20 de outubro de 2011

pequeno

Do que nos recordamos melhor? Dos passos,
da sucessão encadeada de movimentos que nos conduziu a um altar…
[o batismo.
O teste, o beijo, a praxe, a festa,
[o excesso, o pouco, o exclusivo.
O geral.
O íntimo, o público, o particular, o universal, o caraterístico, o indistinto…
[e um altar.
E as histórias que encheram a história de cada um.
Um lugar para cada momento,
e o pão e o vinho, e o corpo e o sangue, e uma folha de papel
[e uma prece...
de joelhos e de mão abertas, um arremesso aos céus, uma esperança e um consolo.
Comunhão.

A vida é um suspiro pelo absoluto, despertado por um toque, ainda que ínfimo, do Outro. Alguém deixou as notas de uma música perdida nos tempos, encontrámos as saudades de uma outra harmonia… e é atabalhoadamente que tentamos regressar lá.

A pequenez, confiada à bondade, em esperança.



[No dia 15 de outubro de 2011, sábado, o António, o Francisco, o Ricardo e o Nélson
fizeram votos perpétuos de Pobreza, Castidade e Obediência,
e promessa de entrar na Companhia de Jesus.
]

3 comentários:

Anónimo disse...

A igreja é pequena.

O ser humano é GRANDE!
YES WE CAN!

Anónimo disse...

deus nem se vê.

O pequeno é maior do que o invisível...

Anónimo disse...

que bonito.
que testemunho.
obrigada.