20 de janeiro de 2011

A missa cheira a mofo?

Devo dizer que não fui eu que inventei este título. Mas admito que me ri várias vezes sozinho com a pergunta provocadora que me propuseram como ponto de partida para esta reflexão. No entanto… confesso que os meus sentimentos eram estranhos… complexos… quase contraditórios. Como se o meu riso tivesse um retrogosto profundamente… amargo…

Quando estamos demasiado habituados a uma realidade e, talvez por ignorância, não a tomamos muito a sério, com facilidade fazemos piadas e rimo-nos. Assim parecemos grandes… superiores… e mais inteligentes do que os outros. A missa, e a liturgia em geral, é uma destas realidades.

Não o fazemos por mal mas… a verdade é que nós somos filhos da Modernidade, do Iluminismo e da Revolução Francesa. Esmagámos o obscurantismo e a crendice dos simples, erguemos bem alto um cérebro humano (talvez de uma das vítimas da nossa sanha libertadora…) e gritámos aos quatro ventos: “Eis o homem!”.

Para os filhos deste novo Prometeu, a missa tem obrigatoriamente que cheirar a mofo. De facto, a liturgia supõe um homem ou uma mulher completos, e não só um cérebro. Reduzimos o homem à razão e ao pensamento… e talvez por isso tantas das nossas missas sejam de facto apenas homilia… Por isso, terminada a homilia, muitas vezes já não há espaço nem tempo para mais, e o padre despacha atabalhoadamente a oração eucarística, como se esta fosse apenas um apêndice secundário da sua brilhante homilia. Ganhámos o cérebro… ou talvez os sentimentos mais superficiais… somos os campeões da ética… mas falhámos tristemente o Encontro. [clicar para ler o resto do artigo]


Este texto é parte dum artigo de Fernando António sj, publicado na secção Razões da Fé do site essejota.net

9 comentários:

Anónimo disse...

Ganhámos o cérebro… ou talvez os sentimentos mais superficiais… somos os campeões da ética… mas falhámos tristemente o Encontro.

O encontro não é produtivo...
O encontro é considerado malandrice, "dolce far niente".
Quando ajuderem a criar uma sociedade que valorize o comunitário, o outro, o encontro, então, aí, não falharemos o encontro.

Carlos Ricardo Soares disse...

Caro Anónimo,

Que significado e que valor podem ter os bitaites de um anónimo?
Quem é anónimo? E quem é responsável?
Passe muito bem.

Anónimo disse...

A missa cheira a mofo?

Basta ter olfato...

Anónimo disse...

Caro irado Carlos Ricardo Soares,

Deveria ler São Tomás de Aquino sobre as filhas da Ira...

Não é capaz de debater as ideias sem debater as pessoas?

Cordiais saudações,

Anónimo disse...

Ao pelourinho com o Anónimo...

Queimem, Queimem...
O Anónimo está possuído...

Quem é?
Onde está?

Segurem-me que eu agarro-o...

Carlos Ricardo Soares disse...

«Ao pelourinho com o Anónimo...

Queimem, Queimem...
O Anónimo está possuído...

Quem é?
Onde está?

Segurem-me que eu agarro-o...»

Que é isto?

Do que os anónimos são capazes?...

Anónimo disse...

Humor?

Anónimo disse...

Dah...

Anónimo disse...

Pobres criancinhas fechadas numa sala com um único professor...

Aulas comunitárias... o Encontro da sociedade com seus... filhos e idosos...

A supervisão do conhecimento... com o conhecimento dos outros...