17 de janeiro de 2011

A Crise de 2011

No início deste ano começa a ser familiar ouvir-se comentários a um ano que se prevê duro e crítico, um ano de CRISE. Pouca esperança se vê nos olhares.

Nos olhares de pessoas que têm que responder a trabalhos exigentes, que vêem as horas de trabalho a aumentar por uma realidade que se impõe se querermos ter o pão em casa – não se pode dizer que não a ela, pois há sempre alguém para aquele lugar.

Nos olhares de pessoas desempregadas, desesperadas, que fazem qualquer coisa para ter o que levar para a mesa.

Nos olhares de pessoas com FOME.

Vive-se stressado, com esta pressão louca. A comunicação social que cria um panorama mais duro, que parece dar cabo de qualquer sonho. Um governo que nos entristece de dia para dia, e a esperança do nosso Portugal que entra no desânimo. Parece mais difícil sonhar… “Aquela carreira que desde pequeno sonhei, não consegui, tive que me submeter ao que hápassado uns anos volto a trocare ando nisto."

"Não foi esta a vida que sonhei…”

Podemos estar a viver um ano assim, cheio deste tipo de frases, mas então que fazer? Viver assim, triste, não é solução!

Gostava que cada um de nós, na sua realidade do dia-a-dia, pudesse, em si, sonhar.

A construção e a reabilitação passam pelo sonho, pelo pequeno sonho de cada dia. Não podemos deixar de sonhar, pois é este sonhar que vai dar-nos energia, força, criatividade para superar as dificuldades de hoje. Não sonhar com utopias impossíveis, mas aceitar e sorrir a esta nova realidade. Sermos CRIATIVOS e Sonhadores em tudo o que fazemos. Termos a coragem de agarrar esta dureza, e ajudarmo-nos uns aos outros a viver e não deixar que os pessimismos passem pela nossa linguagem.

Vamos trabalhar por estes nossos sonhos que têm que sorrir. :) Desejo a todos um Bom 2011, com ânimo e coragem.

3 comentários:

Anónimo disse...

Não foi esta vida que sonhei?

Mas a vida que sonhamos é possível!

Basta acreditar e não aceitar tacitamente a delegação de poderes em quem não sabemos quem são...

Qual a razão para delegar a orientação da moralidade a uma instituição como a Igreja Católica apostólica Romana?

Qual a razão para delegar o poder de decisão em deputados que não representam os cidadãos mas os partidos ao qual estão afiliados?

Há muita riqueza neste paraíso onde vivemos. Está é mal gerido... e com diferenças não justificadas apenas pelas filiações...

Codiais saudações,

João Brandão,sj disse...

Caro Anónimo

Obrigado pela sua partilha e questões que nos ajudam a reflectir e a agir.

Sim, a vida que vamos sonhando é possível...e ainda bem! :)
E é certo que por vezes temos que ir “lutando” (palavra bruta, mas que transporta consigo o esforço e a vontade de passar para um lado melhor) por uma vida melhor.
Acredito que não passa por um alheamento ou fuga dos que nos governam, ou das imposições. Claro que estou a ser muito generalista para apontar para uma atitude, para uma atitude de ir trabalhando por dentro e não fugir por ser mais fácil. É trabalhar os meios para alcançar os fins. Sermos criativos com os meios para chegar aos fins, não é?
Sei que é uma grande generalização, e apenas uma atitude de fundo, que não impede as nossas revoltas e tristezas.

De facto, este tempo que nos chega com estas atitudes governamentais que nos fazem sentir impotentes e dominados...pergunto-me também que posso eu fazer?

Temos um grande paraíso, e vivemos nele....e vamos “lutar” por ele.

Um abraço
João

Anónimo disse...

Caro João,

Muito obrigado pela sua resposta ao meu comentário.

"pergunto-me também que posso eu fazer?"

Na realidade muitas coisas.

Mostrar possíveis caminhos aos outros... eles deverão decidir...

Que caminhos?

Mostar que as economias competitivas não são sustentáveis e logo todos perdem.

Mostrar que a cooperação é o melhor caminho. Mas como na vida privada, mesmo em cooperação devemos ter uma recurso extra no caso dos outros falharem ou no caso de nós falharmos as nossas obrigações com os outros.

Mostrar que a vida cooperativa não tem de ser no limiar da sobrevivência. Com o conhecimento actual a automatização em grande escala é possível... até produção de alimentos com intensidade de luz artificial controlada para maximizar a produção e que por vezes nem terra é necessário...

Mas o conhecimento, o saber saber, as técnicas, o saber fazer, o saber aprender, o saber estar, o saber ser, é algo que temos de trabalhar sempre. Evoluir para ajudar mais e melhor os outros.

cordiais saudações,