6 de outubro de 2010

Depois do After Ben


Que estranho é fazer a “apologia” de uma liderança, de uma autoridade. Ainda mais estranho porque a liderança é tão exigente como a de um Papa. Hoje, a autoridade tem um lugar ambíguo: espera-se que toda a autoridade seja subtil, mas indelével; cirúrgica com o outro, mas distendida para o meu caso; reclamamos listas intermináveis de direitos, mas fugimos dos deveres, tarefas enfadonhas…

No passado fim-de-semana houve um encontro com mais de 800 pessoas entre os 16 e 35 anos, que teve por centro as palavras de Bento XVI em Portugal. Realmente pode parecer que éramos um grupo de Papistas, daqueles em vias de extinção, que por falta de pensamento crítico, seguem o rebanho por terem pastor - tal como seguiriam numa outra qualquer multidão, instigada por um grito de ordem. Há quem pense nos católicos submissos e acríticos como um tesouro que conserva a paz interna sob a alçada de Sua Santidade o Papa. Não! As palavras de um Papa não são mais que um revisitar profundo e actual do Evangelho de Cristo - como ficou claro na mensagem que o Papa enviou aos que estávamos em Cernache.

Um encontro de cristãos situa-se sempre na centralidade que Jesus tem na vida dos que O conhecem. Por isso, os workshops, paneis e reflexões, que trespassaram este fim-de-semana, tactearam integralmente - norteados pelos apelos da visita Apostólica do bispo de Roma - as dimensões da fé, buscando uma inovadora e criativa construção do mundo que pisamos.

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