender como o mandamento de Jesus continua vivo e actual; dizia-nos o Papa, no Terreiro do Paço:
Esta é a nossa grande alegria. No rio vivo da Tradição eclesial, Cristo não está a dois mil anos de distância, mas está realmente presente entre nós e dá-nos a Verdade, dá-nos a luz que nos faz viver e encontrar a estrada para o futuro.
Ora, se Jesus está entre nós, não será o Céu já aqui?

No dia de hoje, recordemos o
sim da nossa Mãe Maria, Mãe de Jesus - verdadeiro Deus como o Pai e verdadeiro homem como nós -; recordemos como nasceu pobre e humilde; como cresceu em "sabedoria, estatura e graça" e explicou as Escrituras; como reuniu à Sua volta Amigos de verdade que, cheios do Seu Amor, se converteram e morreram para anunciar o Reino do Pai: a Alegria plena. Recordemos os homens que, cheios de incredulidade ou inveja, O perseguiram e condenaram. Recordemos a Sua Paixão e Crucifixão, a traição e o arrependimento dos Seus maiores amigos, frágeis como nós. E recordemos o sepulcro vazio, a Sua Ressurreição e o pedido que nos deixou, pelos discípulos: ide e anunciai, em Meu nome, a conversão para o perdão dos pecados a todos os povos.
E olhemos para a nossa vida: as alegrias, as amizades, as cruzes e as dores; aqueles que nos perseguem e quem perseguimos; os momentos de traição e incredulidade e aqueles em que nos superamos a nós mesmos e ousamos dizer
sim.

É o tempo de convertermos tudo o que somos em Alegria, porque o Senhor Jesus está connosco e já nada nos separará do Seu Amor. Foi Ele próprio que no-lo garantiu, que nos havia de enviar o Espírito Santo prometido pelo Pai. Hoje, somos nós a continuação da linhagem dos Apóstolos nesta Igreja de Cristo:
una, porque não exclui ninguém; santa, pois anuncia a Felicidade plena e verdadeira e a deseja para cada um; católica, universal, ansiosa por chegar a cada coração; apostólica, porque somos enviados de Cristo ao mundo que ainda não O conhece.


Leituras: Act 1, 1-11; Salmo 46 (47), 2-3.6-7.8-9 (R.6); Ef 1, 17-23; Lc 24, 46-53

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