15 de fevereiro de 2011

Cláudio de La Colombière

Cláudio de La Colombière nasceu em Saint-Symphorien, perto de Lion, França, em 1641. Estudou no colégio de Jesuítas de Lion e, e, 1659, entrou no Noviciado da Companhia de Jesus. Durante o tempo de estudos foi preceptor dos filhos de um Ministro de Luís XIV. Foi ordenado sacerdote em 1669, tendo voltado a Lion para leccionar no Colégio da Trindade, durante três anos. Mais tarde foi nomeado Superior da comunidade de Paray-le-Monial, onde acompanhou espiritualmente (santa) Margarida Maria de Alacoque, uma irmã da Visitação que, juntamente com o Pe. Cláudio, foram os grandes difusores da devoção ao Coração de Jesus. Posteriormente, Cláudio foi enviado a Inglaterra para ser confessor da Duquesa de York, esposa do futuro Jaime II de Inglaterra. Num período de grande perseguição ao catolicismo, Cláudio soube cumprir a sua missão com zelo, quer orientando espiritualmente membros da corte, quer através do ministério da Palavra e das obras de caridade, junto da população. Devido às perseguições movidas contra os católicos, que quase lhe custaram a vida, Cláudio volta, com a saúde muito debilitada, a França em 1678, onde vem a falecer em 15 de Fevereiro de 1681. Foi beatificado por Pio XI em 1929 e canonizado por João Paulo II em 1992.

Para além da sua profunda fidelidade à missão e dos dotes intelectuais que geralmente são atribuídos a Cláudio de La Colombière, não posso deixar de ressaltar aquele que é, certamente, o aspecto da sua vida que mais sobressai: o de impulsionador incansável da devoção ao Coração de Jesus. Hoje em dia, para quem ainda ouve falar destas coisas, imagem do “Coração de Jesus” tende a criar alguma perplexidade. Bem, para quem não gaste destas coisas, uma imagem assim deverá ser, no mínimo, estranha…

Mas, o que é isto da devoção ao Coração de Jesus? Não é outra coisa senão a devoção ao Amor de Deus que se revela no seu filho Jesus. Numa época em que era muito grande a ameaça do jansenismo – em traços muito gerais, uma corrente de pensamento de carácter muito rigorista em termos morais, que defendia uma visão pessimista do homem – tornava-se importante suscitar entre os cristãos esta dimensão amorosa de Deus, que quer divinizar o género humano.

Portanto, esta nunca poderá ser uma devoção esgotada. Nunca será demais falar de Deus como sendo Amor. De um Deus que, por amar sem limites o homem e a mulher que criou, se fez um de nós. Assim, nada no homem pode ser alheio ou estranho para Deus. De facto, precisamos de ouvir isto todos os dias. A humanidade precisa de escutar e tomar consciência deste amor em cada dia. Por isso, o Coração de Jesus não está fora de moda, porque não é de moda que se trata. É de Amor. Cláudio foi um dos que expeimentou este Amor, daí o seu zelo em difundi-lo. É próprio dos que se deixam amar assim.

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