20 de junho de 2010

“És o Messias de Deus”


No Evangelho, segundo S. Lucas, que hoje se lê em todo o Mundo, Jesus faz o primeiro anúncio da sua Paixão. Pela primeira vez fala sobre o que será o culminar da sua passagem pela Terra: a Sua Morte e a Sua Ressurreição.
Esta revelação de Jesus é feita aos seus discípulos, àqueles que O seguiam há algum tempo. Àqueles que, já tendo presenciado várias das suas curas, vários milagres de Jesus, ainda não percebiam o que se passava, nem tinham recebido de Jesus alguma explicação directa que os ajudasse a perceber. Mas seguiam Jesus.
Já nessa altura, multidões acompanhavam Jesus. Podemos ver que, mesmo antes deste episódio que hoje Lucas nos relata, ocorreu a multiplicação dos pães, altura em que Jesus saciou a fome a “quase cinco mil homens” (Lc 9, 14).
Contudo, foi de facto aos seus discípulos que Jesus contou o que Lhe iria acontecer. Não por não o querer revelar a mais ninguém. Mas porque, antes dessa revelação, quando Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”, Pedro confessou, em nome de todos, saber quem Ele era, respondendo: “És o Messias de Deus” (Lc 9, 20). Pedro, que já conhecia Jesus há algum tempo, que foi conhecendo Jesus, reconhece, pela primeira vez, de maneira explícita, que Jesus é O Messias.
Contrariamente ao que faziam muitos dos que se iam cruzando com Jesus, que assistiam à forma como Jesus ajudava a quem lhe pedia ajuda, que viam a vida que Jesus ia dando, mas que depois se afastavam novamente d’Ele, os discípulos nunca abandonaram Jesus. Por isso foram conhecendo-O e, por eles próprios, com a ajuda de Deus, perceberam que Jesus de Nazaré era de facto o “Filho do Homem”, o “Messias de Deus”, o “profeta anunciado desde os tempos antigos”, o “Ungido pelo Espírito Santo”, o “Enviado de Deus”.
Então, tendo encontrado verdadeiramente o “Messias de Deus”, os discípulos conseguiram perceber qual a verdadeira missão de Jesus na Terra. Mais, que sendo, provavelmente, uma missão muito diferente daquela que tinham imaginado, para a cumprir, Jesus diz que tem ainda de “sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia” (Lc 9, 22). Tudo isso para salvar a humanidade, cada homem e cada mulher.
Perante esta revelação, e mesmo depois de saber quais são as verdadeiras condições para seguir Jesus – renunciar a si mesmo e tomar a sua própria cruz de cada dia – os discípulos continuaram com Ele. Como podiam ouvir Jesus a dizer que vinha dar a vida por eles, pela humanidade, e eles não darem as suas vidas por Ele, pela humanidade? Na verdade, isso não é perder a vida. Isso é ganhar a vida. É o próprio Jesus que diz: “quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á.” (Lc 9, 24).
A caminhada de cada um de nós com Jesus poderá então ser como a caminhada dos discípulos. Ou seja, responder afirmativamente ao convite de Jesus para O seguirmos, caminhar com Ele, e esperar descobrir, com a ajuda de Deus, quem verdadeiramente Ele é. Assim, as nossas vidas, com dor, com alegria, com sofrimento, com paz,..., serão vidas salvas e vidas de salvação.

DOMINGO XII DO TEMPO COMUM
LEITURA I Zac 12, 10-11; 13, 1; SALMO RESPONSORIAL Salmo 62 (63), 2-6.8-9 (R. 2b); LEITURA II Gal 3, 26-29; EVANGELHO Lc 9, 18-24

7 comentários:

Anónimo disse...

O Messias, um conceito do Judaísmo, "O consagrado"; a forma aramaica é mesiha e refere-se, principalmente, à profecia da vinda de um humano descendente do Rei David, que irá reconstruir a nação de Israel e restaurar o reino de David, trazendo desta forma a paz ao mundo.

Claro está em 2010 que a profecia está realizada. A Nação de Israel está reconstruida, o Reino de David restaurado e um mundo em paz...

O pior cego é aquele que não quer ver...

Anónimo disse...

Companhia dos filosofos?

Onde?

Onde é que demonstram o amor pelo conhecimento e sabedoria?

Companhia dos fiéis ao vaticano, seria um título mais adequado...

Anónimo disse...

Ao anónimo anterior:

Desculpe lá, mas isso parece-me um bocado dor de cotovelo!?
Sente-se só? Ou chegou tarde para abrir um blog com este nome?
Com que então os filósofos não podem ter amigos?
A meu ver, "companhia" dos filósofos pode ser quem quer que seja!... A partir do momento em que lhes fazem "companhia"...
E... demonstrar amor pelo conhecimento e sabedoria?...
Deixe-se de dogmas e busque saber como é que a "companhia" também o demonstra.
Olhe lá para o provérbio final do comentário anterior ao seu e vá estudar um bocadinho...

Ass.: "Companhia" dos Anónimos, S.A.

PS - E para que fique registado, não tenho nada a ver com esta companhia... Só não aceito retórica.

Anónimo disse...

Há grupos que por ser tão fechados sobre si mesmos que consideram que os outros não têm conhecimento.
A genética sabe que sem variedade genética podem ocorrer defeciências graves entre gerações, meu caro.

Lamentavelmente parece ser o caso do 3º anónimo, teve ter algum trauma com os estudos ou cursos "ditos" superiores.

Presunção e água benta etc.
Será resposta à altura do pior cego e etc.

Anónimo disse...

Tem toda a razão.
Quer aos grupos, quer à genética, quer aos traumas, quer à água benta.
Isso aplica-se a TODO o ser humano, sabia?

Olhe, ainda bem que voltou.
Já está a aprender alguma coisinha!
Aproveite!

Ass.: Anónimo S.A.

PS - A retórica mantém-se...

Anónimo disse...

Retórica ou "Motivational Speaker"?

Anónimo disse...

O papel. Qual papel? O papel. Qual Papel? O papel. (...)

...Retórica, defenitivamente retórica.