26 de setembro de 2010

Porque ligo ao Papa?

(imagem do encontro mundial da juventude, com o Papa, em 2008)

A propósito do AfterBen, que é já para a semana, lançaram-me recentemente um desafio: responder à pergunta “porque ligo ao Papa?”. Na altura em que me questionaram não pude dar uma resposta imediata, pois nem sempre estamos sintonizados naquilo em que, com mais profundidade, acreditamos.

Há várias razões para gostar de escutar atentamente este homem. Posso ligar mais ao homem em si ou, por outro lado, posso ligar mais à sua função. Isto é, posso ligar mais a Joseph Ratzinger ou a Bento XVI. Não escondo que Ratzinger, como pessoa, me desperta os sentidos do coração e da inteligência, mas ao procurar responder à pergunta aqui colocada senti-me mais chamado a procurar compreender porque é que ligo ao Papa no papel/função que ele desempenha na Igreja. Pareceu-me que não havia forma mais directa para o fazer do que recorrer a um enorme mas organizado livro que tenho na minha estante: o Catecismo da Igreja Católica, aprovado em 1997 pela mão de João Paulo II. Diz lá, no parágrafo 882, o seguinte:


“O Papa, bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, «é princípio perpétuo e visível, e fundamento da unidade que liga, entre si, tanto os bispos como a multidão dos fiéis»”


Este testemunho, dado pelas palavras do Catecismo, confirma-me na experiência que faço da Igreja. Uma Igreja que me liga aos outros com laços humanos de amor, uma Igreja que me vincula à transcendência, que me torna transparente a mim próprio, como homem pequenino que sou perante toda a humanidade e toda a existência.

É essa uma das principais razões porque ligo ao Papa, que aliás, posso também tratar por Sumo Pontífice, e talvez com mais acerto. Pontífice é literalmente aquele que constrói pontes… entre todos os homens e entre estes e Deus.


É por isso que ligo ao Papa… porque o Papa liga!


E, muito provavelmente, é também por isso que vou ao AfterBen, para viver mais verdadeiramente esta ligação.


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