1 de maio de 2011

Oito dias depois

Deus tem destas coisas. Para Ele não há tempos certos e determinados para cada homem fazer a experiência da sua ressurreição, do seu nascimento para a vida nova. Muitas vezes, ou pela idade, ou pelo temperamento, ou por outra razão qualquer, julgamos que já não há nada a fazer por nós. Que já não há conversão possível. Tentamos, prometemos mas, no fim, continua tudo igual. Fizemos mil propósitos para a Quaresma mas, depois, nem aquele mais simples o cumprimos. Vivemos atrasados…

O Evangelho de hoje é para gente assim. Tomé, um dos discípulos, não estava com os discípulos quando o Senhor ressuscitou. Atrasou-se a celebrar a Páscoa. Isso desanimou-o, tornou-o incrédulo. Sentiu-se excluído do grupo, pensou que já não havia nada a fazer por ele… Acabou mesmo por dizer que a única coisa que salvaria a sua fé, o único acontecimento que o faria mudar de vida, era ver o Senhor. E Jesus não esperou pela demora. Teve paciência com a lentidão de Tomé e «oito dias depois», apareceu-lhe e mostrou-lhe as suas feridas.

É assim que Deus procede connosco. Para Ele, o tempo perfeito é o nosso tempo. Para Ele, nunca é tarde para celebrar a Páscoa connosco; para vir à nossa casa, pôr-se no nosso meio e nos dar-nos a paz. Talvez nunca lhe toquemos com as mãos nas feridas. Mas a experiência do nascimento para a vida nova, está ao alcance de qualquer um, em qualquer momento. E, afinal de contas, felizes são aqueles que, mesmo sem ver, acreditam.

2 comentários:

Anónimo disse...

E, afinal de contas, felizes são aqueles que, mesmo sem ver, acreditam.

Da mesma forma que os ignorantes são felizes porque não conhecem o mundo que os rodeia.

Acreditar sem ver, é estimular superstições que nada fazem pela humanidade.

Acreditar sem ver, é estimular a ignorância para manter a posição de alguns à custa da miséria dos outros...

Anónimo disse...

As imagens podem ser muito diferentes das escrituras...
A arte, neste caso, não respeita e induz em erro...