26 de dezembro de 2010

... e paz na terra aos homens

Há cerca de 2010 anos, Deus fez-se menino e nasceu de uma mulher que estava noiva de um homem chamado José. Ao menino – o filho de Deus – deram o nome de Jesus.
Deus faz-se homem; nasceu, cresceu e foi educado por humanos. Aceitou ser ensinado pela obra da sua própria criação, no seio de uma família. De facto, Jesus não nasceu ensinado, não era uma espécie de geniozinho que, deitado no presépio, já sabia tudo o que lhe haveria de suceder durante a sua vida terrena.


Este nascimento foi anunciado como uma grande paz. Mas, já antes do seu nascimento, a família de Jesus parece não viver em paz. Têm que se pôr constantemente a caminho, ora para o recenseamento, ora para fugir de Herodes, ora para voltar a Nazaré…
Então, onde está essa paz anunciada por Deus? Nem a própria família de Jesus tem sossego?!
A Sagrada Família é um bom testemunho da paz do Deus revelado em Jesus: uma paz que move, que desinstala para por a caminho. À primeira vista pode parecer estranho. Talvez precisemos de rever o nosso conceito de paz, porque muitas vezes associámo-lo apenas a nada fazer, a evitar fontes de inquietação, a ficar tranquilamente no que nos é mais seguro… Mas a paz que Deus traz ao encarnar é precisamente aquela que nos arranca do sofá, nos faz sair de casa, pôr a caminho, arriscar, ir ao encontro… Para isso, e para não errar o caminho, só precisamos estar atentos, para escutar o Deus que fala nos nossos sonhos...
Mt. 2, 13-15.19-23

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