O vento do deserto não interessa a ninguém.
Haverá vento sempre.
O fiel companheiro dos nómadas que passam, vai para onde não se vê.
No meio da cidade sopra o vento do deserto.
É o vento do mundo, mudo, que rasga os cantos duros e indiferentes do betão armado.
O ruído é demasiado.
Contudo ninguém fala. Ninguém clama.
Pessoas sem ouvidos andam como cegos, para o amanhã igual a hoje.
Um dia morrerei e ninguém saberá que vivi.
Um dia não ouvirei o profeta que me chama no deserto da minha cidade.
Serei pó no meio de pó.
Com o caminho ali tão perto.
4 comentários:
Tanta ignorância.
"O vento do deserto não interessa a ninguém."
O vento do deserto permite ter gelo no deserto, os Islâmicos sabiam bem disto.
Afinal o vento do deserto faz parte do equilíbrio da natureza.
Realmente os Romanos, de tão broncos que são dos seus genes, geram demasiado ruído.
Quem escreve dá um sentido ao texto. Pode ser rigoroso ou criativo, pode ser completo ou não.
E perceber esse sentido é que nos enriquece pois conseguimos chegar à mensagem que nos é dada.
Concordo com "Nuno". Muito bem!
É por isso que há um falar e dois entenderes.
Só dois?
Enviar um comentário