19 de junho de 2010

não ao clericalismo!


Palavras do papa Bento XVI «durante a vigília de encerramento do Ano Sacerdotal realizada em 10 de junho passado em Roma.

“Sabemos que o clericalismo tem sido uma tentação para os sacerdotes ao longo dos séculos, e permanece hoje; por isso é tão importante encontrar a forma verdadeira de viver a Eucaristia, que não é fechar-se para o mundo, mas é precisamente uma abertura para as necessidades do mundo”, afirmou o Papa.

A questão, explicou, é “como viver a centralidade da Eucaristia sem se perder numa vida puramente cultual, alheia ao cotidiano das demais pessoas”.

Para viver adequadamente a Eucaristia, explicou Bento XVI, “devemos ter em mente que na Eucaristia se realiza o grande drama de Deus que sai de si mesmo”.

Neste sentido, a Eucaristia “deve ser considerada como entrar neste caminho de Deus”: o sacrifício consiste precisamente em sair de nós mesmos, em nos deixar atrair para a comunhão do único pão, do único Corpo, e assim ingressar na grande aventura do amor de Deus”.

“Viver a Eucaristia em seu sentido original, em sua verdadeira profundidade, é uma escola de vida, é a proteção mais segura contra toda forma de clericalismo”.

“A Eucaristia é, em si, um ato de amor, e nos obriga a esta realidade do amor pelos demais: que o sacrifício de Cristo é a comunhão de todos em seu Corpo. E, portanto, devemos aprender a Eucaristia, que é precisamente o contrário do clericalismo, do fechar-se em si mesmo”, acrescentou.

O Papa mencionou ou exemplo de Madre Teresa, de “um amor que abandona a si mesmo, que abandona todo tipo de clericalismo e de alienação em relação ao mundo, que vai até os mais marginalizados, os mais pobres, até as pessoas à beira da morte, e que se entrega totalmente ao amor pelos pobres, pelos marginalizados”.

“Sem a presença do amor de Deus que se doa, não seria possível realizar este apostolado, e não seria possível viver neste abandono de nós mesmos; apenas inserindo-se neste abandono de si em Deus, nesta aventura de Deus, nesta humildade de Deus, é que se poderia e se pode levar a cabo este grande ato de amor, esta abertura para todos”, concluiu o pontífice.»

in http://www.zenit.org/

2 comentários:

Carlos Ricardo Soares disse...

É uma mensagem notável, reveladora e que me confirma, uma vez mais a importância de (re)ler os Evangelhos.
As palavras não me pertencem, não nos pertencem, nem as que dizemos e A Palavra de Deus é como um caminho que percorremos interminavelmente.
Mas a mensagem do Papa também realça os méritos de quem se doa, não apenas pela palavra, mas também pela presença física e material da própria vida.
E se Jesus o fez por cada um de nós, porque não o fazemos por Ele?

Nuno disse...

Ir à Missa para depois ir em Missão.