27 de junho de 2010

A vida cristã como aprendizagem.



Na actualidade, não é frequente o uso do termo “discípulo”, e muito menos do seu complementar, “mestre”. Se calhar, é devido ao nosso ideal de sermos sempre “nós pró-prios” e não nos deixarmos influenciar por ninguém.
A psicologia, porém, diz-nos claramente que o ser humano cresce identificando-se, embora com as peculiaridades do seu próprio feitio e modo de pensar com o passar por diversas provas e experiências vitais.
No mundo judeu bíblico, isto era comummente aceite. Após uma exigente selecção, só os mais aptos deixavam o ofício familiar para se dedicar a “seguir” um rabino, um mes-tre, um profeta…e aprender dele a ser como ele. Não era apenas uma aprendizagem parcial, teórica ou mesmo prática…era transformar-se progressivamente no mestre do qual se era discípulo. O mestre, aliás, assim como era livre do escolher ou não, também o podia despedir em qualquer altura.
Por tanto, o discípulo mudava totalmente de vida e… ele próprio também ia mudando ao se configurar aos poucos com o seu mestre.
Isto é o que nos relatam tanto a primeira leitura, do primeiro livro dos Reis, como o Evangelho de Lucas. Mas, entre eles, há uma diferença: Jesus mostra-se muito menos flexível com os discípulos do que o profeta Elias com o seu. Sem dúvida que os que ouvi-ram o relato do Evangelho de Lucas quando for redigido conheciam o texto do profeta Elias, e por tanto para eles também causaria impacto a radicalidade de Jesus. É precisa-mente isso o que se pretende transmitir: o discípulo de Jesus está radical e totalmente dedicado a isso, a ser tornar outro Jesus. O Evangelho de hoje reflecte-o muito bem: uns são chamados por ele e outros pedem-lhe ser aceites como os seus discípulos, mas com todos é igualmente exigente.
Ora, eu pergunto-me, se os cristãos fossem outros Jesus…o mundo seria diferente? Gostava de pensar que sim. Sonho com cristãos seriamente entregues a serem toda a vida e em tudo na vida discípulos de Jesus. Então, na minha opinião, não só a Igreja teria futu-ro (imprevisível desde agora), mas o mundo em geral.
Por enquanto, podemos meditar a frase da Sagrada Escritura que diz: “A paciência de Deus é a nossa salvação” (2 Pedro 3, 15 a).
Bom domingo.
Leituras: 1 Reis 19, 16b. 19-21
Salmo 15
Gálatas 4, 31-5, 1.13-18
Lucas 9, 51-62

20 de junho de 2010

“És o Messias de Deus”


No Evangelho, segundo S. Lucas, que hoje se lê em todo o Mundo, Jesus faz o primeiro anúncio da sua Paixão. Pela primeira vez fala sobre o que será o culminar da sua passagem pela Terra: a Sua Morte e a Sua Ressurreição.
Esta revelação de Jesus é feita aos seus discípulos, àqueles que O seguiam há algum tempo. Àqueles que, já tendo presenciado várias das suas curas, vários milagres de Jesus, ainda não percebiam o que se passava, nem tinham recebido de Jesus alguma explicação directa que os ajudasse a perceber. Mas seguiam Jesus.
Já nessa altura, multidões acompanhavam Jesus. Podemos ver que, mesmo antes deste episódio que hoje Lucas nos relata, ocorreu a multiplicação dos pães, altura em que Jesus saciou a fome a “quase cinco mil homens” (Lc 9, 14).
Contudo, foi de facto aos seus discípulos que Jesus contou o que Lhe iria acontecer. Não por não o querer revelar a mais ninguém. Mas porque, antes dessa revelação, quando Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que Eu sou?”, Pedro confessou, em nome de todos, saber quem Ele era, respondendo: “És o Messias de Deus” (Lc 9, 20). Pedro, que já conhecia Jesus há algum tempo, que foi conhecendo Jesus, reconhece, pela primeira vez, de maneira explícita, que Jesus é O Messias.
Contrariamente ao que faziam muitos dos que se iam cruzando com Jesus, que assistiam à forma como Jesus ajudava a quem lhe pedia ajuda, que viam a vida que Jesus ia dando, mas que depois se afastavam novamente d’Ele, os discípulos nunca abandonaram Jesus. Por isso foram conhecendo-O e, por eles próprios, com a ajuda de Deus, perceberam que Jesus de Nazaré era de facto o “Filho do Homem”, o “Messias de Deus”, o “profeta anunciado desde os tempos antigos”, o “Ungido pelo Espírito Santo”, o “Enviado de Deus”.
Então, tendo encontrado verdadeiramente o “Messias de Deus”, os discípulos conseguiram perceber qual a verdadeira missão de Jesus na Terra. Mais, que sendo, provavelmente, uma missão muito diferente daquela que tinham imaginado, para a cumprir, Jesus diz que tem ainda de “sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia” (Lc 9, 22). Tudo isso para salvar a humanidade, cada homem e cada mulher.
Perante esta revelação, e mesmo depois de saber quais são as verdadeiras condições para seguir Jesus – renunciar a si mesmo e tomar a sua própria cruz de cada dia – os discípulos continuaram com Ele. Como podiam ouvir Jesus a dizer que vinha dar a vida por eles, pela humanidade, e eles não darem as suas vidas por Ele, pela humanidade? Na verdade, isso não é perder a vida. Isso é ganhar a vida. É o próprio Jesus que diz: “quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á.” (Lc 9, 24).
A caminhada de cada um de nós com Jesus poderá então ser como a caminhada dos discípulos. Ou seja, responder afirmativamente ao convite de Jesus para O seguirmos, caminhar com Ele, e esperar descobrir, com a ajuda de Deus, quem verdadeiramente Ele é. Assim, as nossas vidas, com dor, com alegria, com sofrimento, com paz,..., serão vidas salvas e vidas de salvação.

DOMINGO XII DO TEMPO COMUM
LEITURA I Zac 12, 10-11; 13, 1; SALMO RESPONSORIAL Salmo 62 (63), 2-6.8-9 (R. 2b); LEITURA II Gal 3, 26-29; EVANGELHO Lc 9, 18-24

19 de junho de 2010

não ao clericalismo!


Palavras do papa Bento XVI «durante a vigília de encerramento do Ano Sacerdotal realizada em 10 de junho passado em Roma.

“Sabemos que o clericalismo tem sido uma tentação para os sacerdotes ao longo dos séculos, e permanece hoje; por isso é tão importante encontrar a forma verdadeira de viver a Eucaristia, que não é fechar-se para o mundo, mas é precisamente uma abertura para as necessidades do mundo”, afirmou o Papa.

A questão, explicou, é “como viver a centralidade da Eucaristia sem se perder numa vida puramente cultual, alheia ao cotidiano das demais pessoas”.

Para viver adequadamente a Eucaristia, explicou Bento XVI, “devemos ter em mente que na Eucaristia se realiza o grande drama de Deus que sai de si mesmo”.

Neste sentido, a Eucaristia “deve ser considerada como entrar neste caminho de Deus”: o sacrifício consiste precisamente em sair de nós mesmos, em nos deixar atrair para a comunhão do único pão, do único Corpo, e assim ingressar na grande aventura do amor de Deus”.

“Viver a Eucaristia em seu sentido original, em sua verdadeira profundidade, é uma escola de vida, é a proteção mais segura contra toda forma de clericalismo”.

“A Eucaristia é, em si, um ato de amor, e nos obriga a esta realidade do amor pelos demais: que o sacrifício de Cristo é a comunhão de todos em seu Corpo. E, portanto, devemos aprender a Eucaristia, que é precisamente o contrário do clericalismo, do fechar-se em si mesmo”, acrescentou.

O Papa mencionou ou exemplo de Madre Teresa, de “um amor que abandona a si mesmo, que abandona todo tipo de clericalismo e de alienação em relação ao mundo, que vai até os mais marginalizados, os mais pobres, até as pessoas à beira da morte, e que se entrega totalmente ao amor pelos pobres, pelos marginalizados”.

“Sem a presença do amor de Deus que se doa, não seria possível realizar este apostolado, e não seria possível viver neste abandono de nós mesmos; apenas inserindo-se neste abandono de si em Deus, nesta aventura de Deus, nesta humildade de Deus, é que se poderia e se pode levar a cabo este grande ato de amor, esta abertura para todos”, concluiu o pontífice.»

in http://www.zenit.org/

18 de junho de 2010

hoje em Lisboa

Cântico dos Cânticos

O Cântico dos Cânticos — também conhecido por Cântico de Salomão — é um dos livros mais poéticos do Antigo Testamento. Este canto de amor de dois amantes que enaltecem a beleza do outro através de evocações eróticas e metáforas pastorais foi originalmente escrito em hebraico. Alvo de múltiplas e controversas leituras, este poema que convida à união dos corpos e das almas é constituído por cento e dezassete versículos imbuídos de profunda sensualidade. Mafalda Lopes da Costa e Filipe Vargas emprestam a sua voz a esta obra-prima da literatura mundial.

Vozes: Mafalda Lopes da Costa e Filipe Vargas

Música: Alexandre Cortez

Editora: 101 Noites

Apresentação: Sexta-feira 18 Jun, 19h

@ Goethe-Institut Portugal (Entrada livre)

13 de junho de 2010

Os teus pecados estão perdoados

O que espanta o homem no perdão é a capacidade de amar daquele que perdoa. Quantas vezes não sentimos já ser acolhidos incondicionalmente, depois de estarmos humilhados e arrependidos? O perdão e o amor estão intimamente ligados: o amor alcança o perdão e o perdão é fonte de amor. É de amor que nos falam as leituras deste Domingo: do Amor de Deus, d'Ele próprio.

David reconhece o seu pecado e Natã garante-lhe o perdão de Deus. Pela Sua benignidade, Deus perdoa David, porque ele se abre a acolher esse Amor. Deus não Se impõe em nenhuma circunstância; é desde a nossa liberdade que podemos aderir a esse oferecimento do Senhor, que é Ele próprio.

Paulo, como nós, vive com o Ressuscitado, Jesus Cristo, que viveu e padeceu na Cruz e agora vive eternamente. É à Cruz que Paulo vai buscar a certeza da sua fé; é na entrega do seu Senhor que Paulo reconhece o Amor, por isso só deseja e só pode desejar que Cristo viva nele.

Podemos cumprir os mandamentos, como o jovem rico e convidar Jesus para nossa casa, como Simão, o fariseu; podemos dar-Lhe de comer, apresentar-Lhe os nossos amigos. Mas é preciso uma entrega maior que esta: não se trata de dar tudo, é dar-me todo. A conversão é da pessoa toda e não deste ou daquele aspecto. E aqui está esta mulher, uma pecadora conhecida por todos e que para todos estava perdida. Jesus não olha para ela como uma louca ou sem esperança. Ela converte-se, prostra-se aos pés do Senhor, lava-os e unge-os, beija-os, reconhecendo o Amor que transborda d'Aquele Homem. Salvou-a a sua fé, converteu-a Aquele Amor, partiu em paz, com epserança no seu futuro, em si.

Todos somos chamados à conversão. Por sermos homens e mulheres, o nosso Amor nunca será assim puro e incondicional. Teremos sempre limites a amar como Jesus nos ama, mas isso não nos pode impedir de amar e, mais ainda, deixarmo-nos ser amados. Temos de converter os nossos egoísmos, aquelas pequeninas coisas que, às vezes, nos fecham aos outros.
Com Jesus - Deus feito homem como nós - somos chamados a viver humanamente e divinamente. Deus não está fora de nós, mas em nós: somos obra das Suas mãos e Seus filhos muito amados. A verdade é que os nossos limites humanos não nos deixam viver plenamente a nossa vida divina, experimentar esse Amor que Se nos quer dar e dar-Se através de nós.

A palavra pecado tem origem na palavra grega amarthia, que significa falhar o alvo. O centro da nossa vida é Cristo, no centro da vida de Paulo estava Cristo e só assim o Apóstolo se esqueceu de si - "vivo animado pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim".
O perdão é a suprema gratuidade do amor, é a forma do amor de Deus pelo homem se manifestar. O amor do homem por Deus é esse desejo de conversão, essa contrição de coração. Em Cristo na cruz vemos a unidade deste amor, a nossa redenção.

Então, hoje, onde preciso de deixar entrar o amor de Deus e ser perdoado? Que tenho de converter em mim? O que me falta para que o Senhor seja o centro do meu alvo e, assim, possa viver plenamente a minha condição humana e a minha condição divina?


DOMINGO XI DO TEMPO COMUM: 2Sam 12, 7-10.13; Salmo 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. 5c); Gal 2, 16.19-21; Lc 7, 36-8,3.

foto: Pedro Luz sj

6 de junho de 2010

deixando-se fazer pela compaixão

“Não chores”, “Levanta-te”. Estas palavras de Jesus e aquilo que elas pro-vocaram, foram o suficiente para que as pessoas que com Ele estavam reconhecessem que “Deus visitou o Seu povo”. Nestas palavras de Jesus, a primeira dirigida à viúva que perdera o seu filho, a segunda dirigida ao filho ainda morto, podemos encontrar uma palavra de consolação e outra de ânimo.


Consolar, significa fazer-se com o outro na sua solidão, na dor. Dar ânimo trata-se de reavivar um dom que todos temos; dom de recriar e recomeçar todas as coisas com vigor, como se fossem novas. Ora, consolar e animar são ofícios que não se fazem sem um outro, sem a sua dor e sem a promessa que o habita. São igualmente ofícios que não se circunscrevem a um tipo de gestos ou pessoas. É a atitude de quem se faz próximo de uma realidade, de alguém, do próximo: que é já este.



Mas o que fez aqui Jesus assumir este ofício? Parece-me que a resposta se encontra no seguinte versículo: “Ao vê-la, o Senhor compadeceu-Se dela”. Olhar para os que estão à nossa volta, não se trata de um moralismo. Trata-se de uma atitude que resistimos em ter, porque naturalmente abrir todo o meu coração aos pedidos de um outro é simultaneamente tempo de intimidade e medo. O outro é um abismo onde, a pouco e pouco, as minhas defesas vão-se desatando por si próprias. E isto assusta.


Parece-me que a compaixão é uma atitude que todos de certa forma temos. Mas não basta que ela nos ocorra, como se se limitasse a um bom sentimento de barriga cheia. A diferença que Jesus faz de mim é que, para além da compaixão ocorrer nEle, Ele opta por querer que a compaixão refaça os seus gestos e atitudes. Cristo é realmente humano porque efectiva os laços que o afectam. E assim acontece. Deixa-se levar pela compaixão, e leva a sério aquilo que ressoa no encontro.


Deixarmo-nos levar pela compaixão, deixarmo-nos fazer por ela é sempre um risco. De facto, a compaixão não se trata de uma espécie de feira das oportunidades. É antes de tudo um vínculo que, ocorrendo-nos por vezes sem querer, não dispensa o nosso querer. Querer efectivar esse dom que emerge em nós quando olhamos para o mundo mais elementar e para as suas dores.



Talvez hoje, as palavras que surgiram da compaixão de Jesus: “Não chores” e “Levanta-te”, são imensamente necessárias diante de realidades que todos conhecemos. Consolar e animar são provas de que Deus nos visita ainda hoje. A compaixão, emoldurada pela atenção comprometida, far-nos-á entrar bem dentro deste modo de proceder de Jesus. A própria Igreja alimenta-se desta compaixão, para dentro e para fora de si. Nela se encontram a fidelidade e a justiça. Agora, até que ponto queremos deixar-nos fazer pela compaixão? “A promessa do amor é assim tão grande que justifique o dom de mim mesmo?” (BENTO XVI – Spe Salvi)


5 de junho de 2010

Sete contra-argumentos, contra a moralidade da adopção por homossexuais - Parte 2 (2/4)

No post anterior, tinha colocado uma resenha de 7 argumentos contra a adopção por homossexuais. Neste post, coloco a contra-argumentação que é feita aos 7 argumentos anteriores. Cada número corresponde ao argumento do post anterior, então a resposta ao argumento (1) é o (1'), e o do (5) é o (5').



(1’)
Também muitas crianças são criadas por famílias mono-parentais, como por exemplo por pais solteiros, ou viúvos, ou até divorciados. E, no entanto, estas crianças não apresentam prejuízos emocionais, como aqueles que se procuram querer atribuir às crianças educadas por homossexuais. Um exemplo disso é o período do pós-guerra, em que geralmente muitas crianças perdem um dos seus pais. Ao longo da história foram inúmeras as crianças educadas por famílias mono-parentais.
(2’) A maior parte dos homossexuais existentes provêem de famílias heterossexuais. E se a homossexualidade não é considerada imoral, então a verificar-se uma maior probabilidade das crianças a tornarem-se homossexuais, isso não será em si nenhum problema moral. Visto que a homossexualidade não é moralmente condenável em nenhum aspecto. Além disso, não existem estudos que suportem que as crianças incorrerão numa maior probabilidade de se tornarem homossexuais.
(3’) A homossexualidade já não é considerada nem uma patologia, nem um distúrbio comportamental. O problema é que a heterossexualidade continua a ser pensada como a única forma de normalidade, e a homossexualidade vista como algo negativo e prejudicial. Também existem inúmeros casos de casais heterossexuais, que criam crianças e, que não possuem o equilíbrio psicológico e emocional mínimo necessário. Além, de que a proporcionalidade de crianças retiradas às famílias heterossexuais é muito superior, às que são retiradas a casais homossexuais. Também existem inúmeros casos de gravidezes infantis ( por exemplo, em que crianças com 12 e 13 anos irão já ser pais), em que grande maioria dos casos, os jovens pais não possuem a maturidade suficiente para educar uma criança;
(4’) O mesmo acontece em casais heterossexuais, não são os casais homossexuais os únicos detentores desses casos infelizes.
(5’) Não existem estudos que demonstrem uma maior incidência de pedofilia nos casais homossexuais, além de que é a pratica incestuosa que ocorre dentro das famílias, sobretudo entre um familiar e uma menor, a que recolhe maior número de casos de pedofilia;
(6’) Embora este argumento tenha em conta a segurança da criança, ele apenas alcança um problema de discriminação ou estigmatização social da criança, junto das outras crianças. Contudo, esse processo de estigmatização é similar ao que sofrem muitas outras crianças, ou por serem filhas de casais inter-raciais, ou por terem sido adoptadas por casais de etnia diferente da sua. Deste processo de descriminação são também vitimas as crianças portadoras de alguma deficiência, ou por exemplo, de alguma característica física diferente. Convém também salientar, que ao assistir-se a um processo de maior tolerância e de aceitação social da homossexualidade, este problema iria desvanecer-se.
(7’) Este argumento não se verifica. O Colégio Oficial de Psicólogos de Madrid, declarou que, de acordo com os estudos científicos actuais, não pode ser afirmado que crianças educadas por famílias homoparentais viram a sofrer de atrasos no desenvolvimento cognitivo.

4 de junho de 2010

Sete argumentos contra a moralidade da adopção por homossexuais - Parte 1 (1/4)

Este post foi alterado às 19h00, e às 20h30 do dia 4/6/2010*

Eu, o autor, não concordo com nenhum destes argumentos apresentados.*

Esta é a primeira parte de um trabalho longo sobre a moralidade da adopção por homossexuais, que vai ser sintetizado e adaptado, em quatro partes, a ordem de apresentação não segue a do trabalho principal, mas uma ordem que eu pensei ser mais fácil de ser acompanhada e compreendida. Para isso, preferi expor neste primeiro post os argumentos dos que são contra a adopção por casais homossexuais.

Numa segunda parte irei expor a contra-argumentação que é feita, pelos defensores da adopção, a estes sete argumentos.

Numa terceira parte irei expor os argumentos favoráveis à adopção por homossexuais.

E numa quarta parte, que ainda não estipulei se em um ou dois posts, será feita uma análise crítica, a todos os argumentos apresentados.

(1) As crianças crescerão com a ausência ou de uma figura masculina, ou de uma figura feminina, o que será prejudicial para o seu desenvolvimento; (Eu, o autor, não concordo)

(2) As crianças adoptadas incorrerão numa maior probabilidade de se tornarem homossexuais; (Eu, o autor, não concordo)

(3) Os homossexuais não possuem nem estabilidade, nem maturidade, tanto ao nível emocional como psicológico, para educarem uma criança; (Eu, o autor, não concordo)

(4) As crianças criadas por casais homossexuais estarão mais susceptíveis a ficarem traumatizadas por comportamentos obscenos; (Eu, o autor, não concordo)

(5) As crianças adoptadas por homossexuais correrão maiores riscos de serem vítimas de abuso sexual; (Eu, o autor, não concordo)

(6) As crianças adoptadas por homossexuais terão maiores dificuldades na adaptação social, por causa do estigma que sofrerão, por serem criadas por homossexuais; (Eu, o autor, não concordo)

(7) As crianças educadas por homossexuais sofrem atrasos no seu desenvolvimento psicológico, e cognitivo. (Eu, o autor, não concordo)




* Quero clarificar, que até ao 9º Comentário (cerca das 19h00, do dia 4/6/2010) , este post permanecia incompleto. Também quero clarificar que os comentadores apenas visualizaram um título que dizia apenas: Sete Argumentos contra a moralidade da adopção. Além de que o post não apresentava nenhuma introdução ao que eu pretendia fazer.

*Devo também acrescentar que fiz uma nova alteração do post às 20h30 do dia 4/6/2010, com o objectivo de melhorar a introdução, e clarificar as minhas intenções. Também coloquei esta nota informativa, assim como a data e a hora das modificações do post, para que ficasse bem claro que as diferentes versões que os comentadores encontraram, e para que as pessoas que forem no presente ler os seus comentários percebam a falta de informação, que os mesmos comentadores encontraram.
Agradeço as sugestões do Jeremias, o Fora-da-Lei.

*Para deixar clara a minha posição, eu o autor, não concordo com nenhum destes argumentos.