3 de novembro de 2011

Beato Rupert Mayer, jesuíta.


Há 66 anos falecia, no terceiro dia daquele Novembro, Rupert Mayer, padre jesuíta.

A sua vida testemunha os anos difíceis que assolaram a Europa e o mundo, na primeira metade do século xx. Da Primeira Grande Guerra guardou, como cicatriz do desejo de confortar os que formigavam na linha frente dos disparos, uma Medalha de Honra e uma perna estilhaçada. Da Segunda, a sua insurreição contra o movimento Nacional Socialista somou-lhe perseguições e três prisões sucessivas, a última das quais no campo de concentração Oranienburg-Sachsenhausen. Para evitar conceder-lhe uma nova “Medalha de Honra” (a do martírio, com então se dizia), os oficiais do campo enviaram-no para uma Abadia beneditina, onde permaneceu como recluso convalescente. Finda a Guerra, regressou de imediato ao púlpito da sua resistência, na igreja de São Miguel, em Munique. Fragilizado, viria a falecer poucos meses depois. Cumpria-se, então, a sua persistente vontade de estar próximo dos que sofrem. Por isso foi tão humano. Por isso é tão de Deus.