20 de agosto de 2011

corria, corria...



44 comentários:

Anónimo disse...

Eis a prova que para alguns deus não é omnipresente...

E quem corre por gosto... não cansa...

És perseverante?
E a tua descendência?
Pois é não tens... castidade... castidade...

Mar(io) (Ara)ujo disse...

Tão numerosa como a areia do deserto ... ;-)

Anónimo disse...

A do marujo ou a de um elusivo filósofo supremo que em 1930 diz uma coisa e em 1990 diz outra? eh, eh, eh...

Se são assim tantos, porque não são capazes de gerar um mundo melhor, um mundo em que o bem comum é o valor principal?

Ou são todos uns anjos papudos, ou antes um pançudos anafados?

Mar(io) (Ara)ujo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Mar(io) (Ara)ujo disse...

Não é uma questão de número ... Abraão era só um, não consta que tivesse grande poder ou dinheiro, era apenas um pastor perdido num deserto oriental, emigrado em terra estranha, velho e sem filhos ... Já vê: isto é para os que entendem o poder do infinitamente pequeno, do frágil e do fraco.

Anónimo disse...

OH marujo, ignorância em público fica mal...

Génesis 25
Outros filhos de Abraão
Abraão tomou outra mulher chamada Cetura. Esta gerou-lhe Zamrã, Jecsã, Madã, Madia, Jesboc e Sué. [...] Quanto aos filhos das suas concubinas, Abraão deu-lhes presentes e, ainda em vida, mandou-os para longe do seu filho Isaac[...]

Leia o que escreveu, leia a Bíblia e depois veja se o seu cão já tomou banho...

Para seguir a bíblia tenho de arranjar umas concubinas... e mandar os filhos para longe dos meu filho preferido...

castidade...castidade...

Mar(io) (Ara)ujo disse...

1) Podemos sempre torpedear as palavras da Bíbila ao nosso jeito ... Mas então deixa de ser a Bíblia, passa a ser (mais) um livro, escrito pela nossa autónoma e independente interpretação.
2) E não, não tenho jeito para insultar, nem menosprezar os argumentos alheios, pelo que tudo o que escrever nesse sentido ficará sem resposta, obviamente.
Fique em paz. Deus não se irrita com a sua irritação (mas as suas coronárias sim :-)

Anónimo disse...

Oh, marujo

Onde é que eu interpretei a Bíblia?

Diga então na sua interpretação o que está em Génesis 25.

Pessoalmente ainda sei o que é vergonha, e no seu lugar teria e muita vergonha na cara pelo que escreveu.

Como sabe a bíblia não mais 1 livro. A bíblia é apenas e só um CONJUNTO de livros seleccionados e por vezes adulterados com as traduções a belo prazer do tradutor. E claro que a minha interpretação está aberta a mais informações. Mas claro que não em limito a interpretação de um qualquer Pontífice Romano, no fim do seu império clerical e capaz de dizer uma coisa e o seu contrário em textos da mesma origem.

Olhe que as coronárias dos pançudos anafados devem estar bem piores do que as minhas porque o meu sangue corre... corre...

Anónimo disse...

Então marujo,

Não é capaz de debater ideias?

Apenas é capaz de dizer as maiores barbaridades para as ovelhas ouvirem e elas dizerem o que lhes foi dito para dizer, sem o direito a contradição?

Sem a capacidade da palavra, o que lhe resta?
Pedófilia?
Homosexualidade?
A penúria da paróquia?
Ser mais um pançudo anafado que rola como uma bola para onde os outros a enviarem?

Nuno disse...

"Eu estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, Eu entrarei na sua casa e cearei com ele e ele comigo." Ap 3,20

Anónimo disse...

"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas" Ap 3,22

Anónimo disse...

Pronto!

Desde 20 de Agosto de 2011 que deixei de procurar Deus.

E Deus ainda não apareceu...
Serei cego?
Serei surdo?
Quando é que Deus aparece?

Anónimo disse...

Rezo por si.

Nuno disse...

"Quando é que Deus aparece?"

Esta questão, tratada com honestidade, é interessante.

Deus "aparece" a uns;
mas parece que não "aparece" a outros...

Uns vivem intensamente a sua relação com Deus;
outros viram-Lhe as costas!

Deus e o homem;
o homem e Deus.

[o homem e a mulher são ditos criaturas de Deus, criados à sua «imagem e semelhança» (cfr. Génesis 1, 26 ss)].

Nuno disse...

Que se difunda a compreensão, cada vez mais plena, da dignidade do homem e da mulher, segundo os desígnios do Criador

1. Dificuldades.

Para os cristãos – bem como para os crentes da maior parte das religiões – falar da vida como fruto acabado da obra de Deus Criador não suscita particulares problemas de compreensão. E, na tradição judaico-cristã, o homem e a mulher são ditos criaturas de Deus, criados à sua «imagem e semelhança» (cfr. Génesis 1, 26 ss) – condição de onde brota a sua particular dignidade.

No contexto cultural em que nos movemos, porém, estas afirmações correm o sério risco da incompreensão ou de serem consideradas crenças absurdas, fruto de uma época de ignorância.

De facto, nos ambientes culturais «ilustrados», a ideia de um Deus criador deixou de ter lugar, ficando a explicação da origem da vida entregue à interacção casual entre elementos químicos, num ambiente propício ao aparecimento de combinações capazes de, casualmente, produzirem seres biológicos.

Não há, nesta concepção, qualquer lugar para um «desígnio inteligente» na natureza e menos ainda para Deus, como ser pessoal que leva a cabo a obra da criação.

Quanto ao ser humano, é visto como produto do mesmo processo, aparecendo numa fase mais avançada de complexificação evolutiva, mas sempre fruto das mesmas forças cegas que estiveram na origem da vida – pelo que, no fim de contas, não dispõe de uma dignidade particular relativamente às outras formas de vida, a não ser aquela que se queira atribuir a si próprio, enquanto ser pensante, capaz de auto-reflexão e de atribuir significado à sua existência e à dos seus semelhantes.

2. Consequências.

A afirmação da Igreja de que a particular dignidade do ser humano brota da sua condição de «imagem e semelhança de Deus» dificilmente encontra eco na vida colectiva.

E a sua insistência em temas éticos e morais derivados desta particular dignidade torna-se incompreensível para muitos dos nossos contemporâneos.

Os casos do aborto e da eutanásia são, a este respeito, paradigmáticos: se cada ser humano, desde a sua origem até à sua morte natural, não é, em si mesmo, um testemunho incontornável da transcendência que lhe está na origem e constitui a fonte última da inviolabilidade da sua existência, então é sempre possível estabelecer excepções a essa dignidade inviolável, em função dos interesses do momento, sejam eles de um indivíduo, de um grupo ou de uma colectividade.

E é isso que está em jogo no aborto e na eutanásia legalizados: não se reconhece uma trans-cendência legitimadora da dignidade humana, não se admite uma instância exterior e melhor do que a sociedade para decidir sobre tal dignidade – logo, esta está ao dispor de maiorias conjunturais ou de poderes de facto que se exercem num determinado momento.

Acresce que nunca se sabe quem vai, em última instância, estabelecer tais excepções e em relação a quem: no passado foram os hereges, os judeus, os inimigos da classe operária... hoje são as crianças ainda não nascidas, os doentes incuráveis... amanhã poderão ser os idosos, os deficientes, os improdutivos...

3. Anunciar pelo exemplo.

O anúncio, por parte da Igreja, da dignidade humana e a denúncia oportuna de todas as violações da mesma, encontrará a melhor explicação no exemplo que a Igreja der de respeito absoluto deste valor e de serviço constante, descomprometido e pleno de amor àqueles que, em cada momento, se encontrem em situação de maior necessidade.

Ou seja: a Igreja não pode condenar o aborto e passar ao lado das situações de miséria e fome; a Igreja não pode condenar a eutanásia e ignorar que muitos seres humanos não têm acesso a cuidados básicos de saúde – não porque tais situações sejam ética e moralmente equivalentes, mas porque em qualquer dos casos, de modos distintos, está em jogo a dignidade humana.

Passará, certamente, por aqui, o fruto da oração pela Intenção deste mês e esta oração há-de conduzir-nos aqui.


«À Imagem e semelhança de Deus»
Intenção do Papa para o Apostolado de Oração - DEZEMBRO 2009

Anónimo disse...

Oh Nuno,

Só não sei se és mesmo limitadinho de todo ou se queres convencer os outros que só existe um caminho.

É que o caminho de "deus" para os Islâmicos é muito diferentes do homem e da mulher que referes, é o homem e as mulhres... os islâmicos vão para o inferno é?

até pode ser verdade que "deus" existe na tua cabecinha, como o "pai natal" existe na cabecinha das crianças.

Nuno disse...

«Feliz esse servo a quem o senhor, ao voltar, encontrar assim ocupado» Mt 24, 46

Se às vezes temos a impressão de que o Mestre se foi embora, não será por nos termos afastado desta ou daquela irmã? Uma coisa nos assegurará sempre o céu: os actos de caridade e a gentileza com que tenhamos preenchido a nossa vida. Nunca saberemos o bem que um simples sorriso pode suscitar. Aos outros dizemos como Deus é grande, compreensivo e indulgente― seremos nós a prova viva disso mesmo? Dar-se-ão eles verdadeiramente conta de que essa grandeza, essa compreensão e essa indulgência vivem em nós?

Beata Teresa de Calcutá (1910-1997),
fundadora das Irmãs Missionárias da Caridade
Jesus, The Word to be spoken, cap. 10

Anónimo disse...

Pronto!

Desde 20 de Agosto de 2011 que deixei de procurar Deus.

E deus ainda não apareceu...
Serei cego?
Serei surdo?
Quando é que deus aparece?

Começo a pensar que só sabem sobre demagogia e estorinhas para crianças. E de deus nada...

Nuno disse...

Que sentido faz ofender as pessoas com os comentários?

Anónimo disse...

Que sentido faz considerar as pessoas pecadoras e fingir o perdão em "confissões"?

só para enviar relatórios para o bispo e de seguida para o vaticano?

Nuno disse...

O pecado existe e o perdão também.

Anónimo disse...

O pecado existe na sua cabeça (não na minha) ...
É uma interpretação muito subjectiva... "uma batalha não é a guerra"

O perdão existe? Pode existir na cabeça das pessoas (ainda bem). Como pode não existir. Como "Shaka Zulu", há quem não perdoe.
O mais importante: Como pode falar no perdão de deus?

Nuno disse...

" (...)há quem não perdoe.
O mais importante: Como pode falar no perdão de deus?"

[Para mim, Deus escreve-se com maiúscula].

Eu não quero - longe de mim! - impôr as minhas ideias. Somos livres e procuro respeitar os outros.

Para quem acredita, Jesus é muito claro ao falar do perdão de Deus. Há vários exemplos. Um dos que mais gosto é o do "filho pródigo" (perdoado pelo Pai, isto é por Deus), em Lucas 15, 11-32:

«Disse ainda: «Um homem tinha dois filhos. O mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte dos bens que me corresponde.’ E o pai repartiu os bens entre os dois. Poucos dias depois, o filho mais novo, juntando tudo, partiu para uma terra longínqua e por lá esbanjou tudo quanto possuía, numa vida desregrada. Depois de gastar tudo, houve grande fome nesse país e ele começou a passar privações.

«Então, foi colocar-se ao serviço de um dos habitantes daquela terra, o qual o mandou para os seus campos guardar porcos. Bem desejava ele encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam, mas ninguém lhas dava.

«E, caindo em si, disse: ‘Quantos jornaleiros de meu pai têm pão em abundância, e eu aqui a morrer de fome! Levantar-me-ei, irei ter com meu pai e vou dizer-lhe: Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus jornaleiros.’ E, levantando-se, foi ter com o pai.

Quando ainda estava longe, o pai viu-o e, enchendo-se de compaixão, correu a lançar-se-lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos. O filho disse-lhe: ‘Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho.’

«Mas o pai disse aos seus servos: ‘Trazei depressa a melhor túnica e vesti-lha; dai-lhe um anel para o dedo e sandálias para os pés. Trazei o vitelo gordo e matai-o; vamos fazer um banquete e alegrar-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi encontrado.’ E a festa principiou.»

Anónimo disse...

Onde é que a ideia de família romana, e a ideia de cunha para familiares é comparada com perdão?

Qual a moral de dar a um ser humano a melhor túnica (Soberba) e anel (sinal de cidadania e independência financeira) e o vitelo gordo (Gula), quando não merece ser tratado melhor do que os pobres que pedem caridade (pelas IPSS)?

Jorge Teixeira disse...

Caro Anónimo, não discuta mais, não perca mais tempo a discutir. Prossiga aquilo que provavelmente já será a sua vida: seja feliz e faça os outros felizes. Se assim for, terá ganho a sua vida, mais que qualquer alma, ou corpo. Oxalá fosse assim com todos nós. Oxalá fosse assim entre os cristãos. Oxalá com todos nós, e entre os cristãos, seja assim mais ainda do que já é. E, se Deus existir, terá por si, e por mim, e por cada um, um amor tão sincero e autêntico como poderíamos esperar daquele que, havendo, está "acima" de todas nossas quezílias e de todas as limitações de qualquer instituição.

Anónimo disse...

Caro Jorge Teixeira,

Pode orar, mas as suas orações não vão terminar esta força viva.
Estou cá e estarei cá, se não sou eu é o meu filho, com o mesmo espírito.

Sou feliz e tento fazer os outros felizes.

Pelo menos tento que percebam que há insituições que podem falar do bem e fazer muito mal.

Pelo menos tento que percebam que há insituições que se apresentam como tacitamente superiores aos outros, (moralmente e representantes de deus) e no final não são melhores do que a cartomante que tenta fazer os outros felizes... em troco da moeda durante a "missa"...

Cumprimentos,

Jorge Teixeira disse...

Não falei em oração. Talvez acção.

E desculpe, mas, se me pretende dizer que deseja fazer os outros felizes com intervenções como as que aqui deixa, não sinto nas suas palavras a amizade dos que querem o bem dos outros...

E tenha em atenção se não corre o mesmo risco que o da instituição, de presumir a sua própria superioridade, em nome de uma outra moral e de uma outra representação, da representação de uma outra sentença. Se não corre o risco da instituição, o de falar do bem, mas fazer o mal. Ou, já que fala "mal" (cheio de ressentimento), que isso não desminta a bondade das suas acções. Não é por causa de um qualquer deus, mas pelas palavras do próprio anónimo, que com a medida com que ajuíza será também ajuizado.

Se a verdade pode ser relativa, não seja relativa dentro de si próprio.

Anónimo disse...

Caro Jorge Teixeira,

Não presumo "a minha própria superioridade". Por isso faço perguntas. Por isso leio os vossos textos e "oiço" os vossos argumentos.

Agradeço a possibilidade de o fazer.

Mas quando não há consistência...
Quando a instituição obriga pobres crianças a fazer juramentos de vida e de entrega ao que pensam conhecer...

Por isso, a crítica, a liberdade de expressão, mesmo perante o filósofo supremo, pontífice de roma.

Eu sei que, quer queira, quer não, sou julgado. E a noção de "olho por olho, dente por dente" tem a suas raizes na religião.

Critique as opiniões. Agradeço.

Exemplo: a astrologia tem capacidade perfomativa como a teologia. Como a astrologia não tem credibiliade porque terá a teologia?

Cumprimentos,

Jorge Teixeira disse...

Nem tudo é o que parece.

Fidelidade à instituição, é uma obrigação e um valor importante.

Anónimo disse...

Alguns exemplos históricos:

Papa Paulo V - como foi eleito? Galileo.

Papa Pio XI - Mortalium Animus. "a religião verdadeira". 1922 - 1939.

Representam o Bem ou o Mal?

Anónimo disse...

Reparo que não comentou:

Exemplo: a astrologia tem capacidade perfomativa como a teologia. Como a astrologia não tem credibiliade porque terá a teologia?

Cumprimentos,

Nuno disse...

"Estes insinuam que o Senhor não pode intervir, afirmam que nem Deus pode salvá-lo.

"A agressão, portanto, não é somente física, mas afeta também a dimensão espiritual: “Deus não vai lhe dar a salvação” – dizem –, agredindo o núcleo central da alma do salmista.

"É a última tentação que o crente sofre, a tentação de perder a fé, a confiança na proximidade de Deus.

"O justo supera a última prova, permanece firme na fé, na certeza da verdade e na confiança plena em Deus. Assim encontra a vida e a verdade."

Bento XVI, 7. IX. 2011

Nuno disse...

“Do Senhor é a salvação. Sobre o Seu povo desça a Sua bênção!” (Sl 3, 9).


"Queridos irmãos e irmãs, o salmo 3 nos apresenta uma súplica repleta de confiança e consolo.

"Rezando este salmo, podemos fazer nossos os sentimentos do salmista, figura do justo perseguido que, em Jesus, encontra seu cumprimento.

"Na dor, no perigo, na amargura da incompreensão e da ofensa, as palavras do salmo abrem o nosso coração à certeza consoladora da fé.

"Deus sempre está perto – escuta, responde e salva do seu jeito. Mas é necessário saber reconhecer sua presença e aceitar seus caminhos, como Davi fugindo humilhado do seu filho Absalão, como o justo perseguido do Livro da Sabedoria, como o Senhor Jesus no Gólgota.

"E quando, aos olhos dos ímpios, Deus parece não intervir e o Filho morre, então é quando se manifesta a todos os crentes a verdadeira glória e o cumprimento definitivo da salvação.

"Que o Senhor nos dê fé, nos ajude na nossa fraqueza e nos torne capazes de crer e de rezar em toda angústia, nas noites dolorosas da dúvida e nos longos dias de dor, abandonando-nos com confiança n'Ele, que é o nosso “escudo” e a nossa “glória”."

Bento XVI, (idem)

Anónimo disse...

O Nuno tem faltado às aulas...

Fé não está relacionada com deus.

Tenho muita fé e verifico que por ter fé em coisas e sentimentos concretos há alterações na vida.

Quanto a representantes de deus, capazes de dizer uma coisas e o seu contrário... só quando deus se manisfestar, como deus, e enquanto não se manifesta, qaulquer vigário de deus, não passa disso mesmo, de um vigário...

e se não tem provas de repsentação, então é simplesmente um vigarista. Quando bento XVI se encontrar com deus... deus vai-lhe perguntar: Porque falas-te em meu nome? Ofereceste ouro a quem tem bajulou. Viveste na soberba do vaticano. Achas que mereces o paraíso ou o inferno?

Anónimo disse...

Reparo que não comentou:

Exemplo: a astrologia tem capacidade perfomativa como a teologia. Como a astrologia não tem credibiliade porque terá a teologia?

Alguns exemplos históricos:

Papa Paulo V - como foi eleito? Galileo.

Papa Pio XI - Mortalium Animus. "a religião verdadeira". 1922 - 1939.

Representam o Bem ou o Mal?

Cumprimentos,

Jorge Teixeira disse...

Peço desculpa, mas o terceiro comentário identificado com o meu nome não foi publicado por mim! Concretamente, onde se lê: «Nem tudo é o que parece. Fidelidade à instituição, é uma obrigação e um valor importante.», não deve ser tomado como palavras minhas. Não fui eu a escrever esse comentário! O que considero um facto bastante infeliz...

Quanto à nossa troca de ideias, desejo apenas clarificar que, ao falar em ser ajuizado da mesma forma como ajuíza, pretendia dizer que é o próprio peso das nossas palavras que nos julga. Não me referia a uma instituição, a uma religião, ou a um deus. Mesmo que a instituição, ou a religião, o façam com ou sem razão, o que importa mais, ou o que importa realmente é que somos julgados pelas próprias palavras que proferimos. E sob essa condição vivemos todos. O anónimo, eu e cada ser humano capaz de discurso. É a consistência que muito bem refere. Agora, não me parece que haja verdadeiro desejo de libertar os outros, nem verdadeiro espírito de igualdade (opondo a superioridade), sem que as palavras que o manifestam, e interpelam à mesma libertação, sejam palavras amigas. Desafiantes, provocadoras, mas amigas. Talvez me engane, mas não reconheço isso nas suas palavras. Não me parece, por isso, que me queira fazer feliz, ou a qualquer um dos seus interlocutores. Parece-me antes que apenas quer destruir argumentos, troçar da crendice e promover uma sábia ignorância que sabe uma coisa a mais: sabe à partida que sabe mais que qualquer um dos seus interlocutores. E isso nem é sabedoria nem ignorância. Cabe na "presunção de se saber" que Sócrates (o filósofo) tanto enfrentou.

Não presumo eu ser outro Sócrates. Não tenho talento para tanto. Deixo-o, a si e aos seus interlocutores, e vou procurar a sabedoria noutro lado.

Cumprimentos

Anónimo disse...

Caro Jorge Teixeira,

Repito a minha posição, não presumo "de saber". Por isso faço perguntas. Por isso leio os vossos textos e "oiço" os vossos argumentos.

Quem se arroga a saber o "caminho da eternidade"?

Se os argumentos dos crentes são frágis e com simples perguntas ficam destruídos...

"troçar da crendice", talvez, quando é mesmo ridícula... e como ridícula que é, o "bom humor" aparece naturalmente... Se lhe disserem que "vai se apaixanor por virar uma carta e ao virar da segunda carta lhe dizem que vai ganhar o euromilhões" o que faz?

Mas quando não há consistência...
Quando a instituição obriga pobres crianças a fazer juramentos de vida e de entrega ao que pensam conhecer...

Por isso, a crítica, a liberdade de expressão, mesmo perante o filósofo supremo, romano pontífice.

Lamento que se vá embora. Tente responder, que eu não sei:

Exemplo: a astrologia tem capacidade perfomativa como a teologia. Como a astrologia não tem credibiliade porque terá a teologia?

Cumprimentos,

Jorge Teixeira disse...

Quer que eu admita?

Eu admito:
Somos Romanos com a capa de Jesus, como lobos com pele de carneiro.

Cumprimentos

Nuno disse...

Li este texto - um bocado extenso... - e pareceu-me apropriado à troca de comentários que aqui se vai fazendo:


"Santa Teresa propõe antídotos contra Nova Era"

"A mística carmelita possui um aspecto que, “por si só, acaba com a pseudo-mística da Nova Era: o nexo intrínseco entre a Trindade e todos os demais mistérios humanos”.

"Quem afirmou isso foi o bispo de Ciudad Rodrigo, Dom Raúl Berzosa, em sua intervenção de 4 de setembro, no 2º Congresso Internacional Teresiano.

“No cristianismo, na mística carmelita, não se pode aplicar o termo 'autorrealização', porque nem sequer o homem e a mulher mais desenvolvidos em sua existência podem alcançar por si mesmos a plenitude.

"Tudo é dom e tarefa, graça e liberdade”, disse.

Dom Berzosa, autor do livro “Nova Era e cristianismo. Entre o diálogo e a ruptura”, indicou que, “no livro 'Caminho de Perfeição', de Santa Teresa, podemos encontrar algumas chaves ou antídotos para enfrentar os enganos místicos da Nova Era”.

Ele propôs um texto do capítulo 16 da grande obra para rebater o panteísmo da Nova Era: “Ó Senhor! Que todo o dano nos vem de não ter os olhos postos em Vós, que, se não olhássemos a outra coisa senão o caminho, depressa chegaríamos; mas damos mil quedas e tropeçamos e erramos o caminho por não pôr os olhos, como digo, no verdadeiro caminho”.

E, diante da pretensão de salvar-se sozinho, recolheu um fragmento do capítulo 17 de “Caminho de Perfeição”: “Deixai o Senhor da casa fazer o que quiser: sábio é Ele e poderoso e entende o que nos convém e o que lhe convém a Ele também”.

Para o bispo de Ciudad Rodrigo, não se podem sustentar as teses repetidas na Nova Era, segundo as quais o homem e mulher de hoje já têm dentro de si todo o seu potencial.

O prelado destacou que o termo “mística” equivale à “busca apaixonada do Deus vivo, descoberta do Deus vivo, encontro com o Deus vivo, abraço com o Deus vivo, já neste mundo e na nova humanidade”.

E propôs também um texto de São João da Cruz sobre a presença de Deus na sua criação: “Deus em todas as pessoas mora secreto e encoberto na mesma substância delas, porque, se não fosse assim, não poderiam durar”, escreveu o santo.

O bispo continuou citando-o: “Mas há diferença neste morar, e muita: porque em umas, mora sozinho e, em outras, não mora sozinho (trinitariamente); em umas, mora com agrado e, em outras, com desagrado; em umas, mora como em sua casa, mandando e regendo tudo e, em outras, mora como estranho em casa alheia, onde não o deixam mandar nem fazer nada (...)”.

“Uns têm Deus por graça em si somente e outros, por união. É tanta a diferença, como a que há entre noivado e matrimónio. Porque no noivado só há uma vontade de ambas as partes e presentes de joias e ornatos, mas no matrimónio há também comunicação de pessoas e união”, concluiu sua citação do livro “Chama viva de amor”.

Dom Berzosa destacou que “somente sob a acção do Espírito Santo o homem se encontrará em profundidade consigo mesmo e se realizará o processo de verdadeiro amadurecimento da humanidade, de forma individual e comunitária”.

E afirmou que, “em tudo isso, pulsa uma transformação clássica ascético-mística muito carmelita: a afirmação de que a presença da Trindade em nós é tripla: por criação, por graça e por união”.

(Continua)

Nuno disse...

O prelado detalhou os traços espirituais e os elementos teológicos da Nova Era e sublinhou alguns dos seus pontos divergentes do cristianismo. Advertiu que a Nova Era “não está contra as religiões, pois procura superá-las desde dentro”.

Neste sentido, resumiu o processo: “Anos 60: Cristo, sim; Igreja, não. Anos 70: Deus, sim; Cristo, não. Anos 80: religião, sim; Deus, não. Anos 90: espiritualidade, sim; religião, não”.

Por outras palavras, referiu-se aos que viram a “passagem de uma religiosidade confessional a outra da experiência, de uma religiosidade institucionalizada a outra personalizada, de uma religiosidade formal a outra mais interiorizada”.

E comentou as “quatro mentiras ou tentações” espirituais da Nova Era, já mencionadas em Génesis 3, 1-5, e cuja autoria seria do tentador: “sereis como deuses” (panteísmo), “não morrereis jamais” (reencarnação), 'conhecereis o bem e o mal” (relativismo e subjectivismo moral) e “seus olhos se abrirão” (esoterismo iluminista).

“A fé cristã não é uma iniciação esotérica nem um caminho de iluminação da consciência – explicou. E a salvação não consiste em uma experiência de plenitude cósmica através de um processo de reencarnação.”

Também destacou o grande alcance dessa espiritualidade e estilo de vida, chegando a afirmar que a Nova Era é como “a alma ou espírito da globalização económica neoliberal”.

“Se, há algumas décadas (1960-1970), se falava de transformação social, compromisso social, mudança de estruturas (marxismo), hoje fala-se de consciência superior, de boas vibrações, de qualidade de vida, de harmonia profunda, de meditação transcendental, de energia, de agir no planetário, de nova ordem mundial e globalização”, disse.

Com relação ao perfil de pessoas mais influenciadas por este novo paradigma, destacou: “Ele se arraiga entre as pessoas do primeiro mundo, de classe média-alta, entre 25-50 anos – que têm o estômago cheio, mas a cabeça e o coração vazios e que são os grandes ausentes das nossas comunidades cristãs”.

No entanto, Dom Berzosa afirmou que “a moda da Nova Era se esfumará, mas as perguntas levantadas por ela permanecerão (…), perguntas que o cristianismo soube e saberá responder a partir do mistério profundo e integral de Jesus Cristo”. (...)

Ávila, 8 de Setembro de 2011 (ZENIT.org)

Anónimo disse...

Caro Jorge Teixeira,

Reparo que não comentou:

Exemplo: a astrologia tem capacidade perfomativa como a teologia. Como a astrologia não tem credibiliade porque terá a teologia?

Alguns exemplos históricos:

Papa Paulo V - como foi eleito? Galileo.

Papa Pio XI - Mortalium Animus. "a religião verdadeira". 1922 - 1939.

Representam o Bem ou o Mal?

Cumprimentos,

Jorge Teixeira disse...

Não posso continuar a comentar quando o meu nome continua a ser usado por terceiros. Uma vez mais, o último comentário "assinado" com o meu nome, onde se "admite" que "Somos Romanos com a capa de Jesus, como lobos com pele de carneiro", não é meu. Em que diálogo estamos afinal??

"a astrologia tem capacidade perfomativa como a teologia. Como a astrologia não tem credibiliade porque terá a teologia?"
Não vou discutir sobre o que se há-de entender sobre capacidade performativa, nem sobre diferentes tipos de capacidade performativa, ou sobre de que é que é sinal, inequívoco ou não, a capacidade performativa. Para mim não estranha que seja um dado frágil, como será para a astrologia. Fazemos o seguinte: fique com a astrologia, se quiser, que eu fico com a teologia e não será pelas suas capacidades performativas. Terei melhores razões que essa. Combinado?

Exemplos históricos? Já devia saber que não é pela impecabilidade histórica que a Igreja (a de hoje, pelo menos) se apresenta. Se a condição humana, que a Igreja não rejeita ao caracterizar-se a si própria, é a da necessidade de perdão, não será por ser im'pecável (= sem pecado).

Como digo, não poderei continuar a comentar neste post, uma vez que põem palavras na minha boca. Mas acredite, quem lamenta sou eu!

Cumprimentos

Anónimo disse...

Caro Jorge Teixeira,

Parece que percebeu mal o que quiz dizer:

Não dou credibilidade à astrologia como não dou credibilidade à teologia... nem uma, nem outra.

No entanto gosto de Astronomia como de Antropologia, desde o deus fogo ao deus sol passando por Calígula...

Cumprimentos,

Anónimo disse...

Caro Jorge Teixeira,

Se reconhece que necessita de perdão, que a igreja necessita de perdão, porque merece alguém que fez algo que merece ponderação do perdão continuar a falar de um púlpito?

Ao pedir perdão não deveria recolher em humildade e ouvir no lugar de falar?