30 de dezembro de 2010

No Natal penso no mundo (e não só).

As relações comerciais injustas a nível internacional constituem uma das causas principais da pobreza e a desigualdade entre o Norte e o Sul. O Norte fixa as regras baseadas na competitividade e o máximo beneficio a qualquer preço. Estas regras empobrecem o Sul, que é a principal fonte de matérias-primas e mão de obra barata, e limitam o seu desenvolvimento.
Detrás de muitos dos artículos que compramos no nosso pais escondem-se as seguintes realidades: exploração do trabalho, exploração infantil, discriminação da mulher, salários de miséria, condições de trabalho insalubres e inumanas e destruição do entorno meio ambiental.

O Comércio Justo é um sistema comercial baseado no diálogo, a transparência e o respeito, que procura uma maior equidade no comércio internacional, prestando especial atenção a critérios sociais e meio ambientais. Contribui ao desenvolvimento sustentável ao oferecer umas condições comerciais favoráveis e segurar os direitos de produtores e trabalhadores, especialmente em comunidades empobrecidas do Sul. Por isso é que se considera uma potente ferramenta de cooperação ao desenvolvimento.

Os principais critérios que promovem o Comércio Justo são:

- Salários e condições de trabalho dignos para os produtores do Sul.
- Protecção dos direitos fundamentais das pessoas.
- Igualdade entre homens e mulheres.
- Não exploração infantil.
- Elaboração de artigos de qualidade com práticas favoráveis ao meio ambiente.

O Comércio Justo, também chamado comércio alternativo, é ainda por cima um movimento internacional formado por organizações do Sul e do Norte, com o duplo objectivo de melhorar o acesso ao mercado dos produtores mais desfavorecidos e mudar as injustas regras do comércio internacional.


Nos paises do Sul, as comunidades mais pobres organizam-se para atingir uma vida digna. O resultado do seu trabalho são os productos de alimentação, textís e artigos de artesania. Todos eles tem atingido umas condições de vida melhor graças ao Comércio Justo que, de outra maneira, teria sido impossível para eles.
Nos países do Norte, as organizações de Comércio Justo trabalham com estes grupos, com o objectivo de abrir mercado aos seus produtos. Assim, as importadoras e as lojas de Comércio Justo fazem possível que os seus artigos cheguem até nós.

Em Europa há já 3000 lojas de Comércio Justo. Em Braga, por exemplo, está na rua D. Diogo de Sousa 119, ao lado da livraria Bertrand e papeleria Fernandes, 253278351, (http://alternativa.comercio-justo.org/)

E é o consumidor o elo final que faz possível este tipo de comércio. Os cidadãos dispõem assim de uma ferramenta de mudança social, o consumo. Como consumidores e poupadores que somos temos a oportunidade de utilizar o nosso critério de decisão em concordância com as nossas convicções e promover, através do nosso estilo de compra, a construção de um desenvolvimento sustentável. Devemos responsabilizarmo-nos nas nossas compras de bens e serviços e respeitar nas nossas escolhas os aspectos relacionados com a protecção do meio ambiente e os direitos humanos das pessoas.

Aliás, ...

... como entendes tu que o Comércio seja Justo?

... que classe de consumidor achas que és?

... isto da ecologia e do comércio justo, é que tem algo a ver com a tua fé?
... se Jesus vivesse hoje, é que seria ecologista?,

é que fomentaria o Comércio Justo?

... achas que, como cristão, tens alguma responsabilidade respeito a este assunto?

... como agir?


1 comentário:

Zé Maria Brito,sj disse...

abraço e obrigado... sugerir o artigo no tDeus no FB.