10 de março de 2011

.É estarmos doutra maneira.

Convocaste-nos para te despedires.

Sabias que ias, e não fugias.

Não querias ir embora mas devias.

Saíste a morrer, e ficaste a alimentar.

Num pão, dentro, diariamente elaborado.

É a contínua lembrança dum mistério não esquecido.

Incansavelmente celebrada,

pois consiste em participar partilhando.

É dar-se sentindo, sabendo agradecer o que temos,

mostrando-o e repartindo.

É a novidade da tua presença,

é ficares a tua ocorrência.

É estarmos de outra maneira.

Esse pão não é já só pão, mas provocação de quem se dá.

Convidas a uma vocação de generosidade,

e o teu sonho torna-se real.

Morre em paz, pois não se ignora a tua bondade.

Tomamos e comemos.

Uma e mais uma vez.

(Álber,sj)



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