22 de abril de 2011

via sacra



















































O artista polaco Peter Fuss criou esta via sacra e colocou-a em billbords nas ruas. Fuss supre a cruz e coloca um rectângulo preto sobre os olhos das figuras, análogo ao que, hodiernamente, se coloca sobre os olhos das vítimas na comunicação social. Estas duas opções remetem a via sacra d'Ele para as "vias sacras da humanidade", para as vidas dos nossos irmãos, dos que connosco partilham a casa, o metro, as ruas, o planeta.

Jesus dá sentido à vida do homem, mesmo nas situações mais dolorosas. Com Ele, podemos lidar com a dor, o limite, a frustração e o insucesso e mesmo assim dizer - como diz Daniel Faria:
Seja o que for, será Bom! É tudo.

20 comentários:

Ibel disse...

Cheguei de Roma há dois dias e vi representada a Via Sacra, na avenida do Vaticano. Tive pena que houvesse tanta gente, porque gostava de ter sentido, num recolhimento mais íntimo, a espiritualidade que emana daquele espaço.
Gostei desta Via Sacra com figuras de olhos vendados e do significado simbólico.

Isabel fidalgo

Anónimo disse...

Realmente, só os cegos e leigos é que ainda acreditam nesta estorinha...

A Páscoa é celebrada no primeiro domingo após a primeira lua cheia que ocorre depois do equinócio da Primavera (no hemisfério norte, outono no hemisfério sul), ou seja, é equivalente à antiga regra de que seria o primeiro Domingo após o 14º dia do mês lunar de Nisan.

Nissan tem origem suméria (nisag “primeiros frutos”) e é o nome dado ao primeiro mês do calendário judaico religioso e sétimo mês do calendário judaico civil, que começa com a primeira Lua Nova da época da cevada madura em Israel. Na Biblia, Êxodo, 12:14-18 diz: Observe este dia de geração em geração para sempre. No décimo quarto dia do primeiro mês ao por do sol comerás pão sem levedura, até o vigésimo primeiro dia do mês à noite.

As fórmulas exeistentes calculam o que se convencionou chamar de "Cálculo Eclesiático", quando em 325 o Concílio de Nicea assim definiu.

De Cristo há muito pouco. Mais uma vez os romanos usam a pele de Cristo para esconder Roma...

Anónimo disse...

Nissan fazia sentido...
Uma festa para os primeiros frutos depois do Inverno...

Só que não vai aos bares e cafés é que se pode sentir sozinho e afastado da sociedade de hoje...

manel disse...

Caro amigo,

Há pouco tempo, um familiar meu, que tem telemóvel há anos, quis-me apresentar uma coisa fabulosa chamada sms que ele acabara de descobrir. Como é óbvio, fiquei estupecfacto e disse-lhe que já conheço essa funcionalidade há bastante tempo.
Da mesma forma, o grande anúncio que vocÊ aqui fez, e que desmascara os romanos, foi a leitura escolhida como primeira leitura da missa de ontem- quinta -feira santa!
Surpreendentemente, a Igreja não só não esconde esse facto como escolheu essa passagem para ser lida numa das cerimónias mais impornantes do ano.

Me vez de andar a pescar factos isolados e tecer considerações desiformadas, procure informar-se a fundo e conhecer as comunidade cristãs de carne e osso. Verá que são grupos de homens bem intencionados que procuram viver o seu projecto de felicidade o melhor que conseguem e nao as bestas sanguinárias e intereiras que você anda a criar na sua cabeça. Liberte-se dessa caça a bruxas imaginárias; deixe de combater os moinhos de vento!


uma santa páscoa para si!
Que o Senhor o conforte e o ajude a ultrapassar essa desconfiança tão autodestrutiva na humanidade.

abraço
manel

Anónimo disse...

Se dizer a verdade é combater moinhos de vento...

Niceia não é Cristo! É Roma!
E nada tem de Deus!

Lembra-te homem que és pó! E em pó te hás-de tornar...

Anónimo disse...

Caro Manel,

Longe de mim, um simples leigo, querer ensinar algo aos, todo-poderosos, representantes-de-Deus, pançudos-do-Clero, senhores-da-sopa-da-pedra, que começam com uma pedra e água e terminam com a sopa da pedra, que começam com um esmola e terminam com o Vaticano...

Luta contra o moinho de vento seria se D. Quixote revelasse ao mundo que a Igreja tem a tecnologia da Luz electrica há mais de 2 mil anos e nada partilhou sobre essa tecnologia.


Luta contra o moinho de vento seria se D. Quixote revelasse ao mundo que a Igreja tem a tecnologia de hologramas analógicos ou "stereopticones" e nada partilhou sobre essa tecnologia.


Luta contra o moinho de vento seria se D. Quixote revelasse ao mundo que a Igreja tem a tecnologia de clonagem de seres humanos ou de criação de quimeras humanas e animais e nada partilhou sobre essa tecnologia.

Para mim o equinócio da primavera já foi e não sou lunar, muito obrigado. Os leigos que festejam esta festa lunar é que parecem um pouco lunáticos por acreditar na estorinha.

cumprimentos,

Ibel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ibel disse...

Pilatos lavou as suas mãos, outros escondem-se no anonimato com provocações.
Cada um deve ter a independência cognitiva e o respeito cívico para aceitar a verdade dos outros.

Anónimo disse...

Cara Isabel fidalgo,

Só com debate é que posso aprender.
Só com troca de ideias é que posso validar o que penso que sei.

O anonimato serve apenas para debater ideias e não pessoas.

O pior cego é aquele que não quer vêr...

Lavo as mãos antes de comer e não me escuso a debater ideias. Respeito ideias sérias... mas com ideias infantis e ridículas gosto de mostrar a ignorância de algumas crenças para não dizer mentiras deliberadas...

cumprimentos,

Anónimo disse...

Cara Isabel Fidalgo,

Sinceramente, não acha estranho lembrar a morte de alguém numa data móvel?

Se tem algum ente querido que faleceu, lembra a sua morte em datas aleatórias e dependentes da Lua cheia?

Não acha estranho?

Sinceramente, do fundo do seu coração... acha normal?

joão de brito disse...

Anónimo,

Tendo em conta que o calendário de que nos servimos é também ele uma convenção social, não acha de algum modo irrelevante escolher entre uma data fixa e uma móvel? A medida de 1, 2, 10, ou mais anos de nascimento (p. ex.) é também ela convencional, uma vez que o que temos de mais cíclico até são as estações (ligadas a ciclos como o da lua, etc.), mas o tempo e a história em si não se repetem, como se num ciclo.

Datas são memórias e não vale a pena dar-lhes qualquer sentido mais positivo do que esse. Natal a 25 de Dezembro também é uma data de relativa arbitrariedade. Mas assim como na Páscoa (e em qualquer data aniversária) o que importa não é a precisão da memória, mas aquilo de que se faz memória. Assim sucede com as datas litúrgicas.

cumprimentos

Alexandre disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
anonimo disse...

Caro João de Brito,

Penso que um calendário serve para ter consciência de periodos de tempo.

Há periodos de tempo independentes de convenções humanas.

O Solestícios e os Equinócios.

A lua cheia e a lua nova.

Pessoalmente considero que a tentativa de unir os vários ciclos é que gera problemas. Uma tentativa humana...

A festa depois do equinócio e depois da lua cheia poderá ter sentido para os agricultores de outros tempos... (sem a tecnologia actual)

Realmente é uma questão interessante...
Porque se lembra a morte de Cristo nessa data?

Ainda por cima, uma data com larga dose de sobreposição com festas anteriores religiosas como a Judaica.

Agora estranho lembrar a morte de alguém numa data móvel.
Não conheço mais exemplo algum.
Permite-me que considere estranho?

Pergunto porque gostava de perceber como é que alguém pode acreditar de forma consciente e sincera, sem ter por objectivo uma fatia do envelope de dinheiro que os leigos deixam na "Páscoa"...

Cordiais saudações,

anonimo disse...

Caro João de Brito,

"não acha de algum modo irrelevante escolher entre uma data fixa e uma móvel?"

Não, socialmente não é aceitável dar os Parabéns duas semanas antes ou depois...

Uma volta ao Sol é uma volta ao Sol e como definido 1 ANO.

Troquemos então o 25 de Dezembro pelo 15 de Dezembro...

Cordiais saudações,

Nuno disse...

A Via-Sacra é algo muito impressionante!

Neste caso, grandes cartazes. Eu tiraria a venda por cima dos olhos (mas, é só um pormenor).

Esta proposta é expressiva, comonica o doloroso caminho que Jesus percorreu por mim ( e por cada um ). É um trabalho despido e sóbrio.

É duro. Mas - sabemos - significa algo mais, pois acreditamos que Jesus Cristo venceu a morte e ressuscitou!

joão de brito disse...

Anónimo,

As convenções seguem critérios. O ciclo solar é um entre outros. Não deixa de ser apenas o critério de uma convenção, por mais objectivo que seja. A nós parece-nos evidente porque aprendemos a valorizá-lo. E, sim, dá-nos consciência dos tempos e dos ciclos. Quanto a isso, serve sobretudo para a prática presente, como a agricultura, mas quanto à memória é um mero guia. O que importa é aquilo de que se faz memória. Se a nossa sociedade fosse ainda predominantemente agrícula, talvez não estranhássemos tanto uma festa móvel...

O que pretendo evidenciar é que a discussão sobre o modo de marcar a lembrança da Páscoa, por meio de uma data fixa ou móvel, é irrelevante para a discussão sobre a fé, ao contrário do que pretende mostrar com a sua afirmação de que "Mas quem lembra a morte de alguém numa data móvel? Realmente só acredita quem quer acreditar..." Permito-lhe que ache estranho. Tenho mais reservas em consentir que o afirme como um absurdo de fé.

Socialmente, considerou-se oportuno celebrá-la numa data móvel, como se considera inoportuno dar os Parabéns antes do aniversário. Se o segundo não é um problema, porque há-de ser o primeiro? Mas de matéria de fé há pouco aqui, numa questão de datas. O conteúdo é o significado (aquilo de que se faz memória) e não o significante (a data).
(e, já agora, muita gente não se importa que lhes dêem os parabéns antes do seu dia de anos)

Trocar o 25 de Dezembro pelo 15 de Dezembro? Porque é que seria melhor opção?

Em suma: Parece-me que estamos aqui a arranjar um espantalho...

E, a propósito, não respondeu ao segundo comentário que deixei no outro post.

cumprimentos

anonimo disse...

Caro João de Brito,

Tem toda a razão em dizer que a sociedade são convenções aceites, tácita ou explicitamente.
Por exemplo poderiamos viver numa sociedade sem mães e sem pais... em que as crianças são criadas em infantários sem referências dos progenitores e como tal sem heranças. etc.

Que segundo comentário?

joão de brito disse...

Segundo comentário (ao post de 25 de Abril):
«A propósito. Sim, só acredita quem quer acreditar. A isso se dá o nome de liberdade de crer. Dá-me licença que acredite e tenha razões para acreditar?

Não pretendo discuti-las, pois não me parece que haja espaço para isso. Quero apenas saber se me dá licença, ou liberdade, para acreditar?»

Anónimo disse...

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