2 de novembro de 2010

Beato Rupert Mayer sj


Rupert Mayer nasceu em Estugarda, em 1876. Contrariando o seu desejo, o seu pai não o deixou entrar na Companhia de Jesus. Estudou, então, teologia e filosofia e foi ordenado sacerdote em 1899. No ano seguinte, entrou na Companhia de Jesus. Terminada a sua formação, trabalhou alguns anos como missionário popular e depois como capelão dos imigrantes em Munique. Durante a Primeira Guerra Mundial ofereceu-se como capelão militar. Em 1916, na frente romena, foi gravemente ferido tendo que amputar a perna esquerda. Foi condecorado pela forma como cumpriu heroicamente o seu serviço à nação como capelão militar.

Rupert Mayer foi um dos primeiros a aperceber-se da verdadeira índole do movimento nazi. Começou então a denunciar Hitler e toda a propaganda nazi. Considerava que um católico não poderia nunca ser nacional-socialista pois isso iria contra os valores defendidos pela Igreja. Foi impedido de falar pelas autoridades civis mas Rupert Mayer não obedeceu. Esteve preso por duas vezes, até que, em 1939, foi preso pela Gestapo e deportado para o campo de concentração de Orianienburg-Sachsenhausen. Aí as suas forças físicas caíram de tal forma que os nazis, com medo de que morresse como mártir, encerraram-no numa abadia. Permaneceu isolado até ao final da guerra. Retomou depois as suas actividades mas morreu passado pouco tempo, vítima de um ataque apoplético, no dia 1 de Novembro de 1945.

Nenhum santo é santo só por aquilo que fez de forma heróica, porque nunca o teria feito se antes não existisse a consciência de um Amor incondicional e gratuito e o desejo de uma resposta coerente a esse Amor. Assim, a santidade é muito mais uma rendição do que uma conquista, porque é fruto, não tanto do esforço, mas da gratidão. O grande trabalho é interior, aquilo que por fora se vê é reflexo do que por dentro se experimenta e de que se quer dar testemunho.

1 comentário:

Anónimo disse...

Quem de nós será o Petrus Romanus?

Quem de nós dará o testemunho de Jesus?