1 de novembro de 2011

Todos os Santos

Tadao Ando - Igreja da Luz, Osaka, Japão
Neste dia celebramos os santos todos de uma vez, como que elogiando a unidade e a comunhão que a santidade pressupõe. De facto, ser santo implica ver a união de todas as coisas e sobretudo de todas as pessoas entre si e com Deus. Há uma expressão tipicamente cristã de que gosto muito, "Comunhão dos Santos". Ela recorda-nos, mais uma vez, que a santidade está profundamente relacionada com essa ligação íntima entre as pessoas. Sem isto não há santidade, não há experiência de Deus, não há Igreja, não há nada.
O centro desta relação há-de ser sempre Alguém, nunca uma coisa, por isso vale a pena rever, neste dia, onde temos posto a tónica da nossa atenção, dos nossos afectos e da nossa acção, comprometendo-nos a abrir a porta à união com todas as pessoas sem fazer acepção de umas em detrimento de outras. 
É por isso, então, que devemos começar por aquelas que nos precederam e já partiram, celebrando com aqueles com quem vivemos hoje e abrindo-nos, por fim, à concretização da Santidade de Deus no meio de nós em cada criança que é dada à Luz.
Termino citando a Oração das Oblatas que se reza hoje nas igrejas, porque me parece que expressa bem esse sentimento largo que nos pode preencher:

“Aceitai benignamente, Senhor,

os dons que Vos apresentamos
em honra de Todos os Santos
e fazei-nos sentir a intercessão
daqueles que já alcançaram a imortalidade”.

Que assim seja.