Esta é uma festa própria da Companhia de Jesus, na qual queremos lembrar de forma especial todos os nossos irmãos que viveram a sua vida entregando-se aos outros de tal modo, que o seu coração estava onde está a vontade de Deus. Neste dia não celebramos apenas os nossos Santos e Beatos reconhecidos pela Igreja, mas sim TODOS, querem sejam conhecidos ou desconhecidos, de hoje e de ontem, em África ou na América, na Ásia, Europa ou Oceânia. É um dia de alegria, pois sabemos, com testemunhos passados e actuais, que há jesuítas por esse mundo fora que vivem a sua vida trabalhando com Cristo pela salvação dos homens e que, tendo-O seguido nos trabalhos, também O seguiram na glória (Cfr. EE 95).
Infelizmente, muitas vezes as histórias que nos chegam dos chamados “santos de altar” são de tal modo fantasiadas que nos levam a construir ideais inalcançáveis de santidade, ou mesmo associando a santidade como algo de muito aborrecido. Mas se entendermos santidade como um desejo de alguém que, sabendo-se fraco, não desiste de querer ser mais compassivo, misericordioso, bondoso para com o próximo, isto é, alguém que não desiste de procurar em primeiro lugar o bem do outro, então passamos a ter um entendimento de santidade diferente. Passa a ser visto como um dinamismo presente até ao fim dos nossos dias, de abertura ao Amor de Deus em mim, para O entregar aos outros.
A santidade é um esvaziar-se da ilusão da auto-suficiência, é dar espaço a Deus para que Ele possa ser tudo em mim.
Uma vez que esse amor de Deus não faz acessão de pessoas, a santidade de cada ser humano está ao alcance de todos. Se a santidade fosse perfeição, Jesus teria certamente escolhido outros apóstolos para andar com Ele, pois Jesus era o primeiro a compreender que santidade não é ser santinho nem significa que se faça tudo bem.
Então, porque é que nós ainda temos dificuldade em perceber que a santidade não se alcança por mérito, mas sim por graça?
“Eu, teu Deus, conheço a tua miséria,
os combates e as tribulações da tua alma
a fraqueza e as enfermidades do teu corpo,
conheço a tua frouxidão, os teus pecados, as tuas falhas:
mesmo assim, Eu te digo:
dá-me o teu coração, ama-me como és.”
(autor desconhecido)
Os santos e beatos da Companhia de Jesus são todos aqueles que se aceitaram como eram e se entregaram inteiramente ao amor de Deus…
que as suas vidas sejam hoje celebradas com infinita alegria!
13 comentários:
Eu, teu Deus. [...]
Eu te digo: dá-me o teu coração, ama-me como és.
todos aqueles que se aceitaram como eram e se entregaram inteiramente ao amor de Deus…
Inteiramente? Mesmo se o vaticano não concordar?
Caro anónimo,
o seu comentário é muito interessante, mesmo muito.
Ou não.
Caro Noronha,
Omnia sponte fluant, Absit violentia rebus.
Ou
Absit violentia rebus, Omnia sponte fluant.
?
Primeiro, lavagem cerebral, para eliminar o EU. Depois de escrever o "eu" romano então... podes te aceitar como és...
Não necessito de religião para querer ser melhor do que ontem.
Não necessito de religião para acreditar que posso ter o paraíso na terra.
Não necessito de religião para saber que cada decisão minha tem eco na eternidade e que essa alma vai para além da minha morte.
Lamento os que pensam que a sua religião é melhor do que cultura dos outros. Lamento os que pensam que há pagões e que lutam contra outras culturas sem olhar à sua ignorância.
Mas, por favor, continue a olhar para o seu umbigo...
Há "pagões"?
Há é apagões.
De resto eu não disse nada daquilo que refere no seu comentário.
O "Anónimo" atira aleatoriamente críticas não relacionadas com o texto.
O seu comentário não tem, por isso, interesse nenhum.
Caro Noronha,
O que acontece é que (ainda) não percebe as relações (ou não quer perceber).
A instituição internacional é desde a sua raiz a negação do que prega.
E, lamentavelmente, prefere enviar a sociedade para uma idade média para manter o Status Quo.
Por mim... NÃO ACONTECERÁ!
E Petrus Romanus, está para breve...
Discordo do que diz. Não por preconceito, mas porque me parece que, se há aspectos em que a Igreja a partir dos seus protagonistas não dá um testemunho positivo nem luz para o progresso da humanidade, há contudo um cerne e um sem fim de bons exemplos que mostram que ela representa um factor impulsionador desse mesmo progresso da humanidade, no sentido da paz, da justiça, da liberdade e da alegria.
Ela mantém, para além disso fé e esperança no amor. Podemos discutir esse centro da sua pregação. Mas é, obviamente, difícil fazê-lo com quem a vê como um antro cegos guiado por outros cegos. É por isso que considero que grande parte dos comentários de anónimos neste blog (não todos, claro) são desinteressantes, irrelevantes para a missão da Igreja e para o bem da humanidade, mesmo se virmos a questão de um ponto de vista extra-religioso.
Nas muitas coisas que tenho para fazer na minha vida, gostaria de encontrar tempo para conversar com tais anónimos. Mas tem-me faltado, uma vez que me rodeia tanta gente com nome que quer crescer e com quem posso crescer, aprender e viver, independentemente da posição religiosa ou não religiosa que assumem.
Desejo-lhe o melhor.
Caro Noronha,
A igreja é tudo menos um « antro cegos guiado por outros cegos. »
É antes um antro, sim, mas de manipuladores, em que primeiro está a instituição, Roma, e depois está o simples peão, o leigo, que enquanto "mexer" e servir Roma pode sempre ser convencido de que há "justiça, da liberdade e da alegria."
É tudo para o nosso Senhor (ROMANO).
A verdade é diferente do que a igreja prega.
Os cegos são aqueles que vão seguindo a imagem ilusória da igreja e quando percebem onde estão, ficam sem capacidade de manobra de tão enredados que estão.
Os leigos podem ficar todos pobres, a pedir nas IPSS, quantos mais melhor, desde que seja a IPSS a gerir os subsídios do estado...
Santos? Alguns. Poucos. Muitos são santos por motivos muito estranhos a começar por Santo Agostinho...
Defina o "bem da humanidade" e pense se necessita de religião.
Vigários sem provas de Deus.
«É vontade de deus, enviar a Europa para a pobresa, para aumentar os seguidores de religiões e melhorar a qualidade de vida dos pobres Africanos que seguem a religião.
Mesmo que os Europeus morram... é vontade de deus...»
Meu caro anónimo,
força na sua luta!
Olá Felipe.
Gostaria de lhe deixar este testemunho.
Espero que o faça pensar...tanto como eu, a percebi de principio.
Força na sua Luta.
http://www.youtube.com/watch?v=Zju5YwsP8GE&feature=related
Nuno
Caro Nuno,
confesso que já tinha visto esse vídeo há 2 anos. Tb fiquei espantado com as afirmações. Agora, já que quer levantar questões com o seu vídeo, permita-me que lhe mostre o outro lado da barricada: um ateu que se converte ao cristianismo.
http://www.youtube.com/watch?v=3zR9XsCiLso
Cordialmente, Miguel
Felipe.
Existem aqui vários factores que não são sequer comparaveis.
A 1ª aos 0:15 é que o Sr em causa, vivia já pré-programado para a existencia de " um Deus " e isso percebe-se quando afirma;
" the God for who i´m surrender " e em
"Louis beleave there was a God "
Ele acredita porque nascendo na Cultura Ocidental, somos pré-programados e formatados desde pequenos para o Mito de Deuses Omnipotentes e Omnipresentes de quem dependemos da sua aceitação para no Julgamento final, sermos ou não, salvos.
Por fim, o mesmo não é ateista..é Teista.
Felipe...é uma comparação, totalmente desadequada.
Os Indegenas pirãha, são o perfeito exemplo de que se consegue ser feliz, sem a necessidade de Deuses e que a "Salvação " é apenas uma técnica para controlo mental, sujeitando-nos ao medo do desconhecido.
Mas esta é a minha opinião e respeito que o Felipe acredite no que quiser.
Nuno
http://www.youtube.com/watch?v=XKb7bNMQ9Ao&feature=related
No fundo, resume-se a isto.
Nuno
Filipe e missé, peço desculpa por ter trocado os nomes.
Só agora dei pelo erro.
Queiram desculpar.
Nuno
Enviar um comentário