11 de maio de 2011

Temos de ver "realismo sombrio" mas não perder esperança

“Atraídos pelo Infinito”, livro que reúne boa parte do pensamento do Cardeal Patriarca de Lisboa ao longo dos seus 50 anos de sacerdócio, foi apresentado esta terça-feira, em Lisboa.

Da autoria de D. Manuel Clemente, Guilherme d’ Oliveira Martins e António Araújo, a obra conta com vários contributos e pretende valorizar a riqueza do pensamento e testemunho de D. José Policarpo. “Não é um livro sobre o senhor D. José, muito embora seja um livro que reflecte sobre ele, sobre o seu pensamento, sobre a sua pessoa e, sobretudo, sobre o seu testemunho”, diz o reitor da Universidade Católica, Manuel Braga da Cruz.


“Essa é a nossa grande responsabilidade. Temos nas nossas mãos uma mensagem que é decisiva e só a podemos anunciar se amarmos a humanidade. Esta é, aliás, uma mensagem hoje difícil de passar. As pessoas estão de tal maneira preocupadas e fascinadas com o seu presente, que não são capazes de ver que a grandeza do presente do Homem é o horizonte de eternidade”, salienta D. José.

1 comentário:

Anónimo disse...

As pessoas estão de tal maneira preocupadas e fascinadas com o seu presente, que não são capazes de ver que a grandeza do presente do Homem é o horizonte de eternidade”

Divergimos nessa ideia. As pessoas sabem que o horizonte de eternidade é importante e sabem que é muito real e humana essa continuação da alma, ie, dessa motivação que nasceu de uma pessoa e que continua nas outras...
As pessoas não são capazes é de aceitar a atitude estalinista de colocar um pé em cima da liberdade de cada um. Da mania que a Igreja tem, em tentar colocar o pé em cima dos outros bem patente na Cruz que tem de estar mais alto do que tudo, ou no triângulo, dependendo do templo a que pertencem.
A máscara que usam começa a apodrecer e a mostrar a podridão que está por baixo, uma Roma escura, maquiavélica e manipuladora.