26 de novembro de 2011

S. João Berchmans

Eis S. João Berchmans, patrono dos juniores da Companhia de Jesus. O juniorado é o tempo na formação de um jesuíta que se segue ao noviciado. É o tempo de estudo da Filosofia e das Humanidades.

Jan Berchmans nasceu na Bélgica, em 1599. Desde novo que toda a gente gostava dele, tanto em casa como entre os amigos, por ser um daqueles rapazes meigo e alegre, bem-disposto e irreverente, que sabia dizer a palavra certa no momento certo.
Desde novo que percebeu que o Senhor o chamava à vida religiosa e acabou por entrar no noviciado da Companhia de Jesus, em 1616. Os pais não estavam de acordo, mas Jan escreveu-lhes uma carta explicando as suas intenções, dizendo que é certo que aos amigos e aos pais lhes custa separar-se daqueles que amam, (…) mas o meu espírito e o meu coração não têm paz enquanto não encontrarem Aquele a quem amam. Resolvi por isso entregar-me de todo o coração a Cristo Jesus e combater por Ele na sua Companhia.
Quando acabou o noviciado, foi para o juniorado em Antuérpia, e daí mandaram-no estudar para Roma, para onde foi fazendo todo o caminho a pé. Poucos meses depois de chegar a Roma, adoeceu e acabou por morrer, com 22 anos.
Durante o seu tempo como jesuíta, destacou-se não só por fazer do ordinário da vida algo extraordinário ao serviço de Deus, mas também pelo fervor com que vivia as Constituições da Companhia.
Foi canonizado em 1888, pelo Papa Leão XIII.

Há muitas histórias de santos na Igreja Católica, homens e mulheres que se distinguiram pelo seu amor a Deus, pelo serviço prestado a quem mais precisava, pelo ardor da oração. João Berchmans tinha tudo isto, mas o que faz dele especial é a maneira como, vendo Deus em todas as coisas, fazia tudo tendo Cristo – seu Senhor – no centro e como modelo. Para nós, juniores da Companhia de Jesus, é um estímulo em tempo de estudo saber que de cada vez que abrimos um livro o fazemos para louvar a Deus, para aprender e pôr o conhecimento ao serviço da Igreja e do Mundo. Não é o muito saber que sacia a alma, mas o sentir e gostar as coisas internamente, diz S. Inácio nos Exercícios Espirituais. Vivendo assim, faremos – como S. João Berchmans – da nossa vida lugar e presença de nosso Senhor.