22 de abril de 2011

Bento XVI responde a 7 perguntas

Desde que se tornou Papa, Bento XVI só concedeu duas entrevistas a jornalistas. As perguntas desta foram seleccionadas entre milhares submetidas por pessoas no mundo inteiro: no final, o Pontífice respondeu a sete, algumas sobre temas polémicos como a eutanásia ou o diálogo inter-religioso.

A primeira questão foi colocada por uma menina japonesa de sete anos, sobrevivente do terramoto de 11 de Março, que não sabia porque sentia medo e sofria tanto depois do desastre que destruiu a sua casa e a fez perder tantos amigos. O Papa respondeu que também se perguntava a mesma coisa, observando que também Jesus Cristo sofreu. “Não temos resposta para muitas perguntas, mas sabemos que o sofrimento de Cristo não foi em vão”, declarou.



A mãe de um rapaz em estado vegetativo há mais de dois anos tinha dúvidas se o seu filho ainda tinha alma. O Pontífice a garantiu-lhe que o coma não impedia a alma do jovem de abandonar o seu corpo ou de sentir a presença de amor. “A comparação que lhe posso oferecer é a de uma guitarra, que com as cordas partidas já não toca”, disse.



A sete estudantes cristãos de Bagdad o Papa pediu para “resistir à tentação de emigrar”, apesar de reconhecer que o seu desejo de fugir era “muito compreensível tendo em conta as condições de vida” no Iraque.



Uma muçulmana da Costa do Marfim pediu ao Pontífice um conselho para lidar com violência que tomou conta do seu país na sequência de um conturbado processo pós-eleitoral. “A violência nunca vem de Deus e nunca traz nada de bom; é um meio destrutivo e nunca um caminho para escapar às dificuldades”, observou Bento XVI.









Os texto aqui apresentados são fragmentos do artigo do jornal Público.

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