22 de junho de 2011

Assunção Cristas sobre o ser católica na política

Ser católica na política

Soa-me sempre um pouco estranho quando me perguntam como é ser católico na política. Fico a pensar em que particularidade haverá quando comparado com ser católico no trabalho em geral ou em casa ou com os amigos ou com as pessoas com quem casualmente nos cruzamos na vida. É diferente?

“Ser católico” contém a resposta em si mesmo: é-se católico, não se está católico num momento ou numa condição, é-se ou procura-se ser em todos os momentos e em todas as circunstâncias. E por isso só sei responder o que é para mim ser católica ou, dito de outro modo, como me sinto católica. E aqui, na política, como na Faculdade ou na advocacia ou em qualquer lado, para mim ser católica é procurar sempre pôr a render ao serviço dos outros os talentos que Deus me deu e através desse serviço, desse acolhimento, dessa atenção e preocupação, sentir o Seu perfume e viver o Seu amor.

Não me sinto especificamente “católica na política”, procuro ser católica, da mesma maneira, em todo o lado, mas sei que estou na política porque sou católica.

Assunção Cristas
Deputada
In Observatório da Cultura, n.º 14 (Novembro 2010)
© SNPC | 09.11.10

16 comentários:

Anónimo disse...

Mas o que é ser católico?

É impedir uma jovem de comunhar, porque a roupa da jovem provoca o católico?

Nuno disse...

Ser católico é seguir o que Jesus nos ensinou com a Sua vida, o Seu exemplo, as Suas palavras, a Sua atenção ao próximo e o Seu empenho em fazer a vontade do Pai.

As palavras de Assunção Cristas, agora Ministra, são muito sábias.

Nuno disse...

«Assunção Esteves citou "D. Quixote", de Cervantes, para dizer que vai assumir o cargo com "sentido de missão".

«"Os lugares verdadeiramente são definidos pelas pessoas e não as pessoas pelos lugares.

«Não venho aqui conformar nenhum lugar, mas espero pelo menos com o meu comportamento não lhe retirar nunca prestígio e tentar dignificá-lo com sentido de missão", afirmou, acrescentando que o vai desempenhar "com uma alegria cristã de que a política é, de facto, o exercício duma virtude".»

http://www.ionline.pt, 22.6.2011

Anónimo disse...

Caro Nuno,

O que é que Jesus lhe ensinou?

Foi Jesus de certeza?

Cumprimentos,

Anónimo disse...

No final dos 4 anos, veremos o que é ser católico... na perspectiva de Assunção Cristas.

Votos de grande sucesso para Assunção Cristas.

João "o discipulo amado" Silveira disse...

Assunção Cristas é católica à sua maneira:

“Eu seria favorável a um casamento [entre pessoas do mesmo sexo]. O que pode parecer uma posição estranha da minha parte. Muita gente me aborda achando que sou contra; mas não sou. Curiosamente, desagradei a toda a gente. Os que concordavam comigo reclamaram, mesmo com a declaração de voto, por acharem que isso não servia de nada. E reclamaram comigo os que achavam que eu devia ser radicalmente contra e, no final, tinha feito uma declaração de voto; então, que tivesse sido contra! Fiz o que podia fazer, de acordo com a minha consciência. Dou muito valor ao contrato com o eleitorado. É mau dizer-se uma coisa e fazer-se outra. Todos cedemos um bocadinho para que fique espelhada a sensibilidade maioritária. Tenho amigos próximos que me fazem ver as coisas de outra maneira. Fazem-me perceber que são pessoas iguais a nós, com tanto desejo e expectativa de ter uma vida feliz como nós. O que digo aos meus amigos que não entendem esta minha posição é que há um caminho de felicidade que não pode ser fechado, sobretudo quando os valores dessas pessoas não comprimem os nossos. Não acho que isto seja um ataque à família ‘tradicional´.” in Publico

Anónimo disse...

E o Paulo Portas?

Segundo as conversas de corredor da Ana Gomes fez um paralelo com o sucedido a Dominique Strauss Kahn...

O partido é o mesmo... também é católico?

Anónimo disse...

Pobre Manel, até já impede comentários no post seguinte...

João "o discipulo amado" Silveira disse...

Pois foi, por isso vou comentar aqui.

Manel, não digo que a Assunção Cristas não acredite em Deus, ou que seja pior pessoa do que eu.

Digo que a Igreja tem boas razões para dizer o que diz sobre as relações entre pessoas do mesmo sexo. Pode não parecer, mas a Igreja está a defender a felicidade das pessoas que sentem essas tendências.

Um católico que não acredite na doutrina da Igreja, que se ache mais inteligente ou mais santo do que o Papa (e dois mil anos de santos) é uma pessoa com pouco bom-senso, no mínimo, e é católico à sua maneira.

A Assunção Cristas tem a responsabilidade agravada de ser uma figura pública, de ser política, e de ter votado favoravelmente (com intenção de voto) ao casamento entre pessoas, contra todos os ensinamentos da Igreja.

Anónimo disse...

se resultarem críticas inteligentes, objectivas e fundamentadas ao ateísmo, e nesse caso só pode ser benéfico para ele; ou as suas críticas não são nem inteligentes, nem objectivas, nem fundamentadas – o que também acontece com frequência -, e, nesse caso, elas não beliscam o ateísmo...

Nuno disse...

Jesus ensinou-me a ser tolerante com quem não concorda comigo...

Nuno disse...

Assunção Cristas tendo mostrado ser a favor do "casamento" entre pessoas do mesmo sexo e Assunção Esteves sendo a favor do aborto vão, claramente, contra as orientações dadas pela Igreja Católica.

Nestes dois assuntos em particular, a minha opinião é oposta à delas.

João "o discipulo amado" Silveira disse...

Nuno, uma coisa é uma simples opinião, outra coisa é uma figura pública, com grande projecção mediática e responsabilidade civil, defender posições contrárias às da Igreja em matéria grave. Ainda mais quando também publicamente se assume como católica. Ainda há poucos dias voltou a insistir: http://aeiou.expresso.pt/assuncao-cristas-na-capa-da-unica-n-2018=f658520

É doutrina católica (e de simples bom-senso) que do acto sexual entre pessoas do mesmo sexo não pode vir qualquer tipo de felicidade (verdadeira), e isto serve tanto tenhamos amigos nessas condições, pais, primos ou tios. Percebe-se a preocupação pela felicidade dessas pessoas, mas isto é fazer exactamente o contrário.

Nuno disse...

Estou completamente de acordo, João.

João "o discipulo amado" Silveira disse...

Afinal o consenso na blogosfera é possível! ahah

Anónimo disse...

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