7 de abril de 2011

Não sem a madeira.

O nosso fracasso é perseguir o êxito.

O teu êxito é acolher o fracasso,

abraçá-lo como que ignorando sua fama.

É ilógico. O teu plano é ilógico.

É a tua proposta inútil, empresa nefasta, negócio falível.

Ou parece-o.

Embora conheçamos o seu final, ansiamos começar.

Não consigo compreendê-lo.

Escorrega-se-me o entendimento, o desejo acelera-se entretanto.

Desejo de seguimento.

Então apontas para uma cruz.

É a Cruz talhada a golpe da (minha) história.

É a minha e não a quero. É peso e moléstia.

Prefiro os ombros vazios para caminhar com mais atino. Com mais ligeireza.

Mas a promessa desfalece assim e é o coração que se queixa.

Porque se reconhece infiel, porque esta traição afecta o afecta.

Não sem a madeira.

Esta é a tua sedução. Só assim.

Eis a nossa grandeza.


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